19 de abril de 2013

MORREU BRENNAN MANNING




 por George Gonsalves

Na última sexta feira (12), faleceu o escritor Brennan Manning, autor de obras como O Evangelho Maltrapilho e O impostor que vive em mim, entre outros. Ele tinha 78 anos. O anúncio da morte de Manning foi feito em seu site oficial por sua irmã, Gerry Rubino.

Apesar de vários livros publicados por uma editora evangélica (Mundo Cristão), Manning gera debates entre os crentes no Brasil. Isto porque sua biografia não deixa claro se ele abandonou os princípios católicos para aderir à fé evangélica.

Li dois livros dele. No início deste ano li o fraco Convite à Solicitude. Neste, ele relata diversos momentos de sua vida, associando a mensagens como evangelização, jejum e oração. Os capítulos são pouco interessantes e há momentos em que ele recorda momentos da liturgia católica: "Convidei as meninas para virem à frente e venerarem a cruz..." (p. 116).

Mas, o primeiro livro que li de Manning foi o bom O Evangelho Maltrapilho. Nesta obra ele procura mostrar a importância da graça perdoadora na doutrina  cristã. O texto é formado por uma escrita sensível e tocante, com vários aforismos de autores como Agostinho, T.S. Eliot e Thomas Merton. Cito aqui algumas belas frases do livro:

"Assombro e arrebatamento deveriam ser nossa reação ao Deus revelado como Amor". (p.100).

"Deus é um Ser para os outros, não apenas um Deus para si mesmo". (p.104).

"A tentação do momento é a aparência sem conteúdo". (p.127).

"O auto-engano financia nossa pecaminosidade e nos impede de nos enxergarmos como realmente somos: maltrapilhos". (p.128).

"A fé significa que você quer Deus e não quer querer mais nada". (p.167).

"O cristianismo não é primariamente um código moral, mas um mistério permeado de graça; não é essencialmente uma filosofia do amor, mas um caso de amor; não é agarrar-se com unhas e dentes a regras, mas é receber um presente de mãos abertas". (p. 210).

De minha parte, não me debato sobre a fé de Brennan Manning; isto não me compete. Contudo, devo observar se seus ensinamentos correspondem ou não à doutrina cristã. Não conheço muito de sua obra. Do que eu li, há alguns textos bons e outros não. Como diz a Bíblia, devemos reter o que for bom. 

6 comentários:

Anônimo disse...

Curioso, há uma preocupação latente se ele era ou não católico. Penso que isso é tão pueriu quanto saber se Deus é homem ou mulher. Pelas obras de Mannin fica claro que ele era um cristão. Isto basta para que eu o ouça como a quem ouve um irmão mais experiente. É tolo ver como ainda não se aprendeu que Cristo não prega catolicismo, protestantismo, evangelicalismo ou mesmo cristianism, Cristo prega o evangelho. Algo que Manning parece ter vivido plenamente.

Anônimo disse...

Concordo com você, Cristo olha a sua igreja não procurando pela "bandeira" a que pertence mas àqueles que se arrependem e confessam ser Cristo o Filho de Deus. E eles pode estar em qualquer parte e qualquer denominação.

Monique Macedo disse...

Ja li alguns livros do Brennan, e que foram de grande importÂncia para mim. "Confiança Cega", "O impostor que vive em mim" e após ler este último me interessei pelos demais e naõ me arrependo. Brennan prega o amor de Deus acima das religiões ou vãs regras, ele sempre se poe como pecador, assim como nós também somos. Que possamos enxergar o evangelho de amor, ea gir como Jesus agiria e não sermos como fariseus que só julgam e se acham mais santos que o próximo.

Hélio de Matos Venâncio disse...

Você que leu o 'fraco' "Convite à solitude" escreveu o que mesmo???

George Gonsalves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
George Gonsalves disse...

Hélio, considero que o livro "Convite à Solicitude" é realmente fraco, pelos motivos que expus na postagem. Isto, obviamente, não é um julgamento quanto à obra completa de Manning, que é autor de outros livros bons, como "O Evangelho Maltrapilho".

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