25 de julho de 2013

ATRAVÉS DOS PORTAIS DO ESPLENDOR

ATRAVÉS DOS PORTAIS DO ESPLENDOR
AUTORA: ELISABETH ELLIOT
VIDA NOVA, 2013, 311 p.


por George Gonsalves

      O ano de 1956 entrou para a história das missões modernas através de um episódio marcante: cinco jovens missionários norte-americanos foram mortos na Amazônia equatoriana por índios conhecidos como Aucas. Esta emocionante história é contada com muitos detalhes (incluindo várias fotos) pela então esposa do missionário Jim Elliot, um dos mortos.
      O livro narra de forma magistral os preparativos de Nate Saint, Jim Elliot, Ed McCully, Roger Youderian e Pete Fleming para anunciar o evangelho a um povo conhecido por sua astúcia e violência. Impossível não se envolver com a história e refletir sobre nossas próprias vidas.
     O último capitulo, escrito quarenta anos depois, é maravilhoso. Traz uma reflexão madura de Elisabeth sobre o ocorrido, sob uma perspectiva teológica. Livro indispensável! 
        Veja vídeo de apresentação do livro. 
      Clique aqui para ver um clip inspirado no episódio, especialmente em uma frase extraída do diário de Jim Elliot: "Não é tolice dar o que não podemos manter para ganhar o que não podemos perder".
        Para saber mais: clique aqui

22 de julho de 2013

CITAÇÕES SOBRE O CÉU


“A porta dos céus não têm arcadas tão elevadas como os palácios reais. Somente de joelhos podemos entrar nelas.”
JOHN WEBSTER
“Se você deseja habitar a casa de muitas mansões, faz-se mister providenciar reserva na mesma com antecedência.”
E.C. McKENZIE
“O principal objetivo da religião cristã não é levar o homem aos céus, mas trazer os céus aos homens.”
LORD AVEBURY
“Amar os céus é o único caminho para os céus.”
JOHN H. NEWMAN
“Podemos perder os céus, tanto por hostilidade como por neutralidade.”
THOMAS NORTHMORE
“É mais fácil atravessar o Oceano Atlântico em um barco de papel do que atingir os céus pelas boas obras.”
CHARLES SPURGEON
“Tenhamos sempre presente no espírito que pertencemos ao céu.”
AGOSTINHO
“Deus, que é infinitamente justo, só permitirá a entrada no céu àqueles que lutaram, com todas as suas forças, contra a maldade, a hipocrisia e as injustiças do mundo, isto é, a bem pouca gente.”
PEDRO T. GONZÁLEZ GROVA
“Minha principal concepção a respeito do céu é amor – a Deus e a cada brilhante morador daquele glorioso lugar.”

WILBERFORCE

19 de julho de 2013

TEXTOS DE LUTERO SÃO ROUBADOS

Alemanha 
 

Roubados valiosos escritos de Martinho Lutero

 
Roubam valiosos escritos de Martín Lutero
Una de las habitaciones del museo de la Reforma en Eisenach.
 
Três escritos de Marinho Lutero (1483-1546) valorizados em 60.000 euros foram roubados das vitrines de uma casa que habitou o impulsor da Reforma na cidade alemã de Eisenach, segundo o relatório da polícia local.

Trata-se dos folhetos “An dêem Christlichen Adel deutscher Nation” (À nobreza cristã da nação alemã), do ano 1520, “An die Radherrn aller städte” (Aos vereadores de todas as cidades), de 1524 e “Lutherpredigt, dás man Kinder zur Schulen halten soll” (O Sermão de Lutero de que há que enviar os meninos ao colégio), de 1530. Os escritos desapareceram na sexta-feira passada (12/07/2013) da casa em que Lutero viveu durante alguns anos e que hoje abriga um museu.

As suspeitas da subtração recaem em princípio nos últimos visitantes ao museu, que é um destino popular para muitos turistas na cidade.
 
Editado por: Protestante Digital 2013
 

15 de julho de 2013

CRISTIANISMO REVOLUCIONÁRIO

CRISTIANISMO REVOLUCIONÁRIO
AUTOR: JACQUES ELLUL
ED. PALAVRA, 2012, 123 p.


por George Gonsalves

     Um dos melhores livros que li nos últimos meses. Já havia lido uma obra do sociólogo protestante há algum tempo: Anarquia e cristianismo, que trazem importantes reflexões sobre a relação entre Cristianismo e Estado.
     Em Cristianismo revolucionário, que traz como subtítulo “a importância da presença do cristão no mundo atual”, Jacques Ellul (1912-1994) volta a trazer pensamentos perspicazes sobre a vivência cristã. Senti-me desafiado durante toda a leitura. Cheguei a grifar páginas quase inteiras. Para Ellul, não há princípios políticos ou sociais que sejam cristãos, de modo absoluto. Deus age no meio da história através dos homens de cada tempo.
   Qualquer leitor poderá discordar de várias coisas escritas no livro, mas dificilmente ficará indiferente a elas. Cito alguns trechos do livro:

      “alguns tentarão dissociar a situação espiritual e a situação material, negando a esta toda significação, declarando que ela é neutra e não concerne à vida eterna, e prestarão atenção apenas aos seus ‘problemas espirituais’. O que conta, vão dizer, é a vida interior” (p. 16).

“as lutas atuais não são verdadeiramente revolucionárias, são lutas de pessoas, de grupos: trata-se de saber quem tomará o poder” (p. 33).

“a exigência de Deus é inesgotável, assim como o seu perdão” (p. 43).


“ser revolucionário é pronunciar-se sobre o que existe, sobre os fatos atuais, em nome de uma verdade que ainda não está aqui (mas que virá) e é fazê-lo tenda essa verdade como a mais autêntica, mais real que o real que nos cerca” (p. 44).

13 de julho de 2013

JESUS É


por George Gonsalves
Jesus não é apenas um mestre,
mas a Sabedoria
não é apenas justo,
mas a própria Justiça

Não somente “ninguém falou como ele”;
 Ele é o Verbo
não aponta para o certo;
 Ele é a Verdade

Não é apenas profeta
O futuro está em suas mãos
tampouco tem força,
mas é fortaleza para os que o procuram

Não é só o salvador,
mas a Salvação,
não é iluminado,
mas a própria Luz que ilumina o mundo

Jesus não foi,
nem será,

Ele simplesmente é.

8 de julho de 2013

A LIÇÃO DE MANDELA


por George Gonsalves

Certa vez, o então presidente norte-americano Bill Clinton, perguntou ao líder sul-africano Nelson Mandela:
- O que aconteceu no dia em que você saiu da prisão? [...] você não os odiava [os brancos] naquele momento?
Ele, então, respondeu:
- Quando senti a raiva crescer, pensei: ‘Eles já prenderam você por 27 anos. E, se você continuar a odiá-los, vão prendê-lo de novo’. Eu disse: ‘Quero ser livre’. E assim relevei tudo. Eu relevei tudo’.[1]
Quando pensamos na vida que Mandela levou chegamos rapidamente à conclusão de que não era fácil relevar tudo. Ele foi preso por longos 27 anos por lutar contra o regime apartheid na África do Sul. Na Ilha Robben ele ocupou uma cela com as dimensões de 2,5 por 2,1 metros, e uma pequena janela de 30 cm. Lá ficou privado das informações do mundo exterior, pois não eram permitidos jornais. 
A mãe de Mandela o visitara em 6 de março de 1966 e depois, no ano seguinte, em 9 de setembro. Após esta última visita, ele teve a sensação, durante a despedida, de que era a última vez que veria a velha senhora, então com 78 anos de idade; de fato, Nosekeni Fanny veio a falecer em 26 de setembro de 1968. 
Libertado em 1990, Mandela foi eleito para presidente quatro anos depois. Especialistas previam um banho de sangue na África do Sul. Seria a hora da revanche. Os negros no poder poderiam agora se vingar dos massacres sofridos pelos brancos no decorrer de tantos anos. Como, por exemplo, esquecer o que ocorreu na cidade de Sharpeville, em 1960? Ali, a polícia sul-africana disparou rajadas de metralhadora contra manifestantes negros que protestavam contra a Lei do Passe, que obrigava os negros da África do Sul a usarem uma caderneta na qual estava escrito aonde eles poderiam ir. 69 pessoas morreram, e cerca de 180 ficaram feridas. Como relevar o massacre de Soweto, em que quatro alunos negros foram mortos pela polícia sul africana, incluindo um estudante de apenas 13 anos de idade?
O perdão é virtude basilar do cristianismo. De fato, não há fé sem perdão. Somos aceitos por Deus porque Ele decidiu nos perdoar. Foi, inclusive, tema de parábola contada por Cristo (Mt. 18:23-35). Nesta estória, Jesus falou de um homem que tem uma enorme dívida perdoada por seu senhor, mas que não perdoa uma pequena dívida de um conservo seu. Depois que sabe do ocorrido, o senhor manda castigar o servo inclemente. Jesus encerrou a parábola com a grave advertência: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mt. 18:35).
O próprio Jesus viveu uma vida de perdão. Lançou um olhar amoroso para Pedro após este o negá-lo (Lc. 22:61); procurou dar esperança ao cético Tomé (Jo 20:24-25) e perdoou aos seus algozes na cruz (Lc. 23:34).
Para os discípulos Cristo falou que deveríamos sempre perdoar (Mt. 18:21-22). Obviamente, este é um assunto que é mais fácil falar e escrever do que praticar. Há muitas pessoas que nos deixaram marcas negativas. Traidores, covardes, caluniadores e ingratos já passaram por nossas vidas. A simples lembrança de certos atos que sofremos nos causam dor. Contudo, se quisermos seguir a Jesus, não temos escolha. Assim como Mandela devemos relevar. 
Mas não somente isto. Deus nos conclama a irmos além: somos chamados a amar nossos inimigos. Para isto precisamos, primeiramente, desejar. O perdão deve ser um alvo inalienável em nossas vidas. Após, precisamos de uma comunhão profunda com o Deus que nos perdoou e ainda perdoa sem que mereçamos. Não creio, pois, que o perdão seja resultado apenas de entendimento racional da Bíblia, nem de esforço mental perseverante. Para mim, trata-se de um milagre, só operado por Deus em corações dispostos para recebê-lo.  
O efeito do perdão é imensurável. Além de satisfazer a vontade de Deus, ele sara feridas no que é perdoado. E por fim, ele liberta o perdoador. Mágoas corroem o homem; o perdão liberta. Perdoemos e sejamos livres!      


















   







[1] YANCEY. Philip. Para que serve Deus – em busca da verdadeira fé. São Paulo. Mundo Cristão. 2010. p. 145.

1 de julho de 2013

REINALDO AZEVEDO COMENTA A MARCHA PARA JESUS

Dilma é vaiada em evento de evangélicos que reúne centenas de milhares de pessoas. Ou: Os protestos e a exaltação dos que respeitam a ordem democrática e o estado de direito

Sei que a questão mexe com o fígado de muitos dos nossos ditos “progressistas”, que suportam, claro!, a diferença desde que os diferentes se calem e não digam o que pensam. Neste sábado, em São Paulo, a Marcha para Jesus, organizada por igrejas evangélicas, reuniu, segundo os organizadores, 2 milhões de pessoas. Digamos que estejam exagerando. A Polícia Militar fala em 800 mil. É gente que não acaba mais. O tratamento dado por nossa imprensa, quando se ocupa do assunto, é discreto — e, se possível, sempre por um viés que tenta caracterizar aquela massa como expressão do atraso. Atenção! Até as 18h — depois disso, não sei, mas é provável que tenha se mantido —, não havia sido registrada uma só ocorrência policial. Nada! “Esse Reinaldo é um reaça! Elogia povo pacífico na rua!” É isto mesmo! ELOGIO OS QUE DE FATO SÃO PACÍFICOS, NÃO AQUELES QUE INSTRUMENTALIZAM A VIOLÊNCIA DOS LOBOS PARA POSAR DE CORDEIROS.
Atenção! Dilma não estava presente, mas foi sonoramente vaiada. Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, que em janeiro de 2012 afirmou que o PT tinha de disputar influência com os evangélicos, compareceu ao evento e resolveu discursar. Ao citar o nome de Dilma, ouviu-se uma vaia de fazer inveja àquela que o Maracanã estava reservando para a soberana. Carvalho mudou de assunto e passou a falar de temas mais pios, religiosos. Aí, até foi aplaudido. Entre os presentes, havia faixas como “Procura-se Lula”. Outra anunciava, informa o Globo Online“Manifestação pacífica tem limite. Fora baderna e vandalismo”. A imprensa teve de noticiar, claro! Mas uma marcha da maconha com 200 gatos-pingados teria recebido, como já recebeu, mais destaque. É fato, não conjectura.
É evidente que aquela massa que estava na rua — maior do que em qualquer manifestação de protesto destes dias — tem convicções morais e políticas mais conservadoras do que a agenda influente da imprensa. Mas deve, por isso, ser ignorada ou, então, tratada com menoscabo? Por quê? Em que país do mundo democrático o conservadorismo é tomado como sinônimo de anomalia, como uma posição ilegítima, um crime de lesa-democracia? Não faz tempo, em plena quarta-feira, evangélicos juntaram outros milhares em Brasília num protesto contra o controle da mídia e em favor da liberdade de opinião, da liberdade de expressão, da família tradicional e do direito à vida. Também naquele caso, houve certo esforço para esconder o evento. É assim que se pratica a democracia nos EUA, na França, na Alemanha, na Itália, na Suíça, na Suécia, no Japão? Não! Assim se pratica democracia, deixem-me ver, em Cuba, na Venezuela, na China…
Feliciano
O noticiário que se ocupou da marcha, mais uma vez, resolveu dar grande destaque ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que esteve presente, subiu numa espécie de trio elétrico, mas não discursou. Vestia uma camiseta com a inscrição: “Eu represento vocês” — alusão, é evidente, àquela tolice do “não me representa” que tomou corpo entre os que o combatem. Ora, é claro que ele não representa quem quer derrubá-lo. Entre as faixas, uma era esta:
 
E é mesmo verdade, só que incompleta. A invenção é dos ativistas gays, mas em parceria com a imprensa. Já expliquei aqui por quê. E pouco me importa o quanto se vitupere por aí, não vou condescender com uma mentira. Não existe projeto nenhum de cura gay. O que existe é um Projeto de Decreto Legislativo que derruba o parágrafo único do Artigo 3º e o Parágrafo 4º de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. Eis a íntegra dos dois parágrafos. Volto depois.
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Voltei
Como se nota, ninguém toca no caput do Artigo 3º. É o que interessa. O Parágrafo Único e o Artigo 4º são dois requintes do abuso e interferem de modo absurdo no trabalho dos profissionais e nas escolhas dos pacientes. Não existe esse grau de interferência de um conselho profissional em nenhum lugar do mundo. Afirmar que existe um “projeto de cura gay” faz supor que alguém apresentou uma proposta com esse fim na Câmara. É mentira!
Antes que prossiga: os leitores — católicos, evangélicos, agnósticos, ateus etc. — conhecem a minha opinião: não acredito em “cura gay” porque não acho que seja doença. Nessa área, as pessoas são o que são em toda a sua complexidade. E ponto! Mas também não acredito no autoritarismo e na mentira.
Qual é o mal fundamental do parágrafo único e do Artigo 4º? A chance que se abre para a perseguição a profissionais que não rezem segundo a cartilha do conselho — sela ela qual for. Ora, passará a ser considerada tentativa de cura aquilo que alguém achar que é. Onde estão as notas técnicas, os critérios?
Vergonha
É uma vergonha que a própria imprensa designe esse projeto de “cura gay”, sem atentar para o seu próprio trabalho. Imaginem uma resolução que trouxesse a seguinte restrição: “Jornalistas ficam proibidos de escrever coisas que atentem contra a democracia e o estado de direito”. É evidente que eu também acho que jornalistas não devem fazer essas coisas. Mas quem julga? Quem se oferece para ser o tribunal? Lembro que, quando alguns pterodáctilos do lulo-petismo queriam criar ao Conselho Federal de Jornalismo, era mais ou menos isso o que se pretendia fazer. Deu para entender agora? Ainda não? Então tento mais um exemplo.
Médicos existem para curar pessoas e, entendo eu, para salvar vidas, certo? E que tal uma resolução genérica assim: “Médicos jamais adotarão procedimentos que ponham em risco a vida do paciente”. Seria a porta aberta para toda sorte de perseguição odienta. Todas as ditaduras comunistas tinham — e têm, as que restam — uma lei que pune os que “atentam contra a revolução”. Mas o que é “atentar contra a revolução”??? Em Cuba ou na China, por exemplo, basta que se defenda a democracia.
O caput do Artigo 3º, que é preservado, basta para que se não se trate a homossexualidade como patologia. O que não é aceitável — e é isso que fazem os trechos que o PLD quer derrubar — é que profissionais fiquem sujeitos a uma espécie de tribunal de consciências. Os jornalistas não quereriam isso para si mesmos; os médicos também não. Profissional de nenhuma área gostaria de se submeter ao arbítrio.
A partir de 2014, teremos uma história oficial no Brasil: a contada pela “Comissão da Verdade”, que tem tudo para ser um amontoado de mentiras. Imaginem um conselho que adotasse a seguinte resolução: “Historiadores não mais escreverão livros e textos benevolentes com a ditadura militar”. Seria aceitável?
Dia desses, em seu programa, Jô Soares falou de modo um tanto indignado, meio furioso, sobre o tal projeto da “cura gay”. Parece-me que também ele não sabia direito do que se tratava. Que tal uma resolução assim do um suposto Conselho Federal de Humoristas?“Os humoristas não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação a homossexuais, negros, mulheres, religiões, portadores de deficiências, gordos, magros, míopes, estrangeiros…”
Quem distinguiria uma simples piada do “reforço um preconceito”? No caso dos psicólogos, quem vai arbitrar a diferença entre uma mera opinião divergente e uma transgressão de conduta profissional?
“Isso não tem importância! Porque dar espaço a isso?” Tem, sim! Um lobby, por mais bem-intencionado que seja, não tem o direito de dizer que existe aquilo que não existe — e não existe um “projeto da cura gay”. E a imprensa, por mais amiga de causas que seja, também não tem o direito de sustentar que é aquilo que não é.
Se essas farsas prosperam sem resistência, outras prosperarão. As pessoas têm todo o direito de ter uma opinião e de se opor ao PLD. Mas que se oponham, então, ao que existe, não ao que não existe.
Para encerrar
Os evangélicos faziam marcha na Avenida Paulista. Dado o número de pessoas, foram convidados a realizá-la em outro lugar. Aceitaram. Neste sábado, a caminhada saiu da Praça da Luz e foi até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, na Zona Norte de São Paulo. O itinerário foi previamente fornecido à Prefeitura e à Secretaria de Segurança Pública. As forças da lei puderam, portanto, se organizar para que o evento provocasse o menor transtorno possível.
O nome disso? Respeito à ordem democrática e ao estado de direito.
Por Reinaldo Azevedo

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