28 de fevereiro de 2012

LUTO NA IGREJA: MORRE ROBINSON CAVALCANTE

Bispo Robinson Cavalcante 
Recebi hoje a notícia da morte brutal de Robinson Cavalcante, 68 anos, bispo da Igreja Anglicana em Recife, e de sua esposa, Miriam Cotias Cavalcanti. Eles foram assassinados a facadas no último domingo (26/02). Segundo informações colhidas pela polícia, o principal suspeito é o filho adotivo do casal, Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, 29 anos, que era dependente de drogas e estava na cidade de Olinda há aproximadamente quinze dias. Ele morava na Flórida, nos Estados Unidos, onde teve passagens na cadeia por posse de drogas.  
     Robinson, que era cientista político e que atuou como reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), publicou horas antes de sua morte no site Pavablog o seu último texto, intitulado: "Um caso de milenarismo negro 'protestante' no Brasil Império" (http://www.pavablog.com/2012/02/27/um-caso-de-milenarismo-negro-protestante-no-brasil-imperio/). A revista Ultimato que publicava artigos de Robinson traz em sua página na internet um texto seu sobre sua própria vida e fé, disponível em http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-fe-de-robinson-cavalcanti
Li alguns textos seus publicados na revista Ultimato e trechos daquele que, talvez, seja  seu livro mais conhecido: Cristianismo e Política - teoria bíblica e prática histórica, publicado pela Editora Vinde e CPPC. Cito trechos do prefácio desta obra: 

       "A resposta ao novo não está no velho, mas no eterno. Muitos porém confundem o velho     (que foi novo quando surgiu) com o eterno".

      "A Bíblia tem a resposta para a vida dos homens. Se ela antes não falou é porque não foi perguntada, ou porque temeram sua resposta".

       "Hoje, quando somos chamados à vivência de um discipulado integral, somos desafiados a nos inquietar, a substituir a falsa paz da alienação pelo desconforto da verdade". 

  Mas, o que mais me chamou a atenção e me emocionou enquanto folheava hoje o meu exemplar de Cristianismo e Política  (2ª edição atualizada, de 1988), foi a dedicatória que Robinson fez: "Ao meu filho EDUARDO".     

Diante de tudo isto devemos:
         ORAR, pelos familiares e amigos;
CHORAR, pela saudade dos que se foram;
SILENCIAR, diante de Deus. 
    George Gonsalves

27 de fevereiro de 2012

PIEDADE PERVERTIDA


PIEDADE PERVERTIDA 
AUTOR: RICARDO QUADROS GOUVÊA
FONTE EDITORIAL, 2012, 114p.



    O extenso subtítulo do livro esclarece a intenção do autor: "um manifesto anti-fundamentalista em nome de uma teologia de transformação". O teólogo e filósofo Ricardo Gouvêa ataca com perspicácia um dos graves problemas da igreja brasileira: o fundamentalismo, que não é alicerçado no poder do Espírito de amor, antes é frio, legalista e opressor. 
No início, Gouvêa dá um testemunho pessoal de sua jornada teológica. Com clareza e coragem fala de sua dolorosa peregrinação nos bastidores de uma igreja evangélica. Em dado momento, ele diz: "Aos poucos fui percebendo que as igrejas [...] tinham um compromisso apenas parcial com a Bíblia. Percebi que utilizavam a Bíblia segundo seus interesses pragmáticos. Percebi que muitas igrejas evangélicas não tinham um compromisso prioritário com o evangelho de Cristo, mas sim consigo mesmas, com sua sobrevivência, crescimento e perpetuação" (p. 16). Infelizmente, não posso discordar de suas palavras.! 
Ao longo de capítulos curtos, o autor mostra a decadência do protestantismo brasileiro apontando para problemas como: 1) a formação de uma casta de pastores-sacerdotes, que pretendem deter a exclusiva interpretação das Escrituras e que se preocupam mais com seu "sucesso ministerial" do que com as ovelhas que estão sob seu cuidado; 2) uma apatia social, ou seja, a igreja encontra-se de costas para a sociedade, sem uma ação efetiva para cuidar dos fracos e doentes do mundo; 3) presunção em relação ao conhecimento de Deus. A Bíblia é "domesticada", suas doutrinas são reduzidas a interpretações que a encaixem no credo da denominação. Em uma bela passagem, Gouvêa afirma: "Cada texto bíblico é abissal por natureza e seu sentido não pode ser esgotado" (p. 100).
Ricardo Gouvêa escreve com ardor. Devorei o livro em algumas horas. Suas ideias que pulsam em cada página vieram ao encontro do que estava sentindo em minha alma. Não é possível lê-lo e ficar impassível. Faço, contudo, uma observação. Na página 46 o autor afirma que é o fundamentalismo que impede as mulheres de exercerem o ministério pastoral. Na verdade, é a própria Bíblia que faz este veto. 
Piedade Pervertida ainda conta com um prefácio brilhantemente escrito por Elienai Cabral Junior.
George Gonsalves

25 de fevereiro de 2012

O QUE VI NA 14ª CONSCIÊNCIA CRISTÃ

     
        Neste ano participei da "14ª Consciência Cristã", evento realizado pela VINAC - Visão Nacional para a Consciência Cristã, realizado em Campina Grande, na Paraíba. Muitas coisas chamaram minha atenção positivamente. Vou enumerar algumas delas:


1 - Ótimos preletores. Pude ouvir palestras edificantes de Augustus Nicodemus, Mauro Meister, Paulo Cézar (Grupo Logos), Russel Shedd e Norman Geisler. Todos falaram ao meu coração sobre algum aspecto importante da vida cristã. Não, eles não são infalíveis, mas possuem conhecimentos bíblicos valiosos em suas respectivas áreas de atuação;
Dr. Norman Geisler
2 - Inúmeras igrejas envolvidas. Antes de viajar ouvi que alguém havia criticado o evento por ser muito "misturado". Para mim, este fato trouxe mais beleza ao congresso. Sou contra o movimento ecumênico, tal como é posto tantas vezes. Para reconhecermos uma comunidade como genuinamente cristã, ela precisa estar alicerçada em pilares firmes como: fé em Jesus Cristo como único mediador entre Deus e os homens e crença na Bíblia como única regra de fé e prática. Mas, precisamos reconhecer a igreja do nosso Deus fora dos limites de nossa denominação. Não fazer isto é atentar contra o próprio Senhor da igreja. Portanto, pentecostais, presbiterianos, congregacionais, batistas e outros grupos dentro do povo de Deus podem se edificar mutuamente, mesmo que cada um permaneça dentro de suas convicções;
3 - Amplitude dos temas. Houve palestras sobre vários temas importantes para a igreja: louvor, missões, apostasia, escatologia, cultura, ação social, etc. O reino de Deus é amplo, há uma seara enorme para trabalharmos. A igreja cristã precisa crescer em todos os aspectos do Reino. Cito alguns títulos de mensagens:
-A postura da igreja diante da indústria cultural gospel.  
-Música como um instrumento missionário.
-Apostasia na Igreja no contexto mundial.
-O Anticristo e o espírito do anticristo.
-A Parousia de Cristo e seus antecedentes factuais.
-Uma resposta para o Desconstrucionismo Filosófico do “establishment” acadêmico.

Roberto, Elizabeth Banov e George
4 - Oportunidade para comunhão. O evento me proporcionou conhecer diversas pessoas envolvidas na obra de Deus e trocar ricas experiências com elas, como por exemplo: Elizabeth Banov, coordenadora do Ministério Mulheres do Caminho, do Portas Abertas, que trabalha com mulheres em países onde há perseguição aos cristãos, como Cuba e Iraque.  

George Gonsalves


21 de fevereiro de 2012

A LUTA DE JACÓ


Um homem com seu povo atravessando o frio deserto. 
Temeroso, fugindo da possível morte, da vingança de um irmão traído. 
Presentes foram providenciados na tentativa de aplacar a ira do futuro encontro. 
Mas uma coisa era preciso e o fugitivo Jacó, sabia disso. 
Até  que tomou uma decisão. A mais acertada de toda a sua vida até ali. 
Levantou-se, despediu as duas esposas, as servas e os filhos e ficou só. Naquele instante, a solidão era a melhor saída. 
Tinha uma batalha a ser enfrentada dentro em pouco: a fúria de um irmão enganado. Mas, não venceria essa batalha, sem antes travar outra. 
Agora, Jacó estava "só". Era ele e Deus. 
E iniciou-se a luta. 
A perseverança e disposição de só sair dali com a sua bênção, impressionara o anjo. 
O tempo passava a noite se ia, e já o dia se aproximava. 
O cansaço da luta não desanimava o lutador. Era questão de vida e morte. Precisava sair dali vitorioso. 
A luta se travava renhida, até que numa tentativa de desarmar o incansável Jacó, um golpe rompe sua coxa e deixa-o manco. 
Mesmo assim, ele não desiste e diz insistentemente: "Não te deixarei ir, se não me abençoares". 
"Qual o teu nome?" Pergunta o anjo numa aparente rendição, e ele resignado responde: "Jacó". 
Pronto! Finalmente a bênção... 
O saldo da luta: um nome mudado e um coração completamente transformado. Agora não seria mais Jacó, mas Israel. 
É estranho, mas é assim no reino espiritual. 
Lutamos com Deus, e Ele permite que prevaleçamos. 
Lutamos com Deus e já não somos mais os mesmos. 
Lutamos como príncipes e somos transformados em servos. 
Vitoriosos servos.  

     Silvana Sales  

16 de fevereiro de 2012

PENSAMENTOS SOBRE A VIDA




Não julgues que alguém viveu muito por causa de suas rugas e cabelos brancos: ele não viveu muito, apenas existiu por muito tempo.
SÊNECA

Que pode haver de mais insensato que passar-se a vida adquirindo meios de vida e esquecendo-se de viver?
NEIHARDT

Nos primeiros anos de sua vida, o homem deve preparar-se para os últimos.
SAMUEL JOHNSON

A vida é a infância de nossa imortalidade.
PERCY B. SHELLEY

A vida, com efeito, tão curta que ela seja, é sempre muito longa para viver.
CÍCERO

O homem comete frequentemente o erro de lidar com a vida como lida com o mau tempo. Deixa-se ficar parado, enquanto espera que passe.
ALFRED POLGAR

A vida é como um labirinto de portas, e todas elas abrem pelo lado de dentro.
CAT STEVENS

A vida é uma rua de mão única, e não estamos voltando.
J.M. PACE

Tome conta de sua vida, e o Senhor tomará conta de sua morte.
GEORGE WHITEFIELD

Você gosta da vida? Então, não dissipe o tempo, que é a essência de que a vida é feita.
BENJAMIN FRANKLIN 

A vida foi verdadeiramente feita para nos surpreender (e isso não nos espanta de jeito nenhum).
RAINER MARIA RILKE


Se nossa vida realmente quiser ser bela como um conto de fadas, devemos nos lembrar de que toda a beleza de um conto de fadas está no seguinte: que o príncipe tem um espanto que quase chega a ser medo.                                                                                                                                                                CHESTERTON 

Conhece-te a ti mesmo! ­- De que há de servir? Se a mim me conhecesse, desatava a fugir.
GOETHE

É preciso viver como se pensa, caso contrário se acabará por pensar como se tem vivido.
PAUL BOURGET

A vida feliz é a alegria que provém da verdade.
AGOSTINHO

A vida anda: passa por muitos ao longe e faz um desvio em torno dos que a esperam.
RAINER MARIA RILKE

Ao avaliar o dia que vivemos, o mais importante não é o que fazemos, mas como desempenhamos as tarefas.
KEN GIRE

Aquilo que pagamos com a nossa vida nunca custa demais.
ANTONIO PORCHIA

Minha alma tem sido uma estranha no curso de minha peregrinação.
FRANCIS BACON

Trata de viver cada dia como se fosse uma vida inteira.
SÊNECA

Nossa vida não é propriedade nossa, mas de Deus. por isso, por ser possessão divina, ela é sagrada.
ABRAHAM HESCHEL

Quanto mais perto chego do final da minha vida, mas acredito que esta é a única questão importante: será que a minha vida agrada a Deus?
KEN GIRE

Toda a vida de um bom cristão é um santo desejar, tendo por objetivo Deus e a vida eterna.
AGOSTINHO

11 de fevereiro de 2012

JOHN GEDDIE: MISSÃO ENTRE CANIBAIS


John Geddie

          Em 1606, foi "descoberta" por Fernandez de Quiros da Espanha, uma cadeia de dezoito ilhas no Pacífico Sul, a nordeste da Austrália e ao sudeste de Nova Guiné, que foram chamadas de Novas Hébridas. Hoje formam a nação de Vanuatu. 
Mais de dois séculos depois, em 1839, dois cristãos enviados pela Sociedade Missionária de Londres aportaram por lá. Era o século das missões. Ásia, África e Oceania estavam sendo visitados por dezenas de jovens missionários que desejavam anunciar o amor de Deus aos seus moradores. Ocorre, que os dois missionários foram mortos e devorados por canibais que habitavam em uma das ilhas, chamada Eromanga, apenas poucos minutos após aportarem. Foi um batismo de sangue para as Ilhas Hébridas. Mas, o melhor ainda estava por vir...
A mesma sociedade missionária enviou outra equipe em 1842, desta feita, para a ilha de Tana. Estes não foram mortos, mas expulsos em sete meses. Os resultados, aparentemente negativos, não tiraram o ímpeto dos que desejavam ver pessoas de cultura tão distinta aos pés de Cristo.
Foi, então, que em 1848 John Geddie (da igreja presbiteriana da Nova Escócia), acompanhado de sua esposa, Charlotte McDonald, e dois filhos, chegou à ilha de Anatom. Ele havia dedicado cerca de seis meses ao aprendizado da língua nativa. Hoje, um site de viagem descreve o território assim: "Esta formosa ilha está rodeada de uma barreira coralífera, a costa está cheia de atrativas praias e na parte sul há também numerosas fontes termais".                         
       Apesar da beleza do lugar, não era convidativo aos cristãos no século XIX. Além de tempestades tropicais e estranhas doenças, havia práticas terríveis entre os nativos. Eles confessavam que a carne humana era a mais saborosa para eles. Ainda havia o costume de estrangular a viúva para que o espírito dela acompanhasse o do marido até o outro mundo.
Pouco tempo após sua chegada, Geddie escreveu em seu diário, em 09 de fevereiro de 1849: "Na escuridão, degradação, poluição e miséria que me rodeia, vou olhar para a frente na visão de fé para o momento em que alguns desses pobres ilhéus se unirão na música triunfante de almas resgatadas:'Àquele que nos amou e nos lavou dos nossos pecados em Seu próprio sangue.'"
Depois de anos de paciente semeadura e cultivo, o missionário começou a colher alguns frutos preciosos. Ele relata com alegria quando a ordenança da Ceia do Senhor foi observada pela primeira vez na ilha. "Esta é a primeira vez", diz Geddie em uma carta, "que o amor do Redentor foi comemorado nesta terra escura. Oh! Que o tempo pode chegar em breve, quando muitos mais dos seus habitantes escuros e degradados devem se juntar a nós nesta portaria do amor. "
Sua oração foi finalmente atendida. Um dia, um nativo chamado Yakanui veio até o missionário. Yakanui era o maior canibal da ilha. Havia poucas crianças deixadas em seu distrito, porque ele tinha matado e comido muitas delas. Adultos também tinham sido suas vítimas. Ele foi odiado pelo povo, pois o temiam por sua ferocidade e porque também acreditavam que ele possuía poderes misteriosos que poderiam trazer ruína sobre eles. 
Por volta de 1854 ele, que já tinha companhia de John Inglis, que chegou em 1852, escreveu com júbilo: "cerca de 3.500 selvagens [mais da metade da população] jogaram fora seus ídolos e renunciaram a seus costumes pagãos, e todos confessaram-se adoradores de verdadeiro Jeová Deus".
John Geddie, o "pai" das missões presbiterianas nas Ilhas dos Mares do Sul, faleceu em 1872. No seu memorial está escrito:

Numa grande igreja, com capacidade para 1.00 pessoas, há uma placa comemorativa do trabalho de John Geddie, com os seguintes dizeres: 'Quando ele chegou aqui, em 1848, não havia nenhum crente; e quando ele saiu, em 1872, não havia mais incrédulos'".   

George Gonsalves

Fontes:
Por que tarda o pleno avivamento?. Leonardo Ravenhill. Ed. Betânia, 1989. 
Completando as aflições de Cristo. John Piper. Shedd Publicações, 2010. 
http://www.biographi.ca/009004-119.01-e.php?&id_nbr=4999&&PHPSESSID=ychzfqkvzape  
http://www.wholesomewords.org/missions/bgeddie.html

8 de fevereiro de 2012

OS CINCO MAIORES ARREPENDIMENTOS À BEIRA DA MORTE


    


por George Gonsalves

      Bronnie Ware, uma enfermeira australiana que é especialista em cuidar de doentes terminais, lançou um livro com uma lista de cinco principais arrependimentos de pessoas que estão prestes a morrer.
O livro de Ware, intitulado The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre) relata as experiências da autora durante anos de trabalho em cuidados de doentes terminais, pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento.
Os cinco grandes arrependimentos listados por Bronnie Ware foram:

1. Queria ter tido a coragem de fazer o que realmente queria, e não o que esperavam que eu fizesse;
2. Queria não ter trabalhado tanto;
3. Queria ter tido coragem de falar o que realmente sentia;
4. Queria ter retomado o contato com os amigos;
5. Queria ter sido mais feliz.

Bronnie Ware
Os cinco arrependimentos anotados por Ware devem nos despertar para algumas reflexões: "Estamos entregando nossa vida àquilo que realmente vale a pena?"; "Desperdiçamos aquilo que nos é mais precioso e irrecuperável (o tempo) no que é fútil?"; "Afastamo-nos daqueles que fizeram nossa vida ser mais alegre e bela?", "Fomos verdadeiros, honestos conosco mesmo?" e, finalmente, "Procuramos a comunhão com Deus, a fonte de uma vida feliz"?.  
Os cristãos têm um padrão elevado a seguir. Na verdade, inalcansável. Pelo menos, enquanto houver pecado em nós. Simplesmente, somos chamados por Deus para o amar "de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a  força" (Mt. 12:30) (grifei). Apesar das tentativas de alguns teólogos, não há como minimizar estas palavras: "Sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste" (Mt. 5:48) ou ainda: "Aquele que diz que permanece nele (Jesus), esse deve também andar assim como ele andou". Não temos o direito de rebaixar o padrão de Deus por causa de nossa fraqueza.
Com certeza, quando formos chamados ao Pai não estaremos "com as nossas malas prontas, nem nossa conta estará em dia" (Quintana). Mas, devemos tentar ao máximo "arrumar" o que podemos e "pagar" o que devemos. Contudo, há um sublime consolo, uma excelsa esperança. Em relação a Deus, há alguém que "arrumou" e "pagou" por nós: Jesus Cristo quitou nossa dívidas com o céu (Cl. 2:13-14). Então, este é o ensino bíblico: "façamos o que pudermos; Jesus faz o resto".

Obs.: O livro foi lançado no Brasil com o título de "Antes de partir", publicado pela Editora Jardim dos Livros. 

4 de fevereiro de 2012

LIVROS ONLINE DE JOHN PIPER

Há vários títulos

        
Vi esta notícia no blog Teologia Pentecostal, do Gutierres Siqueira, e resolvi passar adiante. O pastor John Piper disponibilizou através do seu site vários dos seus livros (em português). 
    Já li algumas de suas obras (há comentários no blog) e fui muito edificado. Trata-se de uma excelente iniciativa. No site há apenas uma recomendação de que os livros não sejam postados na internet, mas baixados para uso próprio através do seguinte link:

http://pt.desiringgod.org/resource-library/online-books/by-title

           

3 de fevereiro de 2012

CHESTERTON E OS HEREGES



HEREGES
AUTOR: G. K. CHESTERTON
ECCLESIAE, 2011, 294p.

   Trata-se da primeira obra que compõe a trilogia de Chesterton contra o espírito de ceticismo que pairava na Inglaterra do início do século XX. Hereges foi publicado em 1905. Os outros dois livros são: Ortodoxia (1908), publicado em 2001 pela Editora LTr e em 2010 pela Mundo Cristão e O homem eterno (1925), publicado também pela Mundo Cristão em 2010.   
       O livro tem uma edição caprichada. A apresentação coube a Ives Gandra da Silva Martins Filho, a tradução e notas (excelentes) ficaram a cargo de Antônio Emílio Angueth de Araújo e Márcia Xavier de Brito e ainda há o posfácio de James V. Schall. 
Com bom humor, Chesterton define herege como "um homem cuja visão das coisas tem a audácia de diferir da minha". Ao longo do livro ele dialoga como inúmeros "hereges", intelectuais como Bernard Shaw e H.G. Wells, que combatiam princípios da fé cristã. 
       Alguns capítulos são apologéticos em relação ao cristianismo, outros são opiniões sobre aspectos da política e da sociedade inglesa do seu tempo. Podemos perceber seu conhecimento enciclopédico em cada parte do livro e sua imensa habilidade em criar frases impactantes.
       Gostei especialmente dos capítulos: dois (O espírito negativista); três (O Sr. Rudyard Kipling e a criação de um mundo melhor) e vinte (Observações finais sobre a importância da Ortodoxia). Cito alguns trechos: 


      "Caso uma das principais pretensões da religião seja falar francamente do mal, a maior de todas as pretensões é falar sinceramente do bem" (p. 40). 


"Não digo, portanto, que a palavra 'progresso' não tenha significado; digo que não tem significado sem a definição prévia de uma doutrina moral" (p. 47).
       
"No momento em que temos uma visão do universo, nós o possuímos" (p. 53).

 "O mundo moderno está repleto de homens que creem em dogmas de modo tão inflexível que nem mesmo sabem que são dogmas" (p. 269).

"Alguns acreditam no indemonstrável dogma da existência de Deus; outros, no igualmente indemonstrável dogma da existência do homem da casa ao lado" (p. 271).

     Ótima leitura, embora nem todos os capítulos mantenham o mesmo padrão de excelência.
George Gonsalves

Você pode também gostar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...