21 de janeiro de 2015

NÃO SOU AL-QAEDA, NEM SOU CHARLIE

Eu não sou Charlie
    por George Gonsalves

Vivemos tempos de extremismos. Às vezes, parece que só podemos escolher entre duas opções. Se alguém se manifesta contrário a algum pensamento dominante, corre o risco de ser tido como intolerante, conservador, retrógrado, radical ou coisa parecida.

Quando terroristas invadiram a sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris, matando vários cartunistas e policiais, uma compreensível onda de solidariedade aos membros do periódico se espalhou pelo mundo. Uma expressão foi, então, cunhada: “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie).

Como cristão, tenho uma posição. Repudio, com veemência, o covarde ataque dos terroristas islâmicos, que seriam membros do grupo Al-Qaeda. Todos PODEM se manifestar livremente, mesmo que isto ofenda o que amo. Contudo, não me identifico com o estilo sarcástico e blasfemo do jornal francês. Há coisas que PODEMOS fazer, mas não DEVEMOS. Zombar e ridicularizar publicamente a fé de outrem não me parece ser virtuoso: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém” (I-Cor. 6: 12).

Por isso, não sou AL-Qaeda, nem sou Charlie.

Não sou Al-Qaeda. Eles não toleram o diferente, não costumam perdoar quem os ofende ou à sua religião. São assassinos de seus inimigos declarados ou de “pretensos” adversários.

Não sou Al-Qaeda, pois não devo silenciar quem pensa diferente de mim. Sou chamado a amar o próximo, e este pode ser alguém que me odeie.

Não sou Al-Qaeda, porquanto não devo matar pessoas que fazem charges que ridicularizam o que mais amo. O meu Deus é amor e sua mensagem foi que devemos perdoar indefinidamente o que nos agridem.

Não sou Al-Qaeda, pois, embora o respeite, não tenho Maomé como profeta de Deus, nem o Alcorão como livro sagrado.

Também não sou Charlie. Não creio que devemos fazer humor com tudo e com todos. Há coisas sagradas e seremos sensatos se observarmos isto.

Não sou Charlie, porque entendo que o direito que tenho de livremente me manifestar, não me isenta de exercê-lo com amor e respeito.


Não sou Charlie. Meus princípios não estão fundamentados em uma “filosofia” moderna de mundo que apregoa liberdade sexual e desprezo pelo sagrado.

4 de janeiro de 2015

LIVROS QUE LI EM 2014




              por George Gonsalves           

          Os livros que mais gostei de ler em 2014 foram: Cristianismo puro e simples, de C.S. Lewis (Martins Fontes), Os puritanos, do reverendo Martyn Lloyd-Jones (PES) e Coroas de glória, lágrimas de sofrimento, da historiadora Emília Viotti da Costa (Cia. das Letras).

           Li também outros bons livros durante o ano, que cito abaixo:

Jesus em nova perspectiva (James Dunn): Paulus
Jesus Cristo homem (Bruce Ware): Fiel
O lado bom do calvinismo (Ricardo Quadros Gouvêa): Fonte Editorial
O problema do sofrimento (C.S. Lewis): Vida
Águas que dividem (Donald Bridge e David Phypers): Vida
O cristão e a cultura (Michael Horton): Cultura Cristã
A vida crucificada (A.W. Tozer): Vida
O encanto poético de Isaac Watts (Douglas Bond): Fiel
O que nos faz bons ou maus (Paul Bloom): Best Seller
A vida do livreiro A.J. Fikry (Gabrielle Zevin): Paralela
Mil anos de felicidade (Jean Delumeau): Cia. das Letras
Cecília de Bolso – Uma antologia poética (Cecília Meireles): L&PM Pocket
Conto de natal de Auggie Wren (Paul Auster): Cia. das Letras
 

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