4 de abril de 2012

O VIRTUAL E O REAL


  
       Há alguns dias não pude me dedicar tanto ao blog. É que o mundo real tem me absorvido muito. Há pessoas ao meu redor que têm exigido minha atenção, palavra e tempo. 
Sempre pensei que a tecnologia é um meio, não fim. Deve ser utilizada para abençoar, aproximar e instruir. Caso contrário, se tornará um estorvo ao nosso crescimento espiritual. O fato de milhões estarem conectados na rede mundial de computadores não significa que estão ligados fraternalmente. Amigos virtuais podem ser apenas isso: virtuais. Outro dia, vi uma reportagem em que pessoas de uma mesma família, vivendo na mesma casa, se comunicam basicamente através da internet. A tecnologia aqui não está unindo, mas segregando. 
Muitos cristãos têm usado com competência a internet para divulgar mensagens edificantes. Mas, não podemos esquecer dos que estão ao nosso redor, ou seja, do próximo. O ambiente virtual deve abençoar pessoas reais, e não me afastar delas. Abraços e beijos virtuais, e-mails e postagens não substituem o abraço caloroso, a imposição de mãos, a oração em conjunto e a palavra falada frente a frente.
Jesus se fez presente de uma maneira inconfundível entre as pessoas: tocou leprosos, colocou crianças em seu colo, deixou que seus pés fossem beijados. Além disso, ele entrou nas casas, comeu com as pessoas e navegou em seus apertados barcos. Chorou e se alegrou, esteve presente com quem  amava.
O mundo virtual deve ser agregador, e não um veículo separador. Neste dia, tive que conversar pessoalmente com minha mãe, esposa e amigo;  brincar com meus filhos e visitar um irmão em Cristo, que está enfermo. Só agora pude escrever este texto, que talvez ajude alguém que ultimamente tem tocado mais teclas que mãos, tem olhado mais para telas de LCD que nos olhos de alguém e tem lido mais mensagens virtuais  que as Escrituras.  

George Gonsalves

Um comentário:

Roberto Pereira disse...

Excelente reflexão!

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