25 de abril de 2014

A PALAVRA "DEUS" É BANIDA DOS FILMES DA DISNEY



por George Gonsalves


"Julgai todas as coisas, retende o que é bom".
I-Tes. 5:21

A palavra "Deus" foi banida de filmes da Disney, afirmou a dupla que ganhou Oscar este ano de melhor canção original (“Let it go”), do filme FrozenO casal Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez disse em entrevista à rede norte-americana NPR (National Public Radio) que "um dos poucos temas que são encarados com reserva na Disney são relacionados à religião”.


A afirmação não chega a surpreender. Vários sites evangélicos tentam mostrar mensagens subliminares diabólicas nos filmes da Disney. Lembro-me de ter visto há alguns anos uma mensagem do pastor Josué Yrion, que trata do mesmo assunto.
Independentemente da verdade ou não sobre as mensagens ocultas nos desenhos (tenho algumas dúvidas), a revelação de hoje soa muito estranha. Em um mundo em que se defende a conservação das matas, a proteção às baleias e aos ovos de tartaruga, a proibição da palavra "Deus" nos desenhos parece demonstrar uma forte aversão aos temas religiosos.  

De minha parte, prefiro analisar as coisas que estão postas explicitamente. Sabemos que a arte (filmes, desenhos, livros, música, pintura, etc.) não é neutra. Todo autor tem uma ideia e quer transmiti-la através de seus talentos. Certo dia, vi um episódio do "Pica-pau" que incentiva o suicídio na velhice. Precisamos, como cristãos, examinar as coisas à luz da Palavra de Deus. Como pais, temos o dever de sermos criteriosos quanto aquilo que nossos filhos irão assistir, a fim de que não sejam influenciados por mensagens contrárias aos princípios cristãos.

Felizmente, várias obras de autores que tentam abordar valores bíblicos em seus livros, como C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, têm sido traduzidas para o português e adaptadas para o cinema: Crônicas de Nárnia, Senhor dos Aneis, O hobbit. São boas indicações para crianças e adultos.  

21 de abril de 2014

PENSAMENTOS SOBRE A RESSURREIÇÃO




"Jesus nunca oficiou um funeral, mas sempre esteve presente à ressurreição".

F. N. PELOUBET


"Os dois símbolos cristãos absolutamente centrais são a cruz e a ressurreição".

PAUL TILLICH


"O homem, quando procura reduzir a ressurreição ao que a sua mente pode conceber, só consegue esvaziá-la".

RICHARD NIEBUHR


"Nosso Senhor escreveu a promessa da ressurreição não somente nos livros, mas em cada folha da primavera".

MARTINHO LUTERO 


"Nosso evangelho não termina num cadáver, mas num Conquistador; não numa tumba, mas numa vitória".

STANLEY JONES


"O maior argumento em favor do Cristo ressurreto é o cristão vivo".

WINIFRED KIRKLAND


"Os Evangelhos não explicam a ressurreição; todavia a ressurreição explica os Evangelhos".

JOHN S. WHALE


"O cristianismo começa onde a religião termina - com a ressurreição".

WILLIAM McFEE


"A ressurreição indica que a cruz de Cristo não se pode compreender como uma morte puramente humana, mas como o juízo libertador de Deus sobre o mundo".

G.C. BERKOUWER






15 de abril de 2014

O "JUDAS" QUE HÁ EM NÓS


A captura de Cristo, de Caravaggio ou um dos seus discípulos
por George Gonsalves

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?"
Jeremias 17:9

Em nosso país ainda há o costume de queimar bonecos que representem Judas Iscariotes na época da "semana santa". Neste ato, parece-me que muitas pessoas identificam o ato do apóstolo que traiu Jesus, como o mais vil e condenável que alguém poderia ter cometido. Não nego esta afirmação. A traição de Judas foi de fato um pecado gravíssimo contra Deus.

Contudo, muitos dos pecados que ele cometeu dele também rondam o nosso coração. Não estamos imunes às tentações pelas quais ele passou. Precisamos desesperadamente da graça divina para resistir ao "Judas" que há em nós. Podemos trair a Cristo de várias maneiras maneiras, inclusive, algumas bastantes sutis. 

Por exemplo, traímos a Jesus quando:

Preferimos a aprovação dos homens a de Deus; 
Guardamos para nós dinheiro que deveria ser dado para a obra do Senhor ou para o próximo; 
Nos  acovardamos diante das pressões de um mundo imoral;
Desperdiçamos o escasso tempo que temos com futilidades;
Nos omitimos na defesa de pessoas claramente injustiçadas;
Aceitamos para nós a glória que é devida somente a Deus;
Nos orgulhamos daquilo que fizemos;
 Nos envaidecemos de nossa pretensa beleza, intelectualidade ou santidade;
Murmuramos porque não temos o que queríamos, ao invés de agradecer pelo que temos; 
 Não cuidamos dos fracos e doentes que cruzam o nosso caminho;
Guardamos mágoa em um coração que deveria perdoar; 
Negligenciamos a igreja amada por Deus;
Não meditamos nas Escrituras de modo reverente; 
Não adoramos como convém Aquele que é digno de todo louvor e adoração;
Desejamos mais a dádiva do que o Doador.

11 de abril de 2014

OS PURITANOS: SUAS ORIGENS E SEUS SUCESSORES


por George Gonsalves

    Excelente! Um manancial de conhecimento de história da igreja e exortação a uma vida santa e avivada. O Dr. Martin Lloyd-Jones, um dos grandes mestres da igreja no século passado, conseguiu transmitir conhecimento em chamas nestas palestras proferidas entre os anos de 1959 a 1978.

    Notáveis são os capítulos dedicados a homens como Howell Harris, John Knox, George Whitefield, Jonathan Edwards e John Bunyan.

     Em uma palestra proferida em 1968, o pregador inglês critica a falta de emoção e fervor na vida de alguns calvinistas: "O calvinismo leva à emoção, à paixão, ao calor, ao louvor, à ação de graças" (p. 222/223), E questiona: "Qual foi a última vez que nós derramamos lágrimas?" (p.223). Ele faz um alerta: "Muitos há que estão com tanto medo do pentecostalismo e dos seus excessos e aberrações, que acabam extinguindo o Espírito" (p. 23)    

      Sobre o avivamento, Lloyd-Jones deixou frases impactantes:

      "O avivamento é algo realizado por Deus com soberana liberdade, muitas vezes apesar do que são os homens".

      "Se você de fato crê na soberania de Deus, deve crer em que, seja qual for o estado da Igreja, Deus pode enviar avivamento".

       "A história do progresso e desenvolvimento da Igreja é, em grande parte, uma história de avivamentos, destas efusões do Espírito de Deus poderosamente excepcionais".

        "Nada menos que avivamento é o de que se necessita".  

2 de abril de 2014

JACQUES LE GOFF: DEUS E A IDADE MÉDIA

            
    por George Gonsalves

Morreu nesta terça-feira em Paris, aos 90 anos, um dos maiores historiadores de nosso tempo: Jacques Le Goff. Seus estudos se voltaram para a Idade Média, principalmente os séculos XII e XIII, mas ele teve a preocupação de tirá-los do círculo acadêmico. Foi consultor do filme O nome e a rosa, baseado na obra de Umberto Eco. Sua influência sobre várias gerações de estudantes e amantes da História (como eu) é incalculável. Quando recebeu, em 2004, o prestigiado prêmio Dr. A. H. Heineken de História, atribuído pela Academia Real das Artes e Ciências dos Países Baixos, a declaração do júri dizia que Le Goff “mudou a nossa percepção da Idade Média”. Para ele, não era correto chamar a Idade de Média de “Idade das Trevas”.
    Curiosamente comprei dois livros recentemente de Le Goff, ambos lançados neste ano no Brasil: A Idade Média e o dinheiro (Civilização Brasileira) e Homens e mulheres da Idade Média (Estação da Liberdade).
É interessante que Le Goff estudou um período onde Deus era muito cultuado mas, paradoxalmente, parecia que era muito diferente daquele que era adorado nas catacumbas e casas dos discípulos dos primeiros anos do cristianismo. Na era medieval prevaleceu a pompa, os rituais e o poder temporal da igreja romana, em detrimento da simplicidade e do poder espiritual da igreja cristã.
Mas Le Goff, que não era cristão, sabia do poder que o cristianismo tinha para mudar a sociedade: “O cristianismo foi uma revolução ou o motor essencial de uma revolução”.[1] Em uma entrevista publicada na Folha de São Paulo, em 2002, o historiador francês criticou àqueles que fazem “uso” de Deus mesmo para fins políticos e sociais: “Se Deus existe, não compete ao homem se envolver em suas ações. Ele seria grande o suficiente para fazer o que quer”.    
A magnífica obra de Le Goff ficará por muito tempo, trazendo luz a um período que, segundo ele, poderia melhor ser definido não pela palavra “trevas”, mas por “maravilhoso”.




[1] O nascimento do purgatório. 2ª Ed. Lisboa. Editorial Estampa, 1995, p.25.

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