30 de junho de 2012

PENSAMENTOS SOBRE A CRUZ



“A cruz é a única escada suficiente alta para alcançar a soleira dos céus.”
                                                                                  GEORGE D. BOARDMAN
“Aquele que nunca teve uma cruz jamais terá uma coroa.”
                                                                FRANCIS QUARLES
“A realeza no céu é para os que não tiveram na terra senão um trono – a cruz.”
                                                                                                            LEONI KASEFF
“Cristo não teve cruzes de veludo.”
                   SAMUEL RUTHEFORD
“Usar uma cruz não substitui o ato de carregar uma cruz.”
                                                               WALTER B. KNIGTH
“A cruz é a base do perdão dos pecados por Deus. O preço para o pecador é nada.”
                                                                                                                    J. EDWIN ORR
 “Toda a vida de Cristo foi cruz e martírio, e queres descanso e gozo?”
                                                                                   THOMAS À KEMPIS
“A cruz é um programa de vida, e não apenas o centro da Teologia.”
                                                                              PAUL E. HOLDCRAFT
“A cruz é o sinal ‘mais’ de um mundo em dificuldade.”
                                                         ELEANOR L. DOAN
“Não é aos seus inimigos, mas sim, aos seus amigos que Jesus convida a beber o seu cálice e a carregar a cruz.”
                                                                                                                                              ORÍGENES
“A cruz não é uma enfermidade física, nem uma angústia mental; ao contrário, é um caminho escolhido intencionalmente.”
                                                                                                                                          H. G. MOULE
“A cruz é o caminho para a coroa.”
                    THOMAS CHALMERS

27 de junho de 2012

PASTORES INFALÍVEIS?




por George Gonsalves

Em julho de 1870 o Primeiro Concílio do Vaticano, convocado pelo papa Pio IX, promulgou a perniciosa doutrina da infalibilidade papal. O texto afirmava: “O pontífice romano, quando fala ex cathedra, isto é, desempenhando o ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina referente à fé ou à moral a ser seguida pela igreja universal, pela divina assistência a ele prometida através do bendito Pedro, é possuidor daquela infalibilidade com a qual o divino Redentor queria que sua igreja fosse dotada.”[1] Nem todos os católicos aceitaram este dogma. O mais conhecido foi o historiador alemão Johann Joseph Ignaz von Döllinger. Pouco tempo depois alguns abandonaram a igreja romana e foi formado o grupo conhecido como Igreja Católica Antiga ou   Velhos Católicos [2].  
Temo que este ensino anti-bíblico tenha sorrateiramente entrado na igreja evangélica. Parece-me que muitos líderes defendem uma espécie de “infalibilidade pastoral”. Proliferam homens que advogam ter o ensino perfeito da Sagrada Escritura. Se alguém desejar saber a vontade de Deus vá a ele. Como afirma o teólogo Ricardo Gouvêa: “Os pastores se comportam como únicos sacerdotes, e são tratados como se fosse, e isso gerou o surgimento de castas sacerdotais nas igrejas protestantes, a separação de uma igreja docente da igreja discente...”[3]. E o pior é que esta “moda” atinge igrejas de diversas correntes teológicas.
Há entre os pentecostais aqueles que se julgam “iluminados” de tal forma que não aceitam ser questionados por ninguém. Afinal, são “ungidos”, “profetas” de Deus, os “anjos” da igreja. Duvidar de algum ensino deles é se levantar contra a autoridade do próprio Deus. Mas, este espírito arrogante e pretensioso também passeia por círculos tradicionais. Para alguns, os ensinos de honrados pastores como Calvino e Spurgeon são inatacáveis. Os cânones e credos antigos são tidos como perfeitas explanações do conteúdo bíblico. Certa vez, um importante líder calvinista disse em um seminário que era tentado a ignorar outros pregadores, pois já conhecia toda a Bíblia.   
Apesar da importância nada desprezível dos líderes eles não são infalíveis. O próprio apóstolo Paulo reconheceu que havia maior virtude entre os ouvintes de Bereia, porquanto “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11). Ele mesmo cogitou a possibilidade de transmitir um ensino errôneo: “ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:8). Aos coríntios, ele deu diretrizes para a recepção de profecias na igreja: “Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem” (I-Cor. 14:29). Ora, se somos ensinados a julgar as profecias (não os profetas), é porque elas podem ser dissonantes do ensino bíblico. Neste caso, devem ser desconsideradas.
Precisamos, novamente, enfatizar um dos lemas da Reforma Protestante: sola scriptura. Assim, podemos afirmar: Agostinho, Calvino, Lutero, Spurgeon, Wesley, Menno Simons e o seu pastor não é infalível. Só a Escritura Sagrada é porquanto inspirada por Deus (I-Tim. 3:16-17; II Pedro 1:20-21).       

[1] Walker. W. História da Igreja Cristã. 3ª Ed., Aste, 2006, p. 786/787.
[2] Latourette. K. Scott. Uma História do Cristianismo. Vol. 2., Hagnos, 2006, p. 1482/1483.
[3] Gouvêa. Ricardo Quadros. Piedade Pervertida. Fonte Editorial, 2012, p. 29. 

22 de junho de 2012

AUTOBIOGRAFIA DE JOHN BUNYAN


GRAÇA ABUNDANTE AO PRINCIPAL DOS PECADORES
AUTOR: JOHN BUNYAN
ED. FIEL, 2012, 161p.

                Grande lançamento da Editora Fiel. Trata-se da autobiografia de John Bunyan (1628-1688), um dos autores cristãos mais lidos em todos os tempos. Sua obra magna O progresso do peregrino é um dos livros mais vendidos da história.
                Em Graça abundante Bunyan se detém principalmente nos conflitos interiores que travou antes de sua conversão. Em certo trecho ele diz: “Mas o pecado original e a corrupção interior – que eram a minha desgraça e aflição – era o que eu via se manifestar dentro de mim, de modo terrível” (p. 51).
                Uma das partes mais emocionantes do livro está na narrativa da descoberta que Bunyan fez da graça divina: “Onde a culpa é mais terrível e veemente, ali a misericórdia de Deus em Cristo, quando outorgada à alma, se mostra mais sublime e poderosa” (p. 123). Infelizmente, ele dá pouco destaque aos doze anos em que esteve preso.
                Ao ler a história de Bunyan percebo quanto estamos distantes do seu espírito. Sua devoção às palavras de Deus é inspiradora para uma época em que a Escritura é relegada a segundo plano. Seu corajoso compromisso com a santidade é exemplar, mesmo diante do sofrimento. Ao refletir sobre sua prisão, ele escreve: “estou nesta situação por amor à Palavra e aos caminhos de Deus; logo, estou comprometido a não esquivar-me disso nem por um milímetro” (p. 152).                       
                O livro é escrito com uma alta dose de melancolia e angústia, mas vale a pena ser lido por todos que desejam aprender com John Bunyan, homem de grande sensibilidade espiritual.  
                               George Gonsalves

21 de junho de 2012

FATOS SOBRE O ANO EM QUE NASCI

       

Estava tenso o ano em nasci: 1971. O mundo vivia sob o manto da “Guerra Fria”, disputa armamentista entre os Estados Unidos e a então União Soviética. No Brasil, estávamos nos “anos de chumbo”. Em meio à euforia do tricampeonato mundial de futebol, conquistado no México um ano antes, e ao “milagre econômico”, estávamos sob o governo militar de Emílio Garrastazu Médici.

No contexto da igreja cristã destaco dois fatos ocorridos em 1971:

David Wilkerson
          O primeiro é a fundação da WORLD CHALLENGE Inc., organização criada pelo pastor norte-americano David Wilkerson, falecido em 27 de abril de 2011. Funcionava como um guarda-chuva para suas cruzadas, conferências, evangelismo e outros ministérios.

             Wilkerson estava em destaque após o lançamento do livro A cruz e o punhal, que narrava como ele havia evangelizado e recuperado das drogas e do crime membros de gangues em Nova Iorque.    

Veja também:



Emílio Conde
      Em 5 de janeiro de 1971 a Rádio Nacional, a Tupi e a Globo noticiaram o falecimento de um dos mais ilustres membros do movimento pentecostal no Brasil: Emílio Conde. Ele foi jornalista, compositor de hinos e diretor do Mensageiro da Paz, o primeiro jornal oficial das Assembleias de Deus no Brasil.

    Também escreveu vários livros como O testemunho dos séculos, Igrejas sem brilho, Flores do meu jardim, Nos domínios da fé, Tesouro de conhecimentos bíblicos e estudos da Palavra. 


 George Gonsalves

17 de junho de 2012

CADEIRA VAZIA


Nem sei exatamente porque,
Sempre sentamos no mesmo lugar na congregação.
É como se quiséssemos de alguma forma,
Mesmo que inconscientemente,
Marcar aquele lugar como “nosso”.
E de fato marcamos.
Já ouvi mensagens, canções,
Lembrando ao desviado, que seu lugar está lá,
Esperando por ele...
Por esses dias me recordei de alguém que se foi,
E olhando para o canto vazio, senti tristeza,
É impressionante como fica realmente marcado o lugar!
E pensei por alguns momentos no pregador,
Que a cada ministração olhava para aquele atento ouvinte,
Mensagem após mensagem...
Hoje, imagino um pouco do seu sentimento,
Porque ao olhar para aquela direção,
Aqueles olhos ávidos, sedentos, já não mais estão lá,
Apenas um canto vago,
Um lugar que ficou...
O maior consolo é que,
Não precisaremos cantar como se canta ao desviado
Fazendo apelos para que volte, porque retornou ao mundo,
Deixando vazio o seu lugar.
Nem mesmo ao triste pregador,
Será necessário ministrar ao seu ouvinte
Que sua cadeira está lá, esperando por ele,
Porque esse atento e sedento cristão,
Não mais está conosco por uma razão maior.
Agora, encontra-se diante do Cordeiro,
Porque o Pai o chamou às moradas celestiais.
Esse é nosso consolo diante da tristeza,
De uma cadeira vazia...

(Minha homenagem a todos que se foram e ao irmão Manoel que deixou marcas. Um lugar vazio e lembranças de um coração sedento por Deus.)

Silvana Sales




14 de junho de 2012

PENSAMENTOS SOBRE SABEDORIA



“Nós abandonamos a nossa sabedoria, como também a nossa loucura, e corremos para Ti, sabedoria de Deus e poder de Deus.”
   A.W. TOZER

“A sabedoria consiste no uso correto do conhecimento.”
   CHARLES SPURGEON

“Ninguém se torna sábio se está convencido que já o é.”
   HERBERT V. PROCHNOW


 “Deus é infinitamente sábio, mas nós não, e lhe agradamos quando demonstramos fé confiando na sua sabedoria, mesmo sem compreender o que ele faz.”
   WAYNE GRUDEM

“Uma libra de cultura exigirá dez libras de bom senso para aplicá-la.”
   PROVÉRBIO PERSA

“Os que se têm na conta de sábios, raras vezes se deixam guiar pelos outros com humildade.”
   THOMAS À KEMPIS

“Quem reconhece a própria ignorância vislumbra a sabedoria.”
   CONFÚCIO

“Quem ouve esquece; quem lê aprende; quem faz sabe.”
   PROVÉRBIO CHINÊS

“O perpassar dos anos nos torna velhos, mas a poucos de nós sábios.”
   E. C. McKENZIE

“Mais com saber se vence, que com o braço."
   CAMÕES

“Vã é a sabedoria se não servir ao sábio.”
   CÍCERO

“Não basta conquistar a sabedoria: é preciso usá-la.”
   VICTOR HUGO

“Que adquiramos a indispensável sabedoria para descobrir o que é a verdade e o suficiente ânimo para praticar o que é bom."
  ROBERT WATERS









8 de junho de 2012

CONTEÚDO GRATUITO DA EDITORA FIEL



       A Editora Fiel está disponibilizando gratuitamente um riquíssimo material. São mensagens escritas, em áudio e vídeo de diversos autores como:
Augustus Nicodemus, Adauto Lourenço, John MacArthur, John Piper, Joel Beeke, D. A. Carson, Franklin Ferreira, Iain Murray, Mark Dever e muitos outros.

John MacArthur Jr. 

Augustus Nicodemus

Acesse o site da Fiel clicando aqui:
http://www.editorafiel.com.br/?hdr

7 de junho de 2012

EU CREIO


Creio que a Palavra de Deus é a verdade.
Que devemos estender a mão ao necessitado, dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome e vestimentas ao que precisa.

Creio que consolar o abatido, ajudar o oprimido, visitar os doentes e
presos é coisa que agrada a Deus, conforme está escrito.

Que devemos estar ao lado do irmão em horas de aflição,
mesmo quando não se sabe o que falar.
A presença é preciosa e, como já disse alguém:
"Gestos falam mais que palavras."
E também em horas de alegria: "Alegrai-vos com os que se alegram"

Creio que temos uma missão de guardar o nosso irmão
e não fazer como Caim esquivando-nos da responsabilidade.
Creio que oração é mais que repetição de palavras.
Que louvar é mais que cantar
E adoração é mais que chorar e falar palavras bonitas diante
de uma multidão.

Creio que Jesus se agrada da oração em secreto
e que esmolas devem ser em segredo.
Tem coisas que só o Pai deve saber
Por isso Ele disse: "entra no teu quarto em secreto e o
teu Pai, que te vê em secreto, te recompensará"
Creio que toda adoração e exaltação pertencem ao Senhor
As estrelas só aparecem à noite quando o Sol não é percebido.

Roberto Pereira

4 de junho de 2012

O HOMEM QUE DEUS USA: OSWALD SMITH


O HOMEM QUE DEUS USA
AUTOR: OSWALD SMITH
ED. VIDA, 1996, 2ª edição, 108p.


                Fundador da Igreja dos Povos, em Toronto, Canadá, Oswald Smith (1889-1986), se destacou como alguém inflamado pela obra missionária e pelo avivamento espiritual. Pregou mais de 12.000 sermões em 80 países e escreveu trinta e cinco livros (com tradução em vários idiomas).
             O homem que Deus usa é um chamado a uma vida mais piedosa e comprometida com o Senhor Jesus. O próprio autor narra uma experiência que mudou sua vida, no dia me que completou 30 anos de idade: “Compreendi que a coisa de maior importância na minha vida não era o trabalho que eu fazia, nem os livros que escrevia, nem os sermões que eu pregava, nem as multidões a quem falava e nem tão pouco o êxito alcançado; de maior importância era a minha vida, os meus pensamentos, a santidade do coração, a justiça prática; em outra palavras: a transformação, pelo Espírito, à semelhança de Cristo Jesus.” (p. 9).  
             Ao longo do livro, dividido em seus curtos capítulos, Oswald Smith tenta levar seu ouvinte a se preocupar com a missão que Deus colocou para cada um e a se consagrar a Deus para realizá-la.
                Leitura breve, mas instigante. Muito bom.
                               George Gonsalves

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