20 de março de 2013

NAZISMO E CRISTIANISMO


NAZISMO E CRISTIANISMO
AUTOR: ANDRÉ DOS SANTOS FALCÃO NASCIMENTO
FONTE EDITORIAL, 2012, 105p.


      O tema do livro é importantíssimo para uma reflexão na igreja contemporânea. O sub-título indica a abordagem da obra: “a relação entre a igreja protestante alemã e o movimento nacional socialista”. Em outras palavras, como Cristo pôde ser associado com Hitler?    
     No capítulo 1, o autor aponta causas sócio-políticas que levaram o povo alemão a criar uma forte ideologia nacionalista e consequente antipatia pelos judeus. No seguinte, são discutidas as causas filosóficas-teológicas, dando-se ênfase às ideias de Nietzche e à teologia liberal de autores como Harnack, Ritschl e Troeltsch.
   No terceiro capítulo, André procura demonstrar como a igreja protestante passou a adotar ideias do Partido Nacional Socialista Alemão, através do movimento cristão-alemão. A adesão foi tamanha que novos hinários e uma nova tradução da Bíblia foi providenciada, a fim de se apagar referências positivas aos judeus.  É mencionada rapidamente a resistência dentro do protestantismo através da igreja confessante, que tinha expoentes como Bonhoeffer e Karl Barth.       
     O livro, apesar de curto, possui boas informações sobre o tema abordado. Contudo, há vários erros gráficos ao longo da obra e a bibliografia não inclui recentes livros sobre o tema como: Bonhoeffer, um mártir (Craig Slane), Nazismo e religião (André Tadeu) e Bonhoeffer (excelente biografia escrita por Eric Metaxas). 

     P.S: O autor me informou que os livros que citei não foram incluídos por dois motivos. Primeiramente, pelo fato do livro ter sido escrito em 2010, portanto, antes daqueles. Em segundo lugar, porque o corte da sua pesquisa preferiu não focar na vida dos opositores ao Movimento Cristão Alemão (como Bonhoeffer, Niemoller, Barth e Von Rad).
por George Gonsalves

2 comentários:

Nilson de simas disse...

Não me canso de de afirmar que as religiões representam a grande desgraça da humanidade. Não há uma só carnificina na face da terra que não tenha tido um deus na equação. Ainda que de forma oblíqua.

Na relação custo/benefício, chegamos facilmente à uma equação em que a soma das partes e bem menor que o todo. Portanto, por óbvio, seria bem melhor que não existisse.

George Gonsalves disse...

Prezado Nilson, é fato que muito mal já foi feito em nome da religião. Contudo, é obviamente falso que todas as "carnificinas" foram conduzidas por religiosos. Em países com governos de ideologia ateísta, como na antiga União Soviética, China ou Coreia do Norte, atrocidades foram cometidas. Isto porque a maldade é do homem e ele acaba contaminando todas as atividades que participa, seja religião, política, esportiva, e etc. O nazismo existe independentemente da religião, inclusive apoiado por muitos intelectuais.

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