29 de março de 2014

ESTAMOS MORALMENTE ANESTESIADOS?


Foto tirada durante a Marcha da Família em 22/03/2014.
                Por George Gonsalves

Ligamos a televisão ou abrimos o jornal e ouvimos notícias de crimes bárbaros dia após dia. Percebemos ao nosso redor famílias se deteriorando: pais omissos, filhos rebeldes, maridos e mulheres adúlteras. Convivemos com a corrupção quase generalizada na sociedade através de alguns tipos: o empresário que sonega impostos, o fiscal que cobra propina, o estudante que cola na sala de aula, o funcionário (público ou não) que faz corpo mole no trabalho, pessoas que furam as muitas filas do dia. Qual o impacto de tudo isso na nossa vida?
     Recentemente, ouvi um pesquisador falando sobre a violência no Brasil. Seu diagnóstico: estamos vivemos um período de anestesia moral, semelhante ao que a Europa viveu após a Segunda Guerra. Naquela época, depois de verem com os próprios olhos inúmeras atrocidades nunca antes imaginadas, os europeus ficaram menos sensíveis ao pecado. Estaremos vivendo algo semelhante no Brasil? De que modo isto afeta a igreja?
      Obviamente, a igreja não está imune aos males sociais, pois como dizia o poeta: “nenhum homem é uma ilha”. Devemos lutar para que não passemos a achar normal àquilo que se tornou comum. Quando Jesus percebeu que o templo havia se transformado em lugar de negócios, ele se irou. Um texto resumiu seu sentimento: “O zelo da tua casa me consumirá” (João 2:17). Ao entrar em Atenas, o espírito do apóstolo se revoltou em face da idolatria dominante na cidade (At. 17:16).
      Lutemos contra a anestesia moral em nossos corações. Não deixemos de nos indignar com o mal na sociedade e que atinge a igreja. Não consideremos normal o divórcio entre cristãos, a apropriação dos bens da igreja pelos pastores, a sensualidade que anda disfarçada de liberdade, a avareza que se mascara de prosperidade espiritual, o orgulho religioso que quer parecer fé. Cumpramos a advertência bíblica: “exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Heb. 13:3).   

15 de março de 2014

UM CONTO DO DESTINO: UMA PARÁBOLA ESPIRITUAL


por George Gonsalves

      Fui assistir ao filme "Um conto do destino", baseado no livro homônimo do americano Mark Helprin, pensando que se tratava de uma parábola sobre o amor romântico. No entanto, embora este tema também apareça na película, a história é como uma parábola espiritual com vários temas bíblicos. Vale a pena conferir.
        
   Cito alguns temas apresentados no filme, acompanhados de textos extraídos das Sagradas Escrituras:

1- O mundo é essencialmente espiritual e é nele que devemos ser focados: "não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (II-Cor. 4:18);

2- O diabo opera no mundo, mas Deus também está destruindo as obras do mal: "Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (At. 10:38);

3- Milagres acontecem ainda hoje: "Agindo eu, quem o impedirá?" (Is. 43:13);

4- Homens e mulheres têm uma missão a cumprir no mundo: "andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados" (Ef. 4:1);

5- O amor é a maior virtude que existe: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor" (I-Cor. 13:13).

      Veja trailer do filme: aqui










11 de março de 2014

JESUS FEZ DISCÍPULOS


por George Gonsalves

No mundo ocidental a história da humanidade se divide em antes e depois de Cristo, tal a magnitude da sua vida e obra na Terra. Para deixar seu legado neste mundo Jesus não escreveu livros, nem construiu templos, ele focou em um alvo: transformar pessoas, fazer discípulos.
Muitas igrejas investem em prédios suntuosos, marketing e atividades variadas para os membros. Há grupos especializados em música, teatro, dança e até esportes radicais. Contudo, muitas esquecem do primordial: discípulos. Jesus procurou homens e mulheres insignificantes para o seu tempo, alguns quase invisíveis, outros execrados pela opinião pública: pescadores, samaritanos, prostitutas e publicanos. Mas, decidiu investir neles; dedicou seu tempo e seu poder para que eles pudessem continuar a sua obra. O mundo não acreditou naqueles homens, Jesus sim.
No final de sua vida na Terra, Jesus conseguiu seu intento: o impulsivo Pedro havia se tornado um corajoso missionário; o cético Tomé um crente vigoroso; o vingativo João ficou conhecido como o apóstolo do amor. E o que poderíamos falar de Maria Madalena ou Zaqueu? 
Nestes dias ouvimos de pessoas na igreja que estão pregando e cantando melhor ou escrevendo bem, mas estão mais generosas, fieis, dedicadas e consagradas? Não podemos mudar o foco: discípulos ainda são "a menina do olho" de Deus.

7 de março de 2014

PENSAMENTOS SOBRE A MULHER



"A emancipação da mulher começou com o cristianismo. Teve início numa noite, há quase dois mil anos, quanod veio a uma mulher chamada Maria uma mensagem dos céus".
PETER MARSHALL

"A mulher foi a última junto à cruz de Cristo e a primeira junto ao seu sepulcro".
BEATRICE MANN

"A vida nunca produziu algo pior do que uma mulher má, nem melhor do que uma mulher boa".
EURÍPEDES 

"As mulheres são as primeiras educadoras doo gênero humano".
THEODOR VON HIPPEL

"Pode-se graduar a civilização de um povo pela atenção, decência e consideração com que as mulheres são educadas, tratadas e protegidas".
MARQUÊS DE MARICÁ

"Quando somos belas, ficamos mais belas ainda sem adornos".
GOTTHOLD E. LESSING

"O mundo e todas as suas coisas são valiosas, porém mais valiosas que tudo é uma mulher virtuosa".
TALMUDE

"A expressão que uma mulher usa em seu rosto é mais importante que as roupas que veste".
DALE CARNEGIE

"A mulher é estrela da bonança nos temporais da vida".
SIMALEN

"São necessários muitos homens para levantar um acampamento, mas apenas uma mulher para fundar um lar".
W.W. AYER

1 de março de 2014

CRISTO JESUS HOMEM

CRISTO JESUS HOMEM: REFLEXÕES TEOLÓGICAS SOBRE A HUMANIDADE DE CRISTO
AUTOR: BRUCE WARE
ED. FIEL, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS- SP, 2013, 237p.


por George Gonsalves

    Este livro, que foi saudado por teólogos e pastores como D.A. Carson e Mark Driscoll, trata de um importantíssimo assunto teológico: a humanidade de Cristo. O autor trata de questões complexas como a tentação e a morte de Cristo, mas também procura esclarecer sobre a importância da fé em Cristo como homem.    

  Os capítulos são: "Assumindo a natureza humana", "capacitado pelo Espírito", "crescendo em sabedoria", "crescendo em fé", "resistindo à tentação", "vivendo como um homem", "morrendo em nosso lugar" e "ressuscitado, reinando e retornando em vitória".  

   Apesar de lidar com temas controversos na história da teologia cristã, Bruce Ware escreve de maneira compreensível sem se tornar simplista. O livro é muito bom trazendo, inclusive, perguntas interessantes no final de cada capítulo. Contudo, há vários erros de impressão na obra, mas não comprometem o seu entendimento.

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