25 de junho de 2013

PENSAMENTOS SOBRE MISSÕES

Projeto Cristolândia em São Paulo
“Mantenha suas ferramentas prontas. Deus lhe indicará a sua tarefa.                                                                                PAUL E. HOLDCRAFT
“Eu vou descer, mas vocês não se esqueçam que devem segurar as cordas.”
WIILIAM CAREY
“Cada coração com Cristo é um missionário, e cada coração sem Cristo é campo missionário.”
DICK HILLS
“Deus só teve um filho, e Ele foi um missionário.”
DAVID LIVINGSTONE
“Oramos: ‘venha o Teu reino’, mas nunca dizemos: ‘envia-me a mim!’”.”
OSWALD SMITH
“Propus-me não parar jamais até chegar ao fim e haver terminado a minha tarefa.”
DAVID LIVINGSTONE
“O mundo é a minha paróquia.”
JOHN WESLEY
“Se Deus o deseja trabalhando nos campos missionários, nem seu dinheiro, nem suas orações jamais poderão ser substitutos aceitáveis.”
HUDSON TAYLOR
“A questão não é se morreremos, mas se morreremos de modo a produzir muito fruto.”
JOHN PIPER
“É possível que minha vida seja poupada; se for, com que ardor continuarei meu trabalho! Se não for poupada – a vontade dele será feita.”
ADONIRAM JUDSON
“O principal requisito de um missionário não é, como temos ouvido tantas vezes, ter paixão pelos perdidos, mas ter amor por Cristo.”
VANCE HAVNER
“O único entre os doze apóstolos que não se tornou missionário veio a ser um traidor.”
W. ADAMS BROWN
“Não me importei onde ou como eu vivia, nem quais provações tive de atravessar, contanto que assim pudesse ganhar almas para Cristo.”
DAVID BRAINERD
“Não ouso ficar em casa.”
JIM ELLIOT
“Dá-me a Escócia, ou morro.”
JOHN KNOX

19 de junho de 2013

O POVO ESTÁ NA RUA. E A IGREJA?

               
Brasília-DF, 17/06/2013

“A justiça é o amor corrigindo tudo aquilo que revolta contra o amor”
                                                                                   Martin Luther King

por George Gonsalves

O Brasil está pegando fogo! O povo brasileiro, costumeiramente chamado de acomodado e conformado, está nas ruas. É verdade que se trata de uma parcela apenas, na sua esmagadora maioria, jovens. Também é verdade que as reivindicações são fluidas: diminuição das tarifas de transporte público, melhoria na educação e saúde, reclamação sobre gastos com a copa do mundo, diminuição de impostos, rejeição da PEC 37 (que limita a atuação do Ministério Público), etc e etc. E, finalmente, há um grupo de baderneiros e vândalos infiltrados entre os que protestam legitimamente. Mas, não devemos ignorar o anseio de mudanças que vem das ruas. E a igreja? Onde está? Como ficam aqueles que são chamados para ser luz para este mundo?       
    O cristão deve ansiar por justiça social, porquanto Deus é justo. No Antigo Testamento o salmista revelou o olhar de Deus sobre a opressão dos poderosos contra os pobres: “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o Senhor; e porei a salvo a quem por isso suspira” (Salmo 12:5). Os profetas também alertaram: “Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!” (Is. 10:2). O Novo Testamento também ecoa a voz de denúncia de opressão. Tiago afirma que os clamores dos trabalhadores injustiçados “penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Tg. 5:4).  
    No decorrer da história a igreja sempre teve voz profética, denunciando as mazelas morais e sociais do mundo. Os anabatistas denunciaram o autoritarismo dos sacerdotes e príncipes no século XVI. Os quakers condenaram o abismo social na Inglaterra do séc. XVII. Os ingleses John Wesley e William Wilbeforce lutaram contra a escravidão no século XVIII. O alemão Bonhoeffer morreu em um campo de concentração por combater o nazismo. E no século XX, uma das vozes mais marcantes em favor dos direitos civis foi a de um pastor: Martin Luther King. Sua voz e seus atos (sempre de não-violência) despertaram uma nação. Ele tinha um sonho: um país de negros e brancos que caminhavam e sentavam juntos. Por causa deste ideal ele foi morto, porém se colocou como alguém que clama por justiça. Certa vez, King afirmou em um discurso: “Não, não, não estamos satisfeitos e nunca o estaremos até a justiça deslizar como a água e a retidão como uma corrente poderosa”.[1]
    A igreja não deve se omitir, se esconder dentro de seus templos, enquanto a corrupção e a injustiça sufocam o nosso semelhante. Mas, devemos pedir direção ao Senhor sobre a melhor maneira de nos expressarmos, considerando que repudiamos atos de violência e vandalismo. Não devemos esquecer que toda boa dádiva vem do Pai das luzes. A Ele devemos clamar.
   Além disto, precisamos ter em mente que a mudança deve começar em cada um de nós. Para clamar por justiça, devemos ser justos; reclamar da corrupção, devemos ser honestos; pedir melhoria na saúde, devemos não sujar locais públicos, nem nos enchermos de álcool. Não podemos mudar o mundo, senão a nós mesmos. Como disse Ellul: "nós não temos que trabalhar, nos esforçar para que a justiça reine sobre a Terra: temos que, nós mesmos, sermos justos, portadores da justiça"[2].   
   A igreja evangélica na antiga Alemanha Oriental, nos deu um belo exemplo. ainda nos anos do comunismo. Philip Yancey conta que, durante o ano de 1989, quatro igrejas em Leipzig estavam organizando reuniões de oração. No início poucos se reuniam, doze no máximo. Depois de cada reunião, grupos de cristãos saíam pela cidade segurando velas e faixas em marchas pacíficas. Apesar da repressão policial, as multidões se formaram.
   No dia 9 de outubro, em meio a uma ameaça de massacre pela polícia, 70 mil pessoas marcharam pacificamente pelo centro de Leipzig. Uma semana depois 500 mil apareceram. O presidente Erich Honecker renunciou. No início de novembro, quase um milhão de pessoas marcharam através de Berlim oriental. Uma revolução poderosa, mas pacífica, estava em curso. Dias depois, o muro de Berlim veio abaixo. Nenhum tiro foi dado; nenhuma vidraça quebrada. Um jornal relatou: “As orações podem ou não mover montanhas, mas certamente mobilizaram a população de Leipzig”. Semanas após, uma faixa apareceu numa rua da cidade: “Wir danken Dir, Kirche” (Nós te agradecemos, Igreja)[3].   
                   






[1] SITKOFF. Harvard. Peregrinação ao topo da montanha. Lisboa. Editorial Bizâncio, 2009. p.147.
[2] ELLUL. Jacques. Cristianismo revolucionário. Brasília. Ed. Palavra, 2012, p. 68.
[3] YANCEY. Philip. Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados. São Paulo. Mundo Cristão, 2005, p. 175/176.

11 de junho de 2013

SUPERANDO A TRISTEZA E A DEPRESSÃO COM A FÉ

SUPERANDO A TRISTEZA E A DEPRESSÃO COM A FÉ
AUTOR: RICHARD BAXTER
ARTE EDITORIAL, 2008, 96 p.


por George Gonsalves

    Richard Baxter (1615-1691) foi um pastor por excelência. Em seu livro mais conhecido, Pastor aprovado, ele afirma que um ministro do evangelho não pode se limitar a apenas pregar publicamente mas, deve pessoalmente visitar os irmãos e discipulá-los. Ele mesmo fez isso por 19 anos na vila de Kiddeminster, na Inglaterra.
  Sua preocupação pastoral é notória na obra que passo a comentar. Ele procurou apontar as principais causas de abatimento em um cristão. Escreve sobre o pecado e a falta de fé, mas também não esquece de mencionar problemas físicos que podem acarretar sentimentos de tristeza e melancolia excessivos. No último capítulo, Ajuda para os depressivos, fornece conselhos importantes para que um cristão saia de uma depressão.
  Sua perspectiva, embora limitada, é correta: o cristão é corpo e alma, e estas duas partes de nosso ser devem ser cuidadas para que tenhamos uma vida vigorosa.
    A obra é curta, mas com uma edição muito bem cuidada. Vem acompanhada de uma introdução pelo psiquiatra Uriel Heckert, posfácio do Pr. Cláudio Marra, além de notas do psicólogo Ageu Heringer Lisboa. Deveria ser lida por todos os líderes cristãos.

8 de junho de 2013

LIVRO: UM OBJETO (QUASE) MÁGICO


por George Gonsalves

    Corra o tempo, cresça a tecnologia, mas o livro não acabará. Nenhum leitor eletrônico substituirá o prazer de se ter um livro nas mãos. Não que   eles não tenham utilidade. Mas, o livro – esta invenção milenar – esconde virtudes que vão além do conhecimento que possa transmitir. Umberto Eco, um dos maiores intelectuais de nosso tempo, chegou a escrever uma obra para defendê-lo: Não contem com o fim do livro. Não era necessário.
Um assíduo leitor disse certa vez que comprava mais livros do que podia ler, isto somente pelo prazer de adquiri-los. Para os que se deixaram seduzir pelas letras, há um júbilo reservado quando se possui um livro, mesmo antes de abri-lo.   
Como objeto, o livro tem cores, cheiros e texturas que podem ser insuperáveis. Como depósito de conhecimento guarda imensuráveis possibilidades. Ao ler um autor podemos contactar sua própria alma, mesmo que não esteja mais entre nós. Há alguns com quem temos tanta afinidade, que nos sentimos mais próximos a eles do que de pessoas que nos cercam. 
O próprio Deus é escritor. Deixou registrado nas Escrituras Sagradas algumas linhas do que d'Ele pode ser dito, fagulhas da imensidão do Seu ser. Nelas, o Criador é narrador, poeta, aforista, autor de cânticos, parábolas e provérbios.
Contudo, os livros – mesmo os sagrados – não são fim, mas meio. Não creio que alguém possa se tornar melhor simplesmente porque lê Shakespeare, Calvino ou mesmo os Salmos de Davi. Aliás, algumas das pessoas mais pedantes, vaidosas e egoístas que conheci eram vorazes leitores.
É preciso, portanto, associar leitura com virtude. Para o arrogante livros  por si só não trarão benefícios morais. Aliás, tende até a aumentar seu pedantismo. Alguém pode ter conhecimento, mas não quer dizer que seja sábio. O primeiro adquiriu informações; o segundo, santidade. Somente para aqueles que têm uma alma quebrantada e disposta para crescer, o livro será uma preciosa fonte para seu enlevo espiritual.  

5 de junho de 2013

LANÇADO VÍDEO DA 16ª CONSCIÊNCIA CRISTÃ 2014



por George Gonsalves

   Foi lançado pela VINACC o vídeo institucional da 16ª edição do Encontro para Consciência Cristã. O evento acontecerá em 2014, de 27 de fevereiro a 04 de março, em Campina Grande, Paraíba. 
  O evento é interdenominacional e gratuito. Na sua 16ª edição, a Consciência Cristã contará com vários eventos paralelos e seminários com temáticas diversas, desenvolvidos por alguns dos principais pregadores e pesquisadores da fé cristã do país e no mundo. 
    Vários líderes confirmaram sua participação como Russell Shedd, Geremias do Couto, Hernandes Dias Lopes, Augustus Nicodemus, Ronaldo Lidório, Solano Portela, Jonas Madureira, Heber Campos Júnior, além do missionário norte-americano Paul Washer.
    Estive no evento realizado em 2012 e fui muito edificado. Na oportunidade ouvi palestras de Augustus Nicodemus, Paulo Cezar (Grupo Logos), Russell Shedd, Norman Geisler, dentre outros. Gostei muito da estrutura e organização do evento, além da riquíssima oportunidade de conviver com irmãos de diversas congregações e de vários lugares.  
      Para ver o vídeo: clique aqui

1 de junho de 2013

O PAPA, O PECADO E A REDENÇÃO



George Gonsalves

Esta semana o papa Francisco surpreendeu alguns...mais uma vez. Em um sermão proferido em plena Praça São Pedro, criticou pessoas que aceitam Deus, mas não a igreja, porque ela está cheia de pecados. Continuou afirmando que é verdade que o próprio papa tem muitos pecados, mas mesmo assim a igreja continua a ser instrumento de Deus.
    Tornar-nos reconhecedores de nossa pecaminosidade não é o fim da mensagem cristã, mas um dos alvos. Aos fariseus que o criticavam por estar na presença de publicanos e meretrizes, Cristo afirmou que os sãos não precisam de médico, mas apenas os doentes. Ou seja, aqueles que não reconhecem que são pecadores não podem receber o Salvador.
      Vivemos em um mundo em que predominam ideias que pretendem, por um lado extirpar a noção de pecado dos homens: “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, cantou uma geração de brasileiros. “Arrependimento?”, disse uma celebridade. “Nenhum, só me arrependo do que não fiz”. Outrossim, se propaga a ideia de vitimização da sociedade. Os homens não são agentes da iniquidade, mas vítimas de condições sociais e psicológicas adversas. É o velho novo provérbio: “O homem é bom, mas a sociedade o corrompe”. Resta saber quem corrompeu a sociedade.    
A verdade é que não há salvação sem que o homem grite como o apóstolo Paulo: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm. 7:25). Contudo, se o homem parar aí poderá se tornar apenas um cínico, daqueles que dizem: “Sou pecador, mas quem não é”. Precisamos dar um passo adiante e nos lançar nos braços d’Aquele que “tira o pecado do mundo”: Jesus.
A doutrina da corrupção humana precisa ser ressaltada também dentro da igreja. Muitos cristãos pensam que "foram" pecadores, e não que ainda o são. Por isso, há tantos arrogantes e santarrões no meio evangélico. A receita, contudo, foi dada pelo apóstolo: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I-Jo 1:8-9).    
Assim, como disse um pregador, os cristãos são mendigos, mas mendigos que acharam pão.   

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