22 de novembro de 2012

MILHARES PROTESTAM CONTRA O "CASAMENTO" GAY NA FRANÇA


CENTENAS DE MILHARES PARTICIPAM DE COMÍCIOS CONTRA O

Centenas de milhares de simpatizantes do casamento tradicional se manifestaram contra o "casamento" de pessoas do mesmo sexo na França no fim de semana.
No sábado, uma manifestação de âmbito nacional atraiu cerca de 200 mil manifestantes em Paris, segundo os organizadores, além de outras dezenas de milhares que participaram de comícios em todo o país. Quase 30.000 simpatizantes do casamento tradicional se manifestaram na cidade de Lyon, de acordo com um relatório da Reuters. A Polícia informou que 40 opositores aos protestos foram presos, depois que tentaram interromper o comício. Já a Polícia em Toulouse informou que gás lacrimogêneo foi usado para dispersar um grupo de ativistas homossexuais que tentaram interferir no ajuntamento de cinco mil defensores do casamento tradicional. O jornal Le Parisien informou que entre 6.000 e 8.000 pessoas manifestaram-se em Marselha, provando que, como um brincou blogueiro "existe mais do que traficantes de drogas nessa cidade sitiada”. A polícia da cidade informou que usou gás lacrimogêneo contra oponentes às manifestações, que desfraldaram uma bandeira que dizia: "O seu modelo de sociedade está morto, bem-vindos a Sodoma e Gomorra", além de insultos contra os defensores do casamento tradicional.
As manifestações do último sábado foram endossados ​​por líderes católicos, comunidades muçulmanas, protestantes e judeus, que exigiam o governo do presidente François Hollande reconsiderasse o impacto da mudança de "um dos pilares da sociedade".
Hollande fez do “casamento” homossexual uma de suas promessas de campanha presidencial, dizendo que seu governo pretende legalizá-lo em meados de 2013. Ele também prometeu direitos de adoção para casais homossexuais, e disse que os casais de lésbicas teriam acesso à inseminação artificial e fertilização in vitro.
Os Bispos católicos franceses lideraram a luta contra a legislação proposta, com o cardeal arcebispo de Paris dizendo que o “casamento” de pessoas do mesmo sexo prejudicaria o equilíbrio da sociedade francesa e das crianças. "Não vai ser o 'casamento para todos'", disse o cardeal André Vingt-Trois, citando o slogan do governo, "vai ser o casamento de alguns imposto a todos."
"Quando defendemos o direito das crianças a construir a sua personalidade tendo como referência ao homem e à mulher que lhes deram a vida, não estamos defendendo uma posição particular", o cardeal arcebispo disse: "Estamos reconhecendo o que é expresso pelas práticas e a sabedoria de todos os povos desde o início dos tempos, e que é confirmado pelos especialistas modernos. "
Uma segunda manifestação, organizada pela organização católica conservadora Civitas, aconteceu em Paris no domingo. A TV Gloria relata de que cerca de 9.000 partidários do casamento tradicional, incluindo muitos clérigos, marcharam com bandeiras dizendo "A França precisa de filhos, não de homossexuais", e "O casamento = um homem + uma mulher."
O oficial da Civitas, Alain Escada, disse aos manifestantes que o casamento homossexual é "uma caixa de Pandora", que deixaria que os outros estendessem os direitos de casamento, incluindo os polígamos e incestuosos.
"Nosso objetivo é travar uma verdadeira batalha para proteger a família e a criança", disse Escada, cujo grupo tem 1.200 membros e uma rede de cerca de 100 mil simpatizantes.
A AFP relata que o comício foi marcado pelo aparecimento de membros do grupo Femen, da Ucrânia, de topless, que se opuseram à manifestação, vestindo véus freiras e cantando, "nós cremos nos gays”.
Um repórter da AFP disse que quando as feministas seminuas foram em direção a manifestantes, "alguns (dos manifestantes) correram atrás deles." As mulheres do Femen foram detidas pela polícia, supostamente para sua própria proteção, disse o repórter.
Os manifestantes do último fim de semana foram incentivados pelas palavras do Papa Bento XVI, que exortou os bispos franceses que foram visitá-lo no Vaticano a se opor à legislação proposta, dizendo: "A voz da Igreja deve fazer-se ouvir incansavelmente e com determinação."
Fonte: VINACC

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