31 de março de 2013

O IMPORTANTE É SER FELIZ?



por Roberto Pereira

 "O importante é ser feliz". Sinceramente eu não gosto desta frase. Geralmente, as pessoas tentam justificar suas paixões com ela.
  Muitos abandonam a esposa pra ficar com a amante porque o importante é ser feliz! E a felicidade da esposa e dos filhos? 
  Filhos fogem com namorados porque o importante é ser feliz. E a felicidade dos pais?
  Casais se divorciam porque o amor acabou e não são mais felizes. E a felicidade dos filhos?
   E eu fico me perguntando se nós não teríamos uma missão, algo importante a fazer (Efésios 1:4-6, I Pedro 1: 15,16; 2:9; Mateus 28:18-20 ).
   Será que fomos criados com a finalidade principal de sermos felizes?
   Será que nossa concepção de felicidade não estaria deturpada?
  Ou não seria melhor, apesar de difícil, reconhecer nossa mediocridade e pecado?

27 de março de 2013

PAIXÃO: PAIXÃO DE CRISTO




por George Gonsalves

Como nomear o ato de 
curar enquanto se é ferido
doar-se apesar da traição
consolar em meio a lágrimas que insistem 
em rolar pela face triste?

Qual o nome do gesto do
Senhor que lava os pés dos servos
do Criador que se permite ser blasfemado pelas criaturas
do Santo que divide refeição com pecadores
do Altíssimo que se importa com pequeninos

Por favor, me diga como chamo o ato de  
morrer por quem o coloca numa cruz

O nome disso é Paixão:
Paixão de Cristo

26 de março de 2013

MÃOS TALENTOSAS: UM FILME INSPIRADOR


MÃOS TALENTOSAS - A história de Ben Carson (2009) - 90 min

                                                                                                                     por Roberto Pereira

         Baseado em fatos reais. Cuba Jr. interpreta o doutor Ben Carson, médico neurocirurgião  que com suas práticas inovadoras trouxe uma significativa mudança para a medicina.
        A história começa  retratando sua infância pobre e difícil. Filho de uma mãe solteira e negra, era considerado o aluno mais burro da escola. A presença marcante de sua mãe, o incentivo ao estudo, à leitura é fundamental para a mudança na vida de Carson. O desejo de ser médico começa cedo e ele terá de enfrentar as dificuldades da pobreza, os anseios da adolescência e juventude e o racismo.  
     A história apaixonante, nos prende do princípio ao fim e aborda questões importantes da vida como, respeito, perseverança, afetividade, conflitos, solidariedade, paciência, superação e, sobretudo, a fé em Deus.
          O Dr. Ben Carson entrou para a história da medicina no ano de 1987 ao separar gêmeos siameses unidos pela cabeça. Atualmente, é diretor da Divisão de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland.




23 de março de 2013

HÁ TEMPO DE CALAR (Ec. 3:7)


por George Gonsalves

“Façamos silêncio a fim de que possamos ouvir o sussurro de Deus”.
 Ralph W. Emerson

       Era provavelmente a última vez que pai e filho iriam se ver. O filho era John Patton e ele estava indo para uma missão que muitos consideravam suicida: pregar aos nativos das Novas Hébridas. Alguns deles eram canibais e haviam dizimado uma expedição cristã anos antes. Patton narrou o final de uma caminhada com seu pai, de cerca de dez quilômetros, até à estação de trem que o levaria para distante de sua família: “No último meio quilômetro, ou perto disso, caminhamos juntos em um silêncio quase impenetrável [...] Seus lábios continuavam se movendo em oração silenciosa por mim, e suas lágrimas caíram rápidas quando nossos olhos se encontraram, pois toda fala era vã!”[1] Há silêncios eloquentes. Existem momentos em que palavras podem quebrar a sacralidade de uma cena de amor, de empatia.
O mundo é ruidoso; há muito barulho (e ruim) por toda a parte. Outrossim, a igreja parece seguir em um contínuo frenesi de vozes e sons vazios. Ocorre, que muitas vezes precisamos calar nossa voz. Sim, há uma virtude no silêncio. Muitas vezes pecamos quando simplesmente não ficamos calados.
      A Bíblia relata o silêncio de Jesus em algumas ocasiões. Como sabemos que Ele nunca pecou, concluímos que Cristo calou exatamente quando devia. Certa vez, instigado pelo sumo sacerdote a se defender de falsas acusações, Mateus afirma que Jesus “guardou silêncio” (Mt. 26:62-63). Quando Pilatos lhe perguntou se não ouvia as acusações dos judeus, as Escrituras narram: “Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador” (Mt. 27:14). Havia, inclusive, uma profecia sobre este momento do Messias: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is. 53:7).
    Há várias situações em que um cristão deve calar-se. Uma delas é mencionada pelo salmista Davi: “Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua” (Sl. 39:1). Quantas conversas perniciosas já foram compartilhadas! Quantas palavras espúrias foram pronunciadas! Às vezes, falar pode trazer irritação, constrangimento ou incitar mágoa a outrem.
Muitas vezes, as palavras são apenas desnecessárias. Nunca esqueci o testemunho escrito pelo pastor Stephen Brown. Na primeira vez que teve que lidar com uma morte em sua congregação, ele passou por uma situação difícil. Preparou com cuidado as palavras para consolar a viúva. No entanto, ao chegar ao velório, esqueceu tudo. Tentou falar algumas palavras, mas fez tanta confusão que preferiu calar-se. Ficou, então, sentado no sofá, envergonhado e humilhado. Alguns dias mais tarde a esposa enlutada o procurou. Stephen começou a se desculpar, mas ela o interrompeu: “Pastor, quero agradecer-lhe tudo o que o senhor fez por mim. Não sei como poderia ter enfrentado tudo sem o senhor”. Com sinceridade, o pastor disse-lhe que não havia feito nada. Então, ela sorriu e disse: “O senhor esteve presente”.[2] Falamos, mas não somente com os lábios. Talvez, por isso a Bíblia diga: “seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tg. 1:19).
O silêncio também pode estar carregado de reverência. Ocorre quando estamos tão conscientes da presença de Deus que nos faltam forças e motivação para pronunciar qualquer palavra. O profeta Habacuque declarou: “O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Hc. 2:20). Ficamos emudecidos perante a majestade divina. Reconhecemos nossa pequenez e Sua infinita grandeza. O sábio escritor de Eclesiastes afirmou: “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra” (Ec. 5:2).
A.W. Tozer escreveu certa vez: “um progresso espiritual bem maior pode ser alcançado num curto momento de silêncio completo com temor diante da presença de Deus do que em anos de estudo, somente”[3]. Este silêncio não é o da frieza ou indiferença. Calamos não porque não temos nada a falar, mas porque não sabemos como expressar em palavras.



[1] Citado em PIPER. John, Completando as aflições de Cristo. São Paulo-SP, Shedd Publicações, 2010, p. 84.
[2] BROWN. Stephen. Quando a corda se rompe. Ed. Vida, 1990, p.91.
[3] Este mundo: lugar de lazer ou campo de batalha? Rio de Janeiro-RJ, Danprewans, 1999, p. 51.

20 de março de 2013

NAZISMO E CRISTIANISMO


NAZISMO E CRISTIANISMO
AUTOR: ANDRÉ DOS SANTOS FALCÃO NASCIMENTO
FONTE EDITORIAL, 2012, 105p.


      O tema do livro é importantíssimo para uma reflexão na igreja contemporânea. O sub-título indica a abordagem da obra: “a relação entre a igreja protestante alemã e o movimento nacional socialista”. Em outras palavras, como Cristo pôde ser associado com Hitler?    
     No capítulo 1, o autor aponta causas sócio-políticas que levaram o povo alemão a criar uma forte ideologia nacionalista e consequente antipatia pelos judeus. No seguinte, são discutidas as causas filosóficas-teológicas, dando-se ênfase às ideias de Nietzche e à teologia liberal de autores como Harnack, Ritschl e Troeltsch.
   No terceiro capítulo, André procura demonstrar como a igreja protestante passou a adotar ideias do Partido Nacional Socialista Alemão, através do movimento cristão-alemão. A adesão foi tamanha que novos hinários e uma nova tradução da Bíblia foi providenciada, a fim de se apagar referências positivas aos judeus.  É mencionada rapidamente a resistência dentro do protestantismo através da igreja confessante, que tinha expoentes como Bonhoeffer e Karl Barth.       
     O livro, apesar de curto, possui boas informações sobre o tema abordado. Contudo, há vários erros gráficos ao longo da obra e a bibliografia não inclui recentes livros sobre o tema como: Bonhoeffer, um mártir (Craig Slane), Nazismo e religião (André Tadeu) e Bonhoeffer (excelente biografia escrita por Eric Metaxas). 

     P.S: O autor me informou que os livros que citei não foram incluídos por dois motivos. Primeiramente, pelo fato do livro ter sido escrito em 2010, portanto, antes daqueles. Em segundo lugar, porque o corte da sua pesquisa preferiu não focar na vida dos opositores ao Movimento Cristão Alemão (como Bonhoeffer, Niemoller, Barth e Von Rad).
por George Gonsalves

17 de março de 2013

OBRIGADO SENHOR!



                                                                                                                                 por Roberto Pereira

Obrigado Senhor, pela dádiva da vida!
Pelo ar que respiro,
Pelo sol e pela chuva,
Pelo cheiro do perfume,
Pelo mar, pela brisa!

Obrigado Senhor, pelo sorriso da criança!
Pela alma que se expressa,
Pelo canto de louvor,
Pelo mover do Teu Espírito,
Pela fala que me alcança.

Obrigado Senhor, por ouvir-me em oração!
Pelo choro e clamor,
E por todo o aprendizado.
Pelas lutas e batalhas,
Por Tu teres me abençoado.

Obrigado Senhor, pela noite quando cai!
Pela lua e as estrelas,
Pelo sono quando chega,
Pelo dia quando nasce,
Pelo amor que nunca vai.


14 de março de 2013

O PAPA, OS EVANGÉLICOS E O PECADO DA OMISSÃO

fotos de presos políticos na Argentina

Por George Gonsalves

Mais um papa acaba de ser eleito e ele já tem explicações a dar, não tanto pelo que fez, mas por aquilo que deixou de fazer. Não é a primeira vez que isto acontece. Há cerca de sessenta anos outro pontífice esteve em uma situação semelhante. Pio XII (1939-1958) foi acusado de silenciar durante as atrocidades cometidas pelos nazistas contra os judeus. A história ganhou maior repercussão com a publicação em 1999 do livro O papa de Hitler- a história secreta de Pio XII, do jornalista inglês John Cornwell.
Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, é cobrado por omissão sobre atos de violência cometidos pelo regime militar na Argentina nos anos 70 e 80. Calcula-se que pelo menos trinta mil pessoas desapareceram neste período. A Associação das Mães da Praça de Maio chegou a apresentar uma denúncia na Itália contra o monsenhor Pio Laghi, embaixador do Estado Vaticano, por cumplicidade com os militares[1].  No artigo O papa e o pecado da omissão (Folha de SP, 14/03/2013) Clóvis Rossi lembrou que o jornalista Horácio Verbitsky acusa o agora papa Francisco de ser cúmplice da repressão ao denunciar aos militares, como subversivos, alguns sacerdotes.

 Os evangélicos também já foram acusados muitas vezes de silenciar ante injustiças cometidas, principalmente por governos autoritários. Na Alemanha, houve uma vergonhosa capitulação de parte da Igreja Luterana para o governo nazista de Adolf Hitler[2]. Na ditadura militar no Brasil, o silêncio sepulcral da igreja evangélica em denunciar as violações dos direitos humanos é bem conhecido.
   Mas, graças a Deus, há também bons exemplos na história da igreja. Na Alemanha, protestantes formaram uma resistência na cristandade (igreja confessante) para lutarem contra ideias nazistas. Pastores acabaram em campos de concentração como Dietrich Bonhoeffer. Wilberforce liderou o movimento de abolição do tráfico negreiro na Inglaterra, no século XIX e o pastor Martin Luther King não se acovardou ante a infame discriminação sofrida pelos negros nos Estados Unidos. Aliás, é dele a instigante frase: "O que me assusta não é a violência de poucos, mas o omissão de muitos".   
Temos que reconhecer que o evangelho traz um padrão moral elevadíssimo para o homem. Segundo as Escrituras, Deus olha para nossas ações, mas também para nossas omissões, ou seja, aquilo que devíamos fazer e não fazemos. Silenciar quando devemos falar, protestar ou denunciar é grave pecado. O apóstolo Pedro chegou a ser repreendido severamente por Paulo porque calou diante das heresias do grupo “da circuncisão” (Gálatas 2:11-14). Pecado este não cometido por Ester. Diante da alternativa do silêncio que não lhe traria riscos, preferiu falar com o rei pelo seu povo. Sabendo do risco que corria com esta atitude, ela disse corajosamente: “...irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci” (Ester 4:17).         
Fica, portanto, para todos os cristãos o alerta contido nas Escrituras: “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg. 4:17)




[1] Jacopo Fo, Sergio Tomat e Laura Malucelli. O livro negro do cristianismo. Rio de Janeiro-RJ, Ediouro, 2007, p. 207.
[2] André dos Santos Falcão Nascimento. Nazismo e cristianismo. São Paulo-SP, Fonte Editorial, 2012.

10 de março de 2013

OS ESTIGMAS E O PERDÃO


"O incrédulo São Tomé", de Michelângelo
                                                                    por George Gonsalves

     Desde que me converti ouço expressões como: “não devemos ser crente como Tomé”. De fato, o apóstolo Tomé tem sido desvalorizado ao longo da história da igreja. Ele ficou estigmatizado como o “discípulo sem fé”, o mais hesitante dos apóstolos. Sua frase na ocasião da ressurreição de Cristo é repetida como filosofia de vida dos céticos e materialistas: “A menos que eu veja, não acreditarei”.
     Um exame mais cuidadoso do Novo Testamento, no entanto, nos revelará que Tomé não foi de modo algum mais incrédulo que qualquer apóstolo de Cristo. Quando as mulheres contemplaram o sepulcro vazio e anunciaram aos discípulos, a Bíblia nos diz qual foi a reação deles:” E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram “(grifo meu- Lucas 24:11). Notemos que todos os apóstolos (v.9) ouviram o relato das mulheres e igualmente não creram em suas palavras, e consequentemente descreram do próprio Cristo que lhes havia anunciado a ressurreição.
    Na verdade, Tomé foi um dedicado servo do Senhor. Demonstrou disposição para morrer por Cristo (João 11:16) e certamente operou sinais e maravilhas pelo poder de Deus (Atos 2:43). Além disto, a tradição nos revela que o seu ardente amor por Jesus o levou ao martírio aproximadamente no ano de 70 d.C. Também nos diz que após levar o evangelho à Índia, aos pardos e Extremo Oriente, ele foi lançado vivo numa fornalha vermelha de calor. Por certo, a imensa maioria que fala com desdém sobre Tomé não é capaz de fazer um décimo do que ele fez pela causa do evangelho. Apesar de ter fraquejado na fé num determinado momento, ele foi um exemplo de perseverança e amor a Jesus. Sua fé foi provada diversas vezes, e ele se mostrou convicto. Muitos de nós não possuímos sua coragem e determinação.
   Assim como ocorreu com Tomé, com outros personagens bíblicos se deu o mesmo. Foram marcados por algum erro cometido. Quantas vezes ouvi pregadores falarem com certa zombaria sobre o episódio em que Pedro afundou no mar após desviar os olhos de Cristo. Mas nunca ressaltaram o desejo do apóstolo em estar com Cristo, disse ele: “Se, és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas” (Mateus 14:28), e nem o fato de Pedro ter andado por alguns momentos sobre as águas, enquanto os demais apóstolos ficaram acanhadamente dentro do barco. A experiência de Pedro com Jesus naquele dia foi maravilhosa, apesar de sua hesitação ao sentir um forte vento. É preferível nos lançar às águas ao encontro do Mestre, arriscando-nos a afundar a ficar encolhidos em aparente segurança numa pequena embarcação.
    Pedro também é marcado como aquele que negou conhecer a Jesus diante de várias pessoas quando o Senhor foi preso. Não há dúvidas de que foi um grave pecado. Todavia, devemos observar que ele era o apóstolo que ainda estava mais perto de Cristo. Os outros haviam desaparecido. Seu coração foi tão sensível ao toque divino que bastou um olhar para que se arrependesse. “Virando-se o Senhor, olhou para Pedro e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: “Hoje, antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, havendo saído, chorou amargamente.”(Lucas 22:61-62). Pedro glorificou a Deus até na sua morte (João 21:19). Diz-se que ao ser levado à cruz pediu para invertê-la, pois não era digno de morrer como seu Mestre.
    O que ficou gravado para Deus não foi seu momento de fraqueza, mas sua vida de abnegação e serviço. Certa vez atentei para um trecho da Bíblia, registrado no terceiro capítulo do evangelho de Marcos em que Jesus escolhe os seus apóstolos. O nome de Judas está em último na lista, e acompanhado da expressão “foi quem traiu”. A traição não foi acidental em sua vida. Ele já furtava as ofertas dadas aos discípulos (João 12:6). Ele não apenas o traiu em um dado momento, mas ele era um traidor. Entretanto, veja o que se dá com Pedro: “A Simão, a quem pôs o nome de Pedro” (Mc 3:16). O próprio Senhor não quis que o nome de Pedro ficasse registrado ao lado de expressões como “àquele que o traiu”. Por isso o profeta afirmou que o Senhor lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar (Miquéias 7:19).
   Devemos vigiar para não estigmatizarmos ninguém. Ao recordar falhas de outros, que Deus mesmo já perdoou, é como se grudássemos em suas costas um papel contendo os seus pecados para que todos que se aproximem dele saibam. Alguns guardam mágoa por tanto tempo que isto se torna como um câncer a corroer a alma. Não devemos nos acusar de pecados passados, já há no mundo um acusador para isto (Ap. 12:10). Que o Senhor nos dê graça para curar as feridas dos soldados do exército do Senhor e erguê-los para continuarem no campo de batalha.

Publicado originalmente em 22 de março de 2010.

7 de março de 2013

O CRISTÃO E O PRECONCEITO




                                                                                                                                 por Roberto Pereira

   A palavra preconceito parece ter perdido seu significado etimológico. Tudo virou preconceito! Não gostar de determinada música virou preconceito, não concordar com determinadas práticas, virou preconceito!
Alguém pergunta: "Você é contra ou a favor de.........?" e o entrevistado responde: "Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário!". O que isto quer dizer?
   A questão é que as pessoas tem medo de se posicionar contra algo que é dito ou aceito pela maioria. Muitos são covardes e não querem ser chamados de quadrados, antiquados, ultrapassados ou preconceituosos. O prejuízo deste espírito liberal ou desta falta de personalidade  é que estamos cercados de papagaios repetindo tudo sem nada refletir!
PRECONCEITO é ter um conceito anterior a algo ou a alguém antes de conhecê-lo.
   Falar baseado em uma reflexão bíblica contra um pensamento, uma prática ou uma teoria é ter personalidade, sinceridade e principalmente convicção!

4 de março de 2013

A HISTÓRIA DOS HINOS QUE AMAMOS


A HISTÓRIA DOS HINOS QUE AMAMOS
AUTOR: SILAS DANIEL
ED. CPAD, 2012, 349p

por Sandra Gonsalves

     Você alguma vez se perguntou como seu hino favorito foi escrito? Ou se interessou em conhecer sobre seu autor? Em A História dos Hinos que amamos Silas Daniel nos presenteia com a história de 117 hinos mais conhecidos no meio evangélico.  A iniciativa é louvável e muito bem vinda, pois hoje muitas músicas e muitos hinos evangélicos se tornaram pobres em seus conteúdos, outros foram feitos para agradar a “plateia” e não para o louvor ao Senhor.
  Em seu livro, Silas Daniel nos revela as circunstâncias em que os hinos foram escritos. Ele traz um breve relato da vida do autor da letra do hino e o compositor da melodia, bem como a letra original e sua tradução ou versão para o português. Há alguns erros de impressão e algumas frases repetitivas, o que não compromete seu conteúdo. Senti-me muito edificada  e emocionada por conhecer essas histórias.  Cito dois exemplos marcantes para mim:
    O que dizer a Deus depois de perder um filho de quatro anos de febre escarlate? Perder suas economias num incêndio? Perder quatro filhas num naufrágio? Horatio Gates Spafford escreveu na cabine do navio em meio a orações, quando ia encontrar-se com sua esposa, a letra do hino It is with my soul conhecido no Brasil como Sou feliz do Cantor Cristão nº 398 (pág. 17-19).
     Na década de 60, as ideias marxistas, a pregação pela liberação sexual, o livre consumo de drogas, o fim da moral conservadora, guerras e incertezas estavam em evidência. Neste contexto o casal William James Gaither e Gloria Gaither escreveu “Porque Ele vive posso crer no amanhã...”, parte do refrão de Porque Ele Vive (Because He Lives).
    O louvor é expressão de nossa alma a Deus. Quando louvamos (e não apenas cantamos), revelamos o tipo de relacionamento que temos com o Soberano. As histórias desses hinos nos remetem ao que o salmista Davi nos aconselha: “Cantai ao Senhor um cântico NOVO, cantai ao Senhor, todas as terras.” (Salmo 96:1, grifo meu).
       

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