26 de outubro de 2012

CASTELO FORTE, O HINO DA REFORMA PROTESTANTE

Lutero na Dieta de Worms
por George Gonsalves

       O hino Ein feste Burg ist unser Gott (“Castelo Forte” ou  “Fortaleza Poderosa”) é um dos mais importantes hinos da história do Cristianismo. Composto por Martinho Lutero, foi considerado pelo poeta Christian Johann Heirich Heine (1797-1856) como a “Marselhesa da Reforma”, numa alusão ao hino nacional francês.
      Segundo Heine, esse foi composto por Lutero por volta de 1521, por ocasião de sua convocação para a Dieta de Worms. Essa assembleia foi convocada pelo imperador alemão Carlos V para os dias 27 de janeiro a 25 de maio de 1521 e, dentre outros assuntos, trataria da polêmica em torno dos ensinos do reformador.
      Havia o perigo de que Lutero fosse condenado após a Dieta, e acabasse na fogueira como John Huss cerca de cem anos antes. Na preparação para a assembleia, Lutero, autor de trinta e sete hinos,  teria composto “Castelo Forte”, baseado no Salmo 46, que se inicia assim: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”.    
     Conta-se que Lutero cantou este hino quando avistou as torres das igrejas em Worms, também em 1523, quando soube que dois jovens haviam sido queimados em Bruxelas por seguirem doutrinas da Reforma Protestante; e em 1527, ao saber da execução do seu amigo Leonhard Kaiser.
      A qualidade musical de “Castelo Forte” é atestada pelo uso que se fez da obra no decurso da história. John Sebastian Bach (1685-1750) a usou para criar a sua cantata em homenagem à Reforma. Por sua vez, o compositor Felix Mendelssohn (1809-1847) usou o hino na Sinfonia nº 5, intitulada A Reforma, considerada por alguns como uma obra-prima. Outros músicos importantes como Giacomo Meyerbeer (1791-1864), Wagner (1813-1883) e Strauss (1864-1949) também utilizaram o hino de Lutero em suas composições.  
     No Brasil, hino foi introduzido no hinário batista “Cantor Cristão”, hino 523, e posteriormente no hinário utilizado pelas Assembleias de Deus “Harpa Cristã”, hino 581.  Foi também gravado pelo grupo Vencedores por Cristo, no álbum “Louvor VIII”.
       Veja vídeo com a música cantada em alemão:

Segue abaixo a letra original de “Castelo Forte”, traduzido do alemão:              
Uma poderosa fortaleza é o nosso Deus,/Boa defesa e armas de ataque;
Ele nos ajuda a libertar de toda a angústia/Que a nós tem agora afetado.
O velho inimigo, o mal,/Agora significa desgraça mortal,
Ele tem poder grande e é muito esperto,/Sua defesa é cruel,
Na Terra não há igual.

Com o nosso poder nada pode ser feito,/Estamos muito perto de perder;
Mas, há um Homem certo para esta disputa,/A quem o próprio Deus elegeu.
Pergunta você: “Quem é este?”/Seu nome é Jesus Cristo,
O Senhor dos Exércitos./E não há nenhum outro Deus,
Ele manterá o campo.

E Se o mundo estiver cheio de demônios/Que nos querem devorar,
Não tenhamos, portanto, tanto medo;/Teremos sucesso ainda.
O príncipe deste mundo,/Quão terrível se faz,
 Porém ele não poderá fazer nada,/Pois já está julgado,
E uma pequena palavra pode derrubá-lo.

A Palavra ainda ficará,/Permaneçamos grato por ela;
E Ele estará a vontade sobre a situação,/Com Seus dons e o Espírito.
Que levem o nosso corpo,/Os bens, a fama, crianças e esposa;
Pois embora tudo isso vá,/Eles não têm nada a ganhar,
Mas o Reino será nosso. 

Fontes:
História dos hinos que amamos: Silas Daniel. CPAD, 2012.
Louvor em crise: Peter Masters. Ed. Fiel, 2002. 

24 de outubro de 2012

DEUS NOS DÁ UMA SEGUNDA CHANCE

"O Regresso do Filho Pródigo", de Rembrandt
                                                                                                                 por George Gonsalves

        O que faríamos se tivéssemos uma segunda chance em nossa vida? Se tivéssemos a oportunidade de reatar uma amizade perdida, reencontrar um grande amor, pedir perdão a alguém que ofendemos ou testemunhar de Cristo para alguém que negligenciamos?
 No livro Persuasão, Jane Austen conta a bela história de Anne Elliot e Wentworth, um casal que havia se amado na juventude e que tem uma nova chance de se reencontrar sete anos depois de se separarem e tentar, enfim, ser felizes juntos. Assim também, muitas vezes Deus nos dá uma segunda chance para reencontrarmos o caminho perdido de casa.
 Na sua parábola mais conhecida, Jesus conta a história de um filho que pediu a herança do pai e foi para uma terra distante. Lá, desperdiçou impensadamente todos os seus bens e ficou na miséria. Mas, ele teve uma segunda chance. Cristo conta que ele caindo em si disse para si mesmo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lc. 15:18-19). Ao retornar ao lar, que havia abandonado, foi recebido com amor e perdão pelo pai.      
Pedro também teve sua segunda chance de ouro. Após ter veementemente negado que conhecia a Jesus, pôde se redimir. Procurado por Cristo após a ressurreição, ele foi colocado diante de uma nova oportunidade: poderia voltar a ser um apóstolo do Reino, um embaixador das boas-novas ou ficar nas sombras da amargura e auto-piedade, longe de sua vocação maior. Felizmente, Pedro agarrou apaixonadamente sua nova chance. Jesus lhe disse: “apascenta minhas ovelhas” (João 21:15-17). E foi isto que ele fez até o fim de seus dias, se tornando um dos apóstolos mais conhecidos do Mestre até os nossos dias.
Às vezes cometemos pecados cujas consequências são irremediáveis. Mesmo arrependidos não podemos mais consertá-los. Mas, muitas vezes não é assim. Em muitos momentos há uma segunda chance para acertarmos: podemos voltar de um caminho que descobrimos que está errado ou nos aproximar de quem erradamente nos afastamos. Resta saber se vamos aproveitá-la.
                         

20 de outubro de 2012

PENSAMENTOS SOBRE GRATIDÃO



“Só os espíritos bem formados são capazes de cultivar a gratidão.”                                                                                                    
SÊNECA

“A gratidão é a virtude das almas nobres.”
ESOPO

“Quando beberes água, pensa na fonte.”
LIN YUTANG

“Senhor, vós, que tanto nos destes, dai-nos uma coisa mais: um coração agradecido.”
                                                                                                            GEORGE HERBERT

“A gratidão é a memória do coração.”
GEORGE LILLO

“Nunca espera nem exijas dos outros a quinta parte do que serias capaz de fazer por eles.”     
                                                                                                                                MALBA TAHAN

“O pior momento para um ateu é aquele em que sente necessidade de agradecer e não encontra a quem.”
                                                                                                                            SAMUEL McCREA CAVERT

“Registramos as bênçãos recebidas na superfície da água, mas as aflições, na rocha.”
                                                                                                                      THOMAS GUTHRIE

“Dar graças é um curso no qual nunca nos graduamos.”
FRED BECK

“A gratidão é um dever que necessita ser satisfeito, mas pelo qual ninguém deve esperar.”
                                                                                                                                JEAN J. ROUSSEAU

“Nunca perdemos tanto que não nos reste nada para agradecer.”
HAROLD G. BLACK

“Aos incapazes de gratidão nunca faltam pretextos para não a ter.”
JEAN DE LA BRUYÈRE

“A gratidão não somente é a maior das virtudes, mas é a origem de todas as outras.”
                                                                                                                     JENY R. CARNEVALL

18 de outubro de 2012

GUERRA, DOR E PERDÃO




A menina vietnamita abrasada com napalm, cuja foto deu a volta ao mundo, ensina a outras vítimas da guerra a perdoar e recebe em Madri o prêmio Save The Children a sua ONG -Kim Foundation- que ajuda a crianças vítimas de conflitos bélicos.

Em 8 de junho de 1972, Kim Phuc e seus vizinhos do povoado de Trang Bang foram vítimas de um ataque norte-americano que o jovem fotógrafo Nick Ut imortalizou em uma foto que deu a volta ao mundo. Ouvi-la reviver aquele momento fecha o estômago. “Estávamos três dias refugiados num templo e de repente ouvimos vir os aviões e começamos a correr. Vi cair quatro bombas. Ouvi burum burum, um som mais suave do que eu esperava, e de repente tinha fogo por todas as partes, também em minha pele”.

Sua roupa ardeu por completo deixando seu corpinho exposto à agressão da cabeça aos pés. Dois de seus primos, de seis meses e três anos, morreram abrasados. Ela sofreu queimaduras em 65% da pele.  Phuc vê com frequência o autor da foto. Recentemente, esteve com ele em Colônia (Alemanha) recebendo um prêmio patrocinado por uma marca de câmaras fotográficas. Depois, ela viajou a Madri para receber o prêmio que Save The Children lhe entrega pelo labor de sua ONG -The Kim Foundation.

Leva pendurado no pescoço duas correntes: uma folha de arce e uma cruz. A primeira é o símbolo de seu país de adoção: Canadá, para o qual fugiu: “Precisava ser livre”, diz Phuc, que sendo um símbolo como era, foi submetida durante anos ao férreo controle do regime comunista.

Perguntar pela segunda corrente destapa a caixa de Pandora. Descobrir a mensagem do Evangelho de Jesus trouxe para ela um ponto de inflexão. “Eu vivia sofrendo. Odiava minha vida, odiava a gente normal, odiava a quem me tinha feito tanto mal, as cicatrizes... Ler a palavra de Jesus me mudou. Não sou uma pessoa religiosa, mas tenho uma relação muito íntima com Deus. Falo-lhe muito. Quando me doem as feridas, oro. E quanto mais faço, mais paz encontro. Ajudou-me a amar e perdoar”.

Não se cansa do repetir. “Minha missão é ajudar a outros em minha situação a perdoar, a ser mais fortes por fora e por dentro”.
No Canadá, Phuc e seu marido vivem com os pais dela e seus dois filhos —Thomas Hoang e Stephen Binh—. Desde 1986 só regressou uma vez ao Vietnã, em 2004, depois da morte de um de seus irmãos, que também aparece na foto. Vai desenfreado, diante de sua irmanzinha nua. “Ele corria mais que eu”.

Kim Phuc é agora embaixadora da UNESCO. Prega uma mensagem de amor e reconciliação, com a palavra perdão como eixo. “Não podemos mudar o passado, mas com amor podemos isentar o futuro", é uma de suas frases.
 
 "Eu não sabia o que era a dor (...) o napalm é pior do que possam imaginar. É queimar-te com gasolina por baixo da pele. Desmaiava cada vez que as enfermeiras me metiam na tina e cortavam a pele morta. Mas não morri. Dentro de mim tinha uma menina pequena e forte, que queria viver".

A recuperação não foi fácil. "Tive pena de mim mesma. Queria colocar blusas de manga curta e não podia. Olhava meus braços e me perguntava: por que? Cheguei a pensar que não teria noivo, nem iria me casar, nem teria um bebê", afirma Kim, que assegura que conseguiu superar graças ao amor da família e de Deus".

 DO INFERNO DO NAPALM AO REINO DE JESUS

Enquanto Kim estudava medicina em seu pais, encontrou casualmente um dos poucos Novos Testamentos que não tinham sido confiscados pelo governo comunista de Vietnã, e a curiosidade lhe levou a ler; chocando-lhe enormemente a mensagem de Jesus. Nesse mesmo tempo foi a uma igreja evangélica em Ho Chi Minh. Num culto, no Natal de 1982, depois de escutar a mensagem do perdão e salvação que oferece Jesus Cristo, se entregou chorando a Jesus. Quando sua família soube que tinha se convertido ao cristianismo e que só queria seguir a Jesus e a nenhum outro deus, foi expulsa de sua casa.

No verão de 1992 casou-se com um vietnamita, colega de estudos. Os noivos viajaram a Moscou. De regresso a Cuba, aproveitando uma escala técnica em Ganther (Canadá), decidiu ficar ali. "Não tinha nada", recorda Kim", "só a câmara e a bolsa, mas tinha fé e pensava: se consigo a liberdade vou ter de tudo".

 REENCONTRO COM SEU “VERDUGO”

Quatro anos mais tarde, em 11 de novembro de 1996, Kim participou do Memorial de Veteranos de Vietnã, em Washington. Um dos assistentes do ato era John Plummer, que 24 anos atrás participou da ordem de bombardear Trang Bang, o povoado que então vivia a menina Kim Phuc.

Durante esses anos, Plummer tinha sofrido uma culpabilidade extrema que lhe tinha levado ao alcoolismo e ao fracasso matrimonial; finalmente, sua história também terminou com um encontro aos pés de Jesus, que lhe deu uma nova vida, chegando a ser ministro evangélico. Mas a lembrança do bombardeio e a foto seguia produzindo-lhe uma grande dor. Nesse dia, escutou  Kim dizer "Tenho sofrido muitas dores físicas e psicológicos. Às vezes pensava que não ia poder viver, mas Deus me salvou, me deu fé e esperança."

Ao sair, Phuc encontrou-se com Plummer, enquanto alguém lhe sussurrava ao ouvido quem era aquele homem que a olhava surpreso. Ela lhe estendeu os braços e Plummer se abraçou a ela chorando, sem dizer outra coisa : "Sinto, sinto...". Ela lhe respondeu: "Tudo já está em ordem. Perdoo, perdoo...". Dois "inimigos" salvos e reconciliados na paz e no amor de Cristo."

Kim Phuc, como temos dito, vive junto com seu marido e seus dois filhos em Toronto, e teve a satisfação de receber a visita de seus pais, e ver como aceitaram ambos a Jesus como salvador. Agora vivem com eles.

Fonte:
© Protestante Digital 2012

14 de outubro de 2012

DEUS NÃO SALVARÁ DENOMINAÇÕES


             
                Há um princípio claro no Novo Testamento: a salvação é pessoal. Deus não salva em grupos, mas individualmente. Inúmeras referências deixam claro isso:
                 “... quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna...” (João 5:24).
               “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:38).
               “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap. 22:17).
              Deste modo, podemos afirmar que nenhuma denominação será salva. Assim, Deus não salvará a Assembleia de Deus, Presbiteriana, Batista, Metodista ou qualquer outra, porquanto estas são organizações formadas por inúmeras pessoas de vários níveis de entendimento e espiritualidade. Deus não julga baseado no nome, credo ou no líder de cada denominação. Ele olha para cada coração, individualmente: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. (II-Cor. 5:10) (grifei).  
              Quando Jesus se dirigiu ao mensageiro da igreja de Sardes, Ele afirmou: “...tens nome de que vives e estás morto” (Ap. 3:1). No entanto, Cristo viu que algumas pessoas naquela localidade não estavam deste modo: “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas” (Ap. 3:4).   
                Em nosso tempo há muitas pessoas que pregam que os cristãos não devem viver sua fé dentro de comunidades, mas vivê-la de forma apenas pessoal. Quem conhece um pouco do Novo Testamento pode facilmente atestar que esta não é a vontade do Senhor. Inclusive, as epístolas foram escritas claramente para instruir pessoas que vivem em um contexto de uma comunidade.
                Contudo, não podemos nos enganar. A igreja pode se transformar em uma enorme capa para ocultar uma vida sem compromisso com Deus. Podemos nos esconder entre piedosos, sendo carnais; entre crentes, sendo incrédulos. Não seremos salvos estando apenas em uma comunidade de fieis, ou por causa da fé de algum líder espiritual, ou ainda por causa da tradição de nossa igreja. Precisamos nós mesmos sermos fieis, pois Deus não salvará denominações.
George Gonsalves    

10 de outubro de 2012

DEUS, ÉS MEU SEM FIM




               Quando o amigo faltar,
               a música parar
               e a luz se apagar

              Quando o sol se esconder,
              o amor não florescer
              e o tempo não correr

              Quando quem amo partir,
              a lua não sorrir
              e o chão se abrir

              Quando chegar a dor,
              a coragem se for
              e ninguém me der uma flor

              Lembrar-me-ei que só Tu,
              ó Deus
              Preenches o vazio,
              sustentas o ser
              e que És meu sem fim
 George Gonsalves

6 de outubro de 2012

LIVRO SOBRE A REFORMA PROTESTANTE


NASCIMENTO E AFIRMAÇÃO DA REFORMA
AUTOR: JEAN DELUMEAU
ED. PIONEIRA, 1989, 384p.


     No mês da Reforma Protestante comento a obra clássica de um dos maiores historiadores de nosso tempo: o francês Jean Delumeau. Ele é conhecido por outros grandes livros como História do Medo no Ocidente, O Pecado e o Medo, e sua trilogia sobre a história do paraíso (Jardim de Delícias, Mil Anos de Felicidade e O que Sobrou do Paraíso?).
        Aqui, Delumeau procura colocar a Reforma dentro de seu contexto político, econômico   e social, mas sem esquecer os pensamentos doutrinários que a permearam como: justificação pela fé e sacerdócio universal. Também procura delinear o avanço do protestantismo em lugares como França, Boêmia e Países Baixos.
                No livro há ótimos capítulos dedicados a Lutero e Calvino, mas aqui reside o ponto mais fraco do livro. Ele ignora completamente a chamada Reforma Radical, encampada pelos anabatistas adeptos da doutrina pacifista. Infelizmente, Miguel Sattler, Menno Simons, Hans Denck, Feliz Manz, dentre outros líderes, não foram objeto do estudo do historiador francês.
                Outrossim, no início da obra há uma extensa bibliografia sobre a Reforma, dividida por assunto e países, e no final um interessante estudo sobre causas da Reforma, incluindo o capítulo “Protestantismo e capitalismo” e orientações de pesquisa.         
            Delumeau arrisca um palpite sobre uma importante causa da Reforma. Para ele, o protestantismo foi uma eclosão de um desejo de renovação dentro do próprio catolicismo. Deste modo, haveria uma semelhança entre as reformas católica e protestante: o desejo de uma piedade mais comprometida com o evangelho.
 George Gonsalves


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