15 de fevereiro de 2014

COMO ESCOLHEMOS?


                por George Gonsalves

Há alguns meses, um jovem foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Na delegacia, foi verificado que ele não tinha antecedentes criminais, possuía endereço fixo e trabalho remunerado. Foi perguntado, então, sobre o motivo da prática de tal delito. Ele respondeu: “É mais fácil e lucrativo”. Boa parte das pessoas tomam decisões baseadas nestes parâmetros.
Todos nós escolhemos muitas coisas todos os dias e, é claro, que fazemos muitas escolhas baseadas na “facilidade e lucratividade”. Existe até a “Lei do menor esforço”. Normalmente, não há nada de errado com este padrão de comportamento. Seria estranho procurarmos caminhos mais difíceis em nossa jornada e que nos trouxessem menos dividendos.
Ocorre que, muitas vezes somos chamados por Deus a fazermos escolhas baseadas em outros parâmetros. Para Ele, o fácil e lucrativo pode não ser o melhor. A Bíblia mostra alguns exemplos: um jovem escolheu sua riqueza e, assim, rejeitou seguir o Autor da vida. O filho pródigo escolheu antecipar sua herança e, assim, abandonou o pai que o amava.      
Alguns, todavia, fizeram a opção pela vontade de Deus e, apesar da dificuldade que enfrentaram, estavam certos de que fizeram a melhor escolha. O apóstolo Paulo renunciou seus privilégios de cidadão romano e judeu respeitado para sofrer o martírio por Cristo. Moisés renunciou um lugar no palácio real do Egito para sofrer com o povo de Deus no deserto. Nestes casos, escolher o “fácil e lucrativo” era pecaminoso.                
E quanto a nós? Quantas escolhas erradas fizemos porque preferimos a comodidade ao invés do serviço? O lucro ao invés da honestidade? Quantas vezes não ouvimos a voz de Deus, mas o próprio coração? Por isso, Tozer afirmou certa vez: “Entre a santidade e a felicidade, prefiro a santidade; terei muito tempo para ser feliz no céu”.

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