29 de dezembro de 2013

VERDADES BÍBLICAS PARA 2014


por George Gonsalves

      Alguém já disse que a Bíblia é mais atual que o jornal de amanhã. É verdade. Portanto, esqueça as previsões de búzios e de astrólogos. Consulte as palavras da Escritura para o próximo ano:

O mundo continuará mal: "...nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores..." (II-Tim. 3:1-5);

A igreja avançará contra as obras do mal: "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16:18);

Deus continuará operando: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5:17);

Os crentes estarão protegidos pela mão de Cristo: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10:27-28);

Poderemos ser mais santos: "...crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (II-Ped. 3:18);


A volta de Jesus estará mais perto: "Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (Lc. 12:40).




28 de dezembro de 2013

ELES NOS DEIXARAM EM 2013

Brennan Manning (1934-2013)




Palestrante norte-americano e autor de inúmeros livros publicados em português, dentre eles:

O evangelho maltrapilho;
O impostor que vive em mim;
A assinatura de Jesus;
Confiança cega;
O anseio furioso de Deus;
Colcha de retalhos






T.L Osborn (1923-2013)




Evangelista pentecostal norte-americano. Foi missionário em diversos países, se destacando por oração por cura divina. Autor de livros como:

Curai enfermos e expulsai demônios;
Ganhando almas;
A vida abundante.






Dallas Willlard (1935-2013)



Filósofo e teólogo norte-americano, autor de:

A conspiração divina;
A grande omissão;
A renovação do coração;
O espírito das disciplinas.

26 de dezembro de 2013

A TRAVE E O CISCO



      Recentemente reli o famoso texto em que Jesus censura a natureza crítica do ser humano com os erros do próximo, ao mesmo tempo em que relata a nossa dificuldade em enxergar os próprios erros. O que me chama atenção no texto é que, apesar de estar com uma ‘trave’ dentro do olho (o que imaginamos deve causar um enorme desconforto), a pessoa citada ainda assim é capaz de apontar ‘ciscos’ ou erros de menor dimensão na vida do outro.
     Um dos motivos que leva a Bíblia a destacar a importância de congregar é certamente a necessidade de sermos exortados mutuamente (I Tes 5:11, Heb 3:13 etc.). Um cristão que se afasta do convívio dos demais, ou que não se fixa em uma congregação específica, acaba perdendo a oportunidade de se expor à correção. Deus usa a instrumentalidade de seus servos quando quer exortar um fiel, e não apenas a sua Palavra. Eventualmente, até mesmo descrentes podem ser úteis ao Senhor neste papel e não nos cabe desprezar a exortação coerente, ainda que vinda de alguém de caráter duvidoso.
   Em minha experiência de vida tenho percebido que as pessoas mais habilidosas e perspicazes em criticar os outros normalmente tem dificuldade de aceitar repreensões e exortações. Talvez gastem tanto tempo examinando o proceder dos outros que sobra pouco tempo para o auto-exame. Estas são normalmente fechadas para receber críticas. Em outro extremo encontram-se os que evitam exortar para não desagradar, ou mesmo porque ao repreenderem o erro do outro, abrem a possibilidade de serem também criticados, o que obviamente não desejam.
      O ensino correto da Escritura nos mostra que devemos ser humildes e abertos a críticas e exortações, e ao mesmo tempo pesa sobre nós a responsabilidade de corrigir com mansidão aqueles que estão no erro. Que o Senhor nos conceda graça, equilíbrio e coragem para não nos furtarmos destas importantes tarefas em nossas congregações.

        Em Cristo,

        Carlos Alberto Figueiredo Júnior

22 de dezembro de 2013

NO PRIMEIRO NATAL



por George Gonsalves

No primeiro natal
a luz não era de neon
e também não piscava, 
mas, oh, como brilhava

Não tinha muita cor
mas grande era o resplendor
simplesmente porque
vinha da glória do Senhor

No primeiro natal
instrumento não se viu
nem apresentação de coral
mas cânticos sublimes fluíram
de uma milícia celestial

No primeiro natal
ninguém comprou presente
nem tampouco recebeu
mas todos foram agraciados
com Jesus, o Filho de Deus

Agora, esperamos
bençãos eternas no final
isso porque, graças a Deus,
houve o primeiro natal

19 de dezembro de 2013

(FRÁGEIS) ARGUMENTOS CONTRA O NATAL


por George Gonsalves
         Um cristão pode comemorar o natal? Ano após ano esta pergunta é feita por inúmeros evangélicos. Li alguns textos que defendiam que era pecado para um crente comemorar esta data. No entanto, os argumentos me parecem inconsistentes, senão vejamos:

1 - "O natal é apenas uma festa comercial":


De fato, devemos ficar atentos para a mercantilização de uma celebração religiosa. Contudo, podemos tornar esta data um momento especial para reflexão, doação e gratidão.  

2 - "Jesus não nasceu em 25 de dezembro":

Isto pode ser verdade, mas não altera o fato de que sua vinda ao mundo pode ser celebrada;

3 - "A Bíblia não ordena que comemoremos o natal”:

Isto é verdade, mas ela também não proíbe. O natal não pode, portanto, ser tratado como um mandamento para a igreja, como a ceia do Senhor;

4 - "O natal é uma festa idólatra com objetos pagãos" (guirlandas, árvores, etc.):

      Não devemos ficar neuróticos com a origem das coisas. O que os pagãos criam não necessariamente são amaldiçoados. Os instrumentos musicais, por exemplo, foram criados pelos filhos de Caim (Gên. 4:21 ). Com o tempo as coisas adquirem outros significados. Há vários costumes e celebrações que não se originaram na igreja e nem por isso devem ser rejeitados como, por exemplo, aniversários e formaturas. 

17 de dezembro de 2013

BILLY GRAHAM ESTARIA PERTO DA MORTE


O Rev. Billy Graham está perto da morte, e não vai demorar muito para ele “ir para a casa do Pai”, disse, nesta semana, o neto Will Graham.

"Eu gostaria que [Deus] lhe desse força, mas não acho que ele precisa de mais força. É hora de ir para casa”, disse Will ao site de notícias cristãs Assist News Service.

Billy Graham, um dos maiores evangelistas do século 20, anunciou o Evangelho, inclusive, para os mais altos cargos políticos dos Estados Unidos. Ele completou 95 anos no dia 07 de novembro e comemorou o aniversário com uma festa na Carolina do Norte para mil convidados. O pastor está doente há anos, e luta contra o Mal de Parkinson, pneumonia, câncer de próstata e problemas pulmonares e nos quadris.

Agora, a "velhice está sugando a vida de meu avô”, disse Will Graham, que também é filho de Franklin Graham. Ainda esta semana, Franklin Graham apelou ao mundo para orar por seu pai, declarando no site Charismanews.com que “a nossa família gostaria de receber suas orações para que o Senhor o fortaleça”.

Ao mesmo tempo, o neto Will afirmou que Deus protegeu seu avô ao longo dos anos, dando a ele “uma força sobrenatural e agora, a única coisa que lhe resta é voltar para casa”. Deus removeu sua mão protetora e a velhice chegou”, relatou o neto à Newsmax.

Um dos últimos livros de Graham, publicado no Brasil em 2012, tem um sugestivo título: A caminho de casa (veja comentário clicando aqui). Na emocionante introdução do livro ele diz: "Nunca achei que chegaria até essa idade. [...] Em breve, completarei 93 anos, e sei que não falta muito para que Deus em chame para subir ao céu. Anseio por este dia como nunca. [...] Um dia, nossa jornada chegará ao fim. [...] Nesse percurso, clamo ao Senhor para que você e eu possamos aprender o que significa envelhecer e, ainda, com a ajuda de Deus, fazê-lo de forma abençoada, encontrando a direção para terminarmos bem.


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Com informações do jornal The Washington Times, em 13 de dezembro de 2013.
Fonte: Ultimato.com.br

12 de dezembro de 2013

A HISTÓRIA DO HINO "NOITE FELIZ"


por George Gonsalves

Na véspera de natal de 1818 na pequena cidade de Oberndorf bei Salzburg, na Áustria, foi cantado publicamente um dos hinos natalinos mais conhecidos no mundo: “Stille Nacht, Heilige Nacht” (“Noite quieta, Noite Santa”), que no Brasil ficou mais conhecida como “Noite Feliz”.
        Na tarde daquele dia, o padre Joseph Mohr (1792-1848) tinha um problema: o órgão da Igreja de São Nicolau estava quebrado. Foi, então, que Mohr chamou seu amigo Franz Xaver Gruber (1787-1863), organista e regente da igreja para tentar resolver o problema.
       Após uma visita a uma família, o padre Joseph voltou contemplando a gelada paisagem rural austríaca com neve cobrindo as ruas. Ao chegar em casa, começou a compor os versos de "Noite Feliz"[1]. Como o órgão não foi consertado a tempo, Joseph entregou a letra a Gruber para que ele a musicasse com o seu violão, o que ele fez em apenas algumas horas. Após algum tempo, Franz disse-lhe: "Este hino canta por si mesmo. As suas palavras tornam-se uma linda melodia".
    À noite, os dois apresentaram o novo hino na Igreja de São Nicolau, acompanhados por um violão. Isso foi há quase duzentos anos. Mas, o hino só ganharia maior popularidade quando foi apresentada em uma festa em Leipzig, Alemanha, terra de um dos maiores compositores de todos os tempos, John Sebastian Bach. Na Áustria "Stille Nacht" é considerado um tesouro nacional. Tradicionalmente, a música não pode ser tocada publicamente antes da véspera de Natal. Em março de 2011 foi declarado um patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO.
     No Brasil, a música consta em alguns hinários evangélicos com algumas variações. No Cantor Cristão há a versão do missionário batista norte-americano William E. Entzminger (1859-1930), nº 33, e na Harpa Cristã, sob o nº 120, a do compositor José Teixeira Lima, membro da Assembleia de Deus, ambas intituladas “Noite de paz”. 
Soldados se agrupam na "Trégua de Natal", em 1941
       O hino “Stille Nacht” foi cantado em um marcante episódio na Primeira Guerra Mundial, que ficou conhecido como “Trégua de Natal”A trégua começou na véspera de Natal, 24 de dezembro de 1914, quando as tropas alemãs colocaram velas nas trincheiras e decoraram árvores de Natal, continuando em seguida a celebração ao cantar músicas de Natal. Os britânicos responderam cantando as suas próprias canções. Os dois lados continuaram gritando saudações de Natal um para o outro. Pouco depois, começaram a se fazer travessias através da "Terra de Ninguém", onde eram trocados alguns presentes. A artilharia nesta região permaneceu em silêncio. A trégua também permitiu que os soldados mortos recentemente pudessem ser trazidos de volta para suas linhas para poderem ser enterrados. Foram realizados vários funerais em conjunto. Muitos soldados de ambos os lados - bem como, unidades francesas, trocaram alimentos e presentes, e entoaram cantos natalinos, dentre eles “Stille Nacht” ao longo de diversos encontros.      

Clique aqui e veja uma versão da música na voz de Andrea Bocelli.


Fontes:

A história dos hinos que amamos. Silas Daniel. CPAD, 2012.





[1] Outra versão afirma que Mohr havia escrito a letra há cerca de dois anos.

5 de dezembro de 2013

MANDELA, HOMEM DE OUTRO TEMPO


Nelson Mandela (1918-2013)
                                                                                                                 Por George Gonsalves

Defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se for preciso, é um ideal para o qual estou disposto a morrer.
Nelson Mandela

              
Sou um privilegiado. Vivi na mesma época em que também viveu Nelson Mandela. Dizem que os homens só se tornam célebres quando morrem e, às vezes, muito tempo depois. Assim, Leonardo da Vinci não era considerado um gênio tão grande em vida. Também  Beethoven não era sinônimo de música clássica no início do século XVIII. Mas com Madiba, como era conhecido, foi diferente. Mesmo vivo, ele foi reconhecido com um dos grandes homens dos séculos XX/XXI. Daqui a cem anos ainda se falará dele, mas a morte não o elevou a um patamar maior do que àquele que ele alcançou em vida.
     Contudo, chego a pensar que Mandela é um homem de outro tempo. Numa época em que o mundo cultua celebridades vazias e proclama a vingança como virtude; em tempos em que pessoas não são capazes de sequer sofrer por aquilo que mais acreditam e que líderes políticos só pensam em se locupletar, eis que viveu Mandela. Nascido e forjado para o ódio e a vingança, soube “relevar”, como ele mesmo disse. Não temeu morrer para ver o ideal de uma nação em que a cor da pele não decidiria o futuro dos homens. Depois, não usou o poder para destruir os que o odiavam.

      Esta noite poderei dizer aos meus filhos que há mais do que gente mesquinha, covarde e vingativa no mundo. Poderei dizer que os homens aplaudiram Mandela, não por suas façanhas esportivas ou mesmo artísticas, mas porque ousou pregar o perdão em uma terra de guerra. Ele faz nos lembrar de outro homem que, como Mandela, nasceu em um lugar pobre (Belém) e em conflito, anunciou o perdão de Deus aos homens e nos ensinou a perdoar-nos uns aos outros. Deste, o mundo precisará muito mais.

Frases célebres de Mandela:

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

"Não poderás encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver."

"Não se esqueça de que os santos são pecadores que continuam tentando."

"Eu sou o capitão da minha alma."

"Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado."

"Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou."


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

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