1 de dezembro de 2012

PRÊMIO NOBEL DE FÍSICA: "CREIO MAIS EM DEUS GRAÇAS À CIÊNCIA"


19 DE NOVEMBRO DE 2012, EEUU


 


No último dia 5 de novembro foi o 64º aniversário de William Daniel Phillips, físico norte-americano e ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1997 pelo desenvolvimento de métodos para esfriar e capturar átomos por laser. 

Este cristão protestante, membro de uma Igreja metodista, durante muito tempo tem sido parte do National Institute of Standards and Technology, é professor na Universidade de Maryland e também um dos fundadores da International Society for Science & Religion (Sociedade Internacional para a Ciência e a Religião).

UNIÃO ENTRE CIÊNCIA E FÉ 

Há alguns anos, escreveu seu depoimento explicando seu pensamento sobre a existência de Deus e sobre a união entre a ciência e a fé: “Muitos acham que a Ciência, oferecendo explicações, opõe-se ao entendimento de que o universo é uma criação que surge do amor de Deus”, começa em sua exposição o cientista, “acham que a Ciência e a Religião são inimigos irreconciliáveis, mas não é assim”.

William Phillips responde a esta pergunta através de sua experiência: “Eu sou físico. Faço investigação tradicional, publico em revistas, apresento minhas investigações em reuniões profissionais, ensino a estudantes e pesquisadores pós-doutorados, tento aprender como funciona a natureza. Em outras palavras, sou um cientista ordinário”.

CRENTE ATIVO E COMPROMETIDO 

Mas, continua, “também sou uma pessoa de convicções religiosas. Assisto a minha igreja (evangélica), canto gospel no coro, todos os domingos vou à escola dominical, falo com Deus com regularidade, trato de ´fazer justiça, amar a misericórdia, e caminhar humildemente com meu Deus´. Em outras palavras, sou uma pessoa comum de fé (cristã)”. 

Entende que para muita gente, isto pode parecer uma contradição: “Um cientista sério que crê seriamente em Deus! Mas, para muitas pessoas mais, sou alguém como eles. Ainda que a maior parte da atenção dos meios de comunicação está focada em ateus "ruidosos" que afirmam que a religião é uma superstição tola, ou os criacionistas fundamentalistas que negam a evidência da evolução cósmica e biológica, a maioria da gente que conheço não tem nenhuma dificuldade em aceitar o conhecimento científico e manter a fé religiosa», assegura.

 COMO POSSO CRER EM DEUS? 
Ele mesmo se propõe duas perguntas que tem que responder: Como posso crer em Deus? e Por que creio em Deus?

Continua o Prêmio Nobel: “Como físico experimental, preciso provas, experimentos reproduzíveis e uma lógica rigorosa para apoiar qualquer hipótese científica. Como pode uma pessoa assim basear na fé?”.

“Um cientista pode crer em Deus porque esta convicção não é uma questão científica. Uma afirmação científica deve ser "falsificável", isto é, deve ter alguns resultados que, ao menos em princípio, poderiam demonstrar que a afirmação é falsa [....]. Pelo contrário, as afirmações religiosas não têm que ser necessariamente "falsificáveis”, argumenta William Phillips.

“Não é necessário que todo enunciado seja um enunciado científico; nem por isso os enunciados que simplesmente não são científicos passam a ser afirmações inúteis ou irracionais. A ciência não é a única maneira útil de ver a vida”, raciocina o prêmio Nobel.

“Como físico, observo a natureza desde um ponto de vista particular. Vejo um universo ordenado, formoso, no que quase todos os fenômenos físicos podem ser entendidos com umas poucas e simples equações matemáticas. Vejo um universo que, se fosse construído de uma maneira ligeiramente diferente, nunca teria dado a luz às estrelas e os planetas. E não há nenhuma razão científica pela qual o universo não poderia ter sido diferente. Muitos bons cientistas têm concluído com estas observações que um Deus inteligente decidiu criar o universo com esta propriedade formosa, singela e vivificante. Muitos outros grandes cientistas, no entanto, são ateus. Ambas conclusões são posições de fé”, responde. 

Comenta William Phillips: ”Eu creio em Deus porque sinto a presença de Deus em minha vida, porque posso ver a evidência da bondade de Deus no mundo, porque creio no amor e porque acho que Deus é amor”.

CRER NÃO É DEIXAR DE DUVIDAR 

Ser crente ou cristão faz-lhe uma melhor pessoa ou um físico melhor que outros? “Conheço um montão de ateus que são melhores pessoas e melhores científicos que eu. Estou livre de dúvidas sobre a existência de Deus? Dificilmente também. As perguntas sobre o mau no mundo, o sofrimento de meninos inocentes, a variedade do pensamento religioso e outros imponderáveis costumam deixar com frequência no ar a questão se estou na verdade, e fazem-me constatar sempre minha ignorância. Apesar de tudo isto, creio mais (em Deus) graças à Ciência, do que apesar dela”, conclui o prêmio Nobel. 

“Como está escrito na Epístola aos Hebreus, ´a fé é a garantia dos bens que se esperam, a plena certeza das realidades que não se vêem´” é sua mensagem final. Apesar de tudo isto, creio mais (em Deus) graças à Ciência que apesar dela”, conclui o prêmio Nobel.
 
Editado por: Protestante Digital 2012
 

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