23 de janeiro de 2014

JESUS NA PUERTA DEL SOL


Crentes que evangelizavam na Puerta del Sol, em Madri

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte" (Mt. 5:14).

por George Gonsalves

Era um domingo frio em Madri, capital espanhola. Apesar dos problemas econômicos e sociais que assolavam a cidade, ela permanecia imponente. Por entre prédios suntuosos, pessoas elegantemente vestidas passavam em ritmo frenético. 
Após descansar da viagem, eu e minha esposa Sandra, saímos para conhecer um pouco da cidade, ainda com o dia claro. Estávamos hospedados em um local bem movimentado, perto de pontos turísticos. Depois de pedirmos informações, fomos até a famosa Puerta del Sol, uma praça bem no centro de Madri. No caminho, encontramos sinais da decadência moral daquela bela metrópole. Várias prostitutas, aparentemente de várias nacionalidades, se espalhavam por algumas quadras, em frente a bares e restaurantes. Casais de homossexuais também passeavam por ali. Muitas pessoas bebiam e fumavam. 
Nos sentíamos deslocados e entristecidos. Foi, então, que ao chegar a Puerta del Sol encontramos um grupo de crentes. Acompanhados por um violão, os irmãos cantavam entusiasticamente louvores a Deus. Não entendia muito bem a letra, mas meu coração se encheu de alegria. Nos achegamos e participamos daquela obra evangelística. Depois dos cânticos, um pregador começou a anunciar o evangelho. Poucos paravam para ouvir e alguns demonstravam desdém. Mas, de vez em quando, alguém parava para pedir oração ou ouvir uma palavra. 
    No final, os irmãos falaram calorosamente conosco. Descobri que eram crentes da mesma igreja, mas que eram de países diferentes. Havia, inclusive, uma brasileira entre eles. Ela nos contou das lutas espirituais vividas naquela cidade: incredulidade, pecado e até bruxaria.
     Saí daquela reunião com a alma leve. Agradecia por Jesus ser anunciado naquele lugar tão hostil ao evangelho. Percebi a força da igreja que se recusa a se acovardar ante um mundo materialista e hedonista. 
    Ainda fiquei alguns dias em Madri e vi belíssimos lugares, mas tive a sensação de que naquela fria tarde de domingo já havia conhecido o melhor da cidade.  

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