29 de novembro de 2011

BIOGRAFIA DE MARTIN LUTHER KING EM QUADRINHOS

Luta de Martin Luther King pelo fim da segregação racial nos Estados Unidos ganha adaptação em quadrinhos
       Transcrevo texto da repórter Ana Cecília Soares publicada no Diário do Nordeste em 29/11/2011. Após, faço um pequeno comentário.  

"Recém-lançado no país pela editora WMF Martins Fontes, "Vejo a terra prometida" traz uma reconstituição da história de Martin Luther King (1929-1968) e de sua luta contra a segregação dos negros nos Estados Unidos, durante a década de 1960.

Unindo as tradições indianas de contar histórias por meio de imagens, a obra aproxima a arte bengalesa de pintura de pergaminhos da narrativa dos quadrinhos. Uma fusão de linguagens que se serve como material didático interessante sobre alguns dos capítulos mais cruéis da história do mundo moderno.

Os responsáveis pelo livro são Arthur Flowers, artista performático com histórico de envolvimento com movimentos negros nos EUA; Manu Chitrakar, artista bengalês, mestre na tradicional arte patuá; e Guglielmo Rossi, designer italiano radicado em Londres.

A obra é composta por frases e diálogos soltos ou reunidos em boxes que dão uma estrutura ágil ao texto, em um processo que envolve o leitor o tempo todo. Além disso, a narrativa busca enfatizar um clima repleto de olhares, que o medo e as indecisões da época exigiram.

O livro também foca os momentos de derrota e de indecisão vividos por Luther King. Sobretudo, o clima de revolta e violência, a partir da presença de personagens negros, indianos e da Ku Klux Klaners. Esta última consistia em uma organização racista norte-americana que defendia a "supremacia ariana" e o cristianismo ultraconservador (padrão conhecido também como WASP) em detrimento de outras religiões.

O ativista e a luta
O pastor Martin Luther King Jr. tornou-se um dos principais símbolos progressistas dos anos 60. Foi uma figura-chave na luta contra a discriminação aos negros, a partir dos EUA. Em 1954, ele liderou um forte boicote contra a segregação racial, movimento que durou quase um ano.

Em 1963, Luther King conseguiu mobilizar mais de 200 mil pessoas para uma marcha civil pelo fim da segregação, em Washington. Nesta ocasião proferiu seu discurso mais conhecido, "Eu Tenho um Sonho". Dessas manifestações, nasceram as bases para uma nova Lei dos Direitos Civis, de 1964, e a lei dos Direitos de Voto, de 1965.

Em 1964, Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz. No início de 1967, Luther King uniu-se aos movimentos civis contra a Guerra do Vietnã. Em abril de 1968, foi assassinado a tiros por um opositor, num hotel na cidade de Memphis, onde apoiava uma greve de coletores de lixo."

         O pastor batista Martin Luther King não recebe pelas editoras evangélicas brasileiras a atenção que merece. Não há uma única biografia publicada por este segmento. Eu li algo sobre ele em um capítulo de Alma Sobrevivente, livro de Philip Yancey (Mundo Cristão, 2004).


      Há ainda uma obra que não li: Da violência à integridade publicada pela Editora Sinodal, de Ken Butigan e Patrícia Bruno, que aborda a questão da não-violência na vida de Jesus, Gandhi, Luther King e outros.


       Outro livro que trata sobre Luther King, mas de forma mais genérica, é o excelente Católico, protestante, cidadão - uma comparação entre Brasil e Estados Unidos (2003). Contudo, a obra da socióloga Angela Randolpho Paiva, prêmio IUPERJ, tese de doutorado em 2000, foi publicado pelas editoras UFMG e IUPERJ.    

        É só um palpite. Mas, talvez um dos motivos para esta ausência de publicações sobre o ativista norte-americano seja uma certa apatia da igreja brasileira ante às causas sociais. Luther King era um pastor. Pregou contra a discriminação racial sem uso de violência, baseado no evangelho. Mas, ele é visto mais como um ativista pelos direitos civis do que como um servo de Deus proclamando a justiça do evangelho. 

        Para mim, ele foi, a seu modo, um autêntico arauto de Deus, desafiando os poderes de seu tempo para fazer triunfar a mensagem igualitária cristã.     


George Gonsalves

QUADRINHOS
Vejo a terra prometida
Arthur Flowers, Manu Chitrakar e Guglielmo Rossi
2011; 144 páginas
Tradução: Marcelo Brandão Cipolla

26 de novembro de 2011

CELEBRAÇÃO PELOS QUATRO SÉCULOS DA BÍBLIA KING JAMES


A Rainha da Inglaterra na celebração dos 4 séculos da Bíblia King James

 A Rainha da Inglaterra na celebração dos 4 séculos da Bíblia King James
Recorrido solemne con las copias más antiguas conservadas de la Biblia King James


Uma jóia da cultura e da fé, em Inglaterra e no mundo. Até o influente ateu Richard Dawkins participou em sua lembrança.

25 DE NOVEMBRO DE 2011, LONDRES

A Rainha Isabel da Inglaterra  foi a convidada de honra em um culto religioso realizado no Mosteiro de Westminster, e que se celebrou na quarta-feira passada, 16 de novembro, para comemorar os 400 anos da Bíblia King James.

O duque de Edimburgo e o Príncipe de Gales  também estiveram presentes neste ato comemorativo dos 400 anos depois de finalizada a tradução da Bíblia ordenada no ano de 1604 pelo rei Jaime I .

O ato supunha a culminação de um ano completo que serviu para comemorar o 400º aniversário da tradução, que se produziu durante mais de sete anos (entre 1604 e 1611) por toda uma equipe de bispos, eruditos e teólogos que deu este texto da Bíblia em inglês que foi lído nas igrejas anglicanas de todo o mundo, apenas modificado, nos quatro séculos seguintes.

Escolher o Mosteiro de Westminster para este evento é uma decisão idônea, já que foi nela onde os compiladores se reuniram (concretamente na Câmara de Jerusalém) para colocar à prova sua tradução mediante a leitura pública em voz alta antes de ser enviada para sua impressão.

 O ATO DE COMEMORAÇÃO

Foi realizada uma celebração solene com as cópias mais antigas conservadas da Bíblia King James. E logo, como antes de sua primeira impressão, a King James foi lída em voz alta na câmara de Jerusalém do Mosteiro de Westminster.

Rowan Williams, arcebispo de Canterbury, indicou que a versão King James é um "texto extraordinário" de "importância imensurável" que não se havia feito menos relevante pelas traduções posteriores.

Williams advertiu em seu sermão que,  por excelente que seja, toda tradução é imperfeita, e assim assumiram os próprios tradutores da King James. John Hall, deão do mosteiro, expressou aos dois mil assistentes com força que "reconhecemos com gratidão a imperdurável influência da obra em nossa língua, nossa cultura nacional, e na fé, a língua e a cultura alí onde o idioma inglês chegou em todo o mundo. Mas sobre tudo, pedimos a Deus que nós e todas as pessoas que a leiam possam seguir sendo elevados e transformados pela grande história que a Bíblia contém. "

  A BÍBLIA KING JAMES
 
A história da tradução King James da Bíblia começa com a ascensão de Tiago ao trono Inglês em 1603, quando o país estava "no centro de uma revolução teológica."

Durante uma conferência com os puritanos ingleses na Corte do Palácio de Hampton foi proposta uma nova Bíblia, ainda que a consideração de uma nova tradução nem sequer estava na agenda. A reunião foi convocada originalmente pelo rei James em resposta a uma série de petições para a reforma dentro da igreja pelos puritanos, que diferíam com os anglicanos.

O Rei James não estava satisfeito com qualquer das traduções existentes no idioma inglês. Em particular, odiava "com paixão" a Bíblia de Genebra, como Rhys-Davies narra na película. Nesse contexto, o puritano John Rainolds propôs uma nova tradução e o monarca a comissionou.
A tradução, na que trabalharam 54 investigadores, tinha como objetivo unificar os diversos grupos dentro do cristianismo que existiam em Inglaterra, e colocar fim a dois séculos de luta para produzir uma Bíblia em inglês. A tarefa tomou sete anos e a nova tradução foi publicada por primeira vez em 5 de maio de 1611.

Muitas de suas frases -os poderes factuais, os pés de barro, pegar tempestades, a escritura na parede, a menina dos seus olhos- entraram na linguagem e suas cadências tem influenciado em quase todos os escritores importantes em inglês desde então.

 UM ANO DE COMEMORAÇÕES
 Em honra ao 400º aniversário, muitas igrejas e organizações realizaram todo tipo de projetos. A princípios deste ano, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, enviou uma mensagem ao público, onde fez um chamado aos crentes a "celebrar a contribuição realizada por esse livro faz 400 anos".

A nível de  editoriais , uma versão atualizada da NVI foi publicada este ano. Thomas Nelson Publishers lançou um lugar web que oferece uma ampla gama de conteúdo, incluindo vídeos, versículos diários das Escrituras, podcasts e muito mais.

Por sua parte, o Príncipe Carlos de Gales ofereceu sua contribuição como patrono de Confiança da Bíblia King James e leu para o projeto de YouTube Bible o capítulo 14 do Evangelho de João. Curiosamente, o influente ateu Richard Dawkins também contribuiu para este projeto. "Não se pode apreciar a literatura Inglesa a menos que estejas imerso em alguma medida na Biblia King James", disse Dawkins. "Estamos em uma cultura cristã, viemos de uma cultura cristã e não conhcer a Bíblia King James, é de alguma maneira ser um bárbaro".

Muitos outros projetos foram realizados num esforço para chamar a atenção sobre o texto bíblico, entre os que  destaca o filme KJB: O livro que mudou o mundo . Está protagonizado pelo premiado ator  John Rhys-Davies  (O Senhor dos Anéis, Indiana Jones e A última cruzada), que leva aos espectadores através da história.

"A linguagem e a influência deste texto se deixaram sentir em todo o mundo durante os últimos 400 anos, e também afirma ser a Palavra viva de Deus", disse Rhys-Davies, que acrescenta: "Estes textos definem o caminho da salvação, e te levam até as portas da vida eterna".
Fonte: © Protestante Digital 2011

25 de novembro de 2011

DAVID BRAINERD: CONSUMIDO PARA DEUS

David Brainerd prega aos índios
     Os cristãos que tentavam ocupar as terras norte-americanas no século XVIII não gostavam, em sua grande maioria, dos nativos. Os índios não eram vistos como pessoas a serem conquistadas para o reino de Deus, mas inimigos da fé que deveriam ser eliminados. Para se ter uma ideia do sentimento na época, um honrado cristão escreveu o texto que deveria estar na sua lápide:
 Consagrado à Memória
  de
      Lynn S. Love   
    que, durante sua vida, matou 98 índios que foram entregues em sua mãos para o Senhor.
Esperava completar 100 antes do final do ano, mas adormeceu nos barços de Jesus em sua casa, no Estado de N.Y. 
      Felizmente, havia um grupo de crentes que queriam evangelizar os índios. Um destes cristãos era David Brainerd, nascido no Estado de Connecticut, em 20 de abril 1718. Ele possuía intensos desejos espirituais. Ele relata uma experiência que teve quando possuía 22 anos de idade: "Certo dia, penso que foi em junho de 1740, caminhei até uma considerável distância da universidade, ficando sozinho nos campos e, em oração, encontrei tão indizível doçura e deleite em Deus que pensei que se tivesse de continuar neste mundo maligno, eu gostaria de estar sempre ali, para contemplar a glória de Deus {...} Parecia ser uma pequena semelhança do céu."
     Em junho de 1745, com 27 anos de idade, ele fez sua primeira viagem missionária aos índios em Crossweeksung, New Jersey. Nada seria como antes. Dentro de um ano havia cerca de cento e trinta pessoas na assembleia. Muitos índios foram tocados pela mensagem do evangelho e houve grande manifestação do poder de Deus. Alguns se convertiam em meio a lágrimas, soluços e gemidos. Ele registrou em seu diário em 7 de agosto de 1745: "Preguei aos índios, usando o texto de Isaías 53:3-10. A Palavra exerceu um tremendo efeito entre eles, mas nada comparável ao que sucedera no dia anterior, quando todos os presentes tinham sido afetados. Todavia, muitos ficaram comovidos, e outros sentiram grande aflição por causa de suas almas. Alguns não podiam ao menos ficar de pé, mas prostaram-se de bruços sobre o solo, como se os seus corações tivessem sido traspassados, rogando incessantemente por misericódia".   
      Gravemente enfermo por tuberculose, Brainerd se deixou consumir de forma apaixonada na obra que Deus lhe confiara. Não retrocedeu. Não murmurou. Apenas seguiu em frente... até quando pôde. Seu último registro no seu diário, em 2 de outubro de 1747, é comovente e nos dá uma percepção de quem ele era e o que sentia: "Hoje, por várias vezes, minha alma se sentiu docemente ligada a Deus, e anelei estar com Ele, a fim de poder contemplar a sua glória. Sentia-me docemente disposto a entregar tudo a Ele, incluindo os meus mais queridos amigos, o meu amado rebanho, o meu irmão ausente e todos os meus interesse, agora e para a eternidade. Quisera que o seu reino viesse a este mundo, para que todos pudessem amá-Lo e glorificá-Lo por aquilo que Ele é em Si mesmo, e para que o bendito Redentor pudesse 'ver o trabalho de sua alma, e ficasse satisfeito'. Oh, Senhor Jesus, vem prontamente! Amém."
    Seu diário, publicado postumamente, exerceu influência sobre homens como Jonathan Edwards, John Wesley, Jim Elliot e John Piper. Sua vida de consagração e renúncia desconcerta a nós que vivemos em um mundo cercado de entretenimento e futilidades. Ele nos dá a convicção de que quanto mais o homem é tomado por desejos celestiais, mais ele faz pelo mundo.
        George Gonsalves
Fonte:
A vida de David Brainerd: Jonathan Edwards - Ed. Fiel, 1993.
O sorriso escondido de Deus: John Piper - Shedd Publicações, 2005.

22 de novembro de 2011

A FARSA DO ORGULHO

        Acredito que de todos os pecados que cometemos o pecado do orgulho é o pior. Ele nos impede de mudarmos, uma vez que não ouvimos repreensões. A coisa fica mais grave porque normalmente o orgulhoso não se reconhece como tal. Muitas vezes o orgulhoso acredita que é ungido, iluminado, verdadeiro, o mais santo, aquele a quem os outros devem imitar.
      Brennan Manning escreveu um livro (O impostor que vive em mim - Editora Mundo Cristão) que chamou minha atenção porque trata do pecado da vaidade e da tentação que sofremos em querer aparentar ser quem não somos. Segundo ele, temos um "impostor" dentro de nós nos tentando a agir dissimuladamente. A razão que nos leva a tal farsa é de querer nos tornar agradáveis aos outros e aparentarmos ser mais espirituais do que realmente somos. É tentador parecer um leão selvagem quando, na verdade, não passamos de um gato desorientado pelo pecado que nos cega. Lembro-me do fariseu que orava de si para si mesmo : "Ó Deus graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho". Já o publicano: "estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito dizendo: Ó Deus, sê propicio a mim, pecador!" (Lc. 18: 11-14). Jesus nos ensina que este saiu justificado e não aquele; porque todo o que se exaltar será humilhado mas o que se humilha será exaltado.
      Porque é tão dificil perceber que a "lógica" do reino é ilógica para esse mundo? O maior é o que serve (João 13: 12-15). Lembremo-nos de uma discussão que os discípulos tiveram sobre quem era o maior no reino dos céus e como Jesus fechou a questão: Ele colocou uma criança no meio deles e disse que aquele que não se converter como crianças, de modo algum entrará no reino dos céus (Mt. 18: 1-5). Que sejamos para a glória de Deus!
       João Batista disse: "importa que Ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). Quando Cornélio se encontrou com Pedro e se prostrou diante dele, este o repreendeu dizendo: "levanta que eu também sou homem" (At. 10:26). Portanto, não queiramos aquilo que só a Deus pertence. A glória, o poder, o louvor, a  adoração, os aplausos tudo é d'Ele e para Ele. Amém!
Roberto Pereira

20 de novembro de 2011

CADA DIA TEM MIL ATEUS A MENOS E 94.000 CRISTÃOS A MAIS NO PLANETA

         No presente milênio, os "não crentes" perderam 2,7 milhões de adeptos, e os ateus 1,37 milhões. O ramo cristão que mais cresce é o protestantismo, que soma 60.000 fiéis diários. Segue o catolicismo, que cresce ao ritmo de 34.000 pessoas ao dia; o islã ganha 79.000 fiéis diários e o hinduísmo 37.000.

         O número de ateus e não religiosos diminui dia após dia, segundo o estudo anual " Status of Global Missions ". No século XXI (de 2000 a 2011) a categoria "não religiosos" perdeu 700 adeptos ao dia; enquanto que a categoria "ateus" perdeu 300 adeptos diários.

          Se compararmos com 1970 (em plena revolução sexual no Ocidente e ateísmo comunista na Europa), vemos que em 41 anos o ateísmo perdeu 28 milhões de adeptos. Por outro lado, os não religiosos têm crescido em mais de cem milhões; isto se deve ao fato de que na queda dos regimes comunistas, muitos que se declaravam ateus passaram a declarar-se não religiosos. De igual forma, na China, Vietnã e outros países ainda comunistas, muitos preferem hoje declarar-se não religiosos do que ateus.

           Em qualquer caso, em pleno século XXI, ateus e não crentes vão baixando.

CRESCEM TODAS AS RELIGIÕES

          Pelo contrário, as religiões crescem no século XXI. Todas elas. Inclusive o judaísmo, que estava em queda (15,1 milhões em 1970; menos de 14 em 2000) conta agora com 14,9 milhões de adeptos. O resto de crentes de outras religiões se distribui da seguinte forma:
- O cristianismo, que soma em todas suas variações 2.300 milhõess de pessoas, cresce ao rítmo de 94.000 pessoas ao dia (protestantes, católicos e ortodoxos).
- O islã, com quase 1.580 milhões de aderentes, cresce ao rítmo de 79.000 fiéis diários.
- O hinduísmo conta com 952 milhões de aderentes, e cresce em 37.000 cada dia.
- O budismo conta com 468 milhões de fiéis, e ganha 13.800 ao dia.
- O taoísmo e confucionismo chineses somam 457 milhões, e ganham 9.300 ao dia.
- E as religiões étnicas, com 269 milhões de seguidores, crescem ao rítmo de 9.000 ao dia.

         No total, no mundo tem 2.000 milhões de pessoas que nunca lhes explicaram a mensagem do evangelho. Outros 2.680 milhões escutaram alguma vez ou conhecem em certa medida, mas não são cristãos.

O CRESCIMENTO CRISTÃO É PENTECOSTAL

A Igreja Católica soma 1.160 milhões de fiéis, segundo este estudo, e ganha 34.000 ao dia.
As igrejas protestantes somam 1.125 milhões de fiéis no mundo (incluindo aos anglicanos).
- Os carismáticos ou pentecostais somam 612 milhões, e ganham 37.000 cada dia.
- Os protestantes "clássicos" somam 426 milhões, e crescem ao rítmo de 20.000 ao dia.
- Os anglicanos, centrados sobre toda a África e Ásia, somam 87 milhões, com 3.000 a mais, cada dia.
Finalmente, as igrejas ortodoxas somam 271 milhões de batizados, e ganham só 5.000 ao dia.

          Os que o estudo chama de "cristãos da margem" (Testemunhas de Jeová, Mórmons, os que duvidam da Trindade ou da divindade de Jesus, etc...) somam 35 milhões, e crescem ao rítmo de 2.000 ao dia.

OUTROS DADOS

         Entretanto, a forma mais simples de crescer é a natalidade: ter muitos filhos e aderir à própria tradição religiosa. Outra forma é a conversão: é muito menos frequente, porém se dá em milhões de pessoas a cada ano. A conversão mais comum é a de um cônjuge à religião do outro.

         Em 2011, os cristãos de todas as denominações teriam feito circular 71 milhões de bíblias a mais pelo mundo (já tem 1.740 milhões de bíblias dando voltas pelo planeta, algumas de forma clandestina).
 
Fonte: Protestante Digital

13 de novembro de 2011

BRASILEIRA DE 84 ANOS FALA DE JESUS EM TIMES SQUARE POR MAIS DE 40 ANOS


         Irma Moraes, uma brasileira de 84 anos de idade,  encontrou uma maneira de cumprir com o mandado de ir por todo o mundo e pregar o evangelho.

        Ela fixou de tal forma em seu coração o mandado de anunciar o evangelho, que tem pregado nas ruas de Manhattan durante décadas.

        Precisamente ali, em Times Square, famosa por suas brilhantes luzes de neón e os espetáculos da Broadway, os transeuntes se encontram com Irma Moraes, que tem dedicado sua vida às pessoas que caminham às cegas, sem conhecer a Jesus.
          Por mais de 40 anos, esta anciã tem entregado folhetos na Gran Manzana e conversado com as pessoas acerca de Jesus.


EM OBEDIÊNCIA

        Quando perguntam a ela: "Por que decidiu fazer isto?", ela responde com doçura: "Deus me disse o que fazer".

        Nascida no Brasil, Irma está em Nova Iorque desde 1964, e segue melhorando cada dia seu inglês. O idioma nunca foi um impedimento para regressar noite após noite ao coração de Nova Iorque para orar e dar testemunho de Cristo.

        Times Square pode parecer um lugar pouco provável para evangelizar a tanta gente que deseja divertir-se, desfrutando da vista, sons e espectáculos. Mas Moraes pensa que é o lugar perfeito para falar às pessoas sobre Jesus.

        Tanto jovens como adultos se sentem atraídos por seus brilhantes olhos e seu espírito suave, e se detém a falar com ela. "O mais difícil é o frio. Faz-me sentir congelada, então tenho que ir para casa", admite.

Fonte: Protestante Digital

















11 de novembro de 2011

11 FRASES QUE ME MARCARAM


Hoje, 11.11.2011, cito 11 frases que me marcaram:


1 - "Quem não vive como pensa, acabará pensando como tem vivido".

2- "O amor divino é um amor insondável que nunca encontra descanso."

3- "O inferno é o único lugar além do céu onde podemos estar a salvo dos perigos do amor."

4- "Nós podemos morrer sem o conhecimento de muitas verdades e, ainda assim, sermos levados para o seio de Abraão. Mas, se morrermos sem amor, do que nos adiantará o conhecimento? Apenas o mesmo que adianta ao demônio e seus anjos! "

5-"Em Deus não existe fome a ser satisfeita, apenas fartura que deseja doar."

6-"Amo tanto a Cristo que se me provarem que Cristo está contra Verdade, fico com Cristo".

7- "Não tenho minha vida por preciosa, contanto que cumpra a carreira que me está proposta".

8 -"Cedi, e deixei Deus ser Deus".

9- "A minha consciência está cativa nas palavras de Deus".

10- "Fé é aquela que se atira em Deus para viver ou morrer".

11- "Todo homem é tão santo e tão cheio do Espírito como o deseja".
George Gonsalves

8 de novembro de 2011

A PALAVRA CERTA


          Há alguns domingos estávamos meditando na Escola Dominical sobre um assunto aparentemente simples e corriqueiro na vida de muitos cristãos, mas de suma importância na vida de muitas pessoas: frases que citamos na nossa evangelização.
          Estas frases, apesar de verdadeiras, se não forem devidamente esclarecidas poderão surtir um efeito contrário na vida dos nossos ouvintes.
          Foram ditas algumas, mas citarei pelo menos duas delas que eu considero mais comum, ou seja, mais usadas no nosso vocabulário cristão.
          "Jesus te ama":

          No final da década de 50, Deus levantou um pregador chamado David Wikerson para ministrar aos drogados em Nova York. E foi exatamente com esta frase, direcionada pelo Espírito Santo, que vidas foram completamente rendidas e libertas aos pés do Salvador.
          Veja o relato do líder de uma das mais terríveis gangues, a quem David Wilkerson se dirigiu:
          "Davi atravessou a sala como se a sala lhe pertencesse. Tinha um sorriso a iluminar-lhe a face. Estendeu a mão outra vez, dizendo: “Nicky, eu apenas queria apertar sua mão e...” Antes que pudesse terminar, dei-lhe um tapa na cara - com toda força. Ele tentou forçar um sorriso, mas era evidente que eu o impressionara. A seguir, porém, conseguiu controlar-se e outra vez o medo brotou dentro de mim, a ponto de sentir o estomago embrulhar. Fiz a única coisa que sabia fazer, para me vingar: cuspi nele."
          “Nicky, cuspiram em Jesus também, e ele orou: “Pai, perdoa-lhe, porque não sabem o que fazem”.
          “Saia daqui! Vá para o inferno!” Gritei, furioso, e empurrei-o para a porta.
          “Nicky, antes de sair, quero dizer só uma coisa: Jesus ama você! (Foge, Nicky, Foge; Nicky Cruz e Jamie Buckingham; Ed. Betânia, p. 129).
          Esta última frase, segundo o próprio Nicky, o incomodou de tal maneira, que não conseguia mais sair de sua mente e obviamente de seu coração. Foi esta poderosa arma que “desarmou” aquele homem cruel, fazendo-o render-se ao mais sublime e doce amor que um dia ele pôde conhecer.
          Hoje ouve-se muito: "Jesus te ama", e é verdade que o Senhor ama incondicionalmente o pecador, mas vale lembrar aos tais que Jesus ama "apesar de". Ele ama sim, o homem pecador, mas abomina completamente o seu pecado. Este é um dos grandes problemas que enfrentamos por uma má interpretação. Muitos acreditam que Deus os ama do jeito que são e que nada fará para mudá-los. Que o seu pecado em nada incomoda a Deus, tudo em nome do “amor”.
          "Deus tem um plano em sua vida!"

          Talvez, eu nunca tenha pensado com tanta seriedade neste tema como nos últimos dias. Provavelmente porque nunca tenha visto tantas pessoas indo a Deus com seus planos “em mãos”, como se quisessem apenas que o Senhor os abençoassem.
          Vemos essa frase inserida na evangelização, nas músicas, nas mensagens pessoais, e dificilmente os que a escutam imaginam que Deus já tenha o seu plano, cabendo-nos tão somente permitir que Ele nos insira na concretização do Seu propósito.
          É muito provável que a maioria esmagadora destes planos sejam projetos pessoais: um casamento, o ingresso na faculdade, aquela tão sonhada viagem, uma vida mais próspera, enfim...
          Podemos, sim, ter sonhos e até planejar coisas, desde que não caiamos no gravíssimo erro de acreditarmos que estes sonhos sejam exatamente os planos de Deus para as nossas vidas. Pode ser que os planos d'Ele sejam exatamente contrários aos nossos.
          Tenhamos cuidado para que essa frase não se torne um problema para os nossos ouvintes. Sejamos claros na nossa mensagem para que os homens não se cheguem a Deus querendo tão somente a validação de seus planos.
          Finalmente, concluímos que devemos ser claros e cuidadosos ao nos dirigir àqueles que ainda não conhecem a Deus. Não devemos esquecer que, ao mesmo tempo em que pesa sobre nós a responsabilidade de sermos bons despenseiros, devemos também pedir graça a Deus para que não sejamos apenas claros, mas também dirigidos.
          Ouvir a palavra de maneira clara não é o bastante. É necessário e urgente que tenhamos à semelhança do pregador, a direção do Santo Espírito para falarmos não o que o nosso ouvinte deseja ouvir, mas o que realmente necessita.

          Abençoa-nos, Senhor nesta missão! 
Silvana Sales










6 de novembro de 2011

COMO SABER A VONTADE DE DEUS?

CONHECENDO A VONTADE DE DEUS PARA AS DECISÕES DA VIDA
AUTORES: BRUCE K. WALTKE - JERRY MacGREGOR
EDITORA: CULTURA CRISTÃ, 2001, 160p.





        O livro aborda um dos temas mais relevantes para qualquer cristão genuíno: conhecer a vontade de Deus para a sua vida. Os autores sugerem que o Senhor, através da Bíblia, oferece um método próprio para orientar o crente diante de decisões específicas que tem de tomar ao longo da vida, método este que está baseado em um relacionamento íntimo do fiel com o próprio Cristo.

       Métodos utilizados atualmente por cristãos - tais como o uso de ‘caixinhas de promessas’ e abrir a Bíblia aleatoriamente e apontar um texto - são tidos pelos autores  como formas fúteis e desnecessárias de adivinhação cristã, obviamente reprováveis por Deus. Segundo os mesmos, o Todo Poderoso dirige seu povo utilizando-se principalmente de sua palavra, do Espírito Santo, dos conselhos sábios de cristãos maduros e de sua providência.

       Através de uma abordagem lúcida e ponderada, os autores fundamentam-se em textos do Velho e do Novo Testamento para tecer uma série de considerações sobre atitudes certas e erradas quando se trata de conhecer a vontade divina, para em seguida apresentar o que reputam como sendo o método de direção de Deus.

Carlos Alberto Figueiredo Júnior

ENSAIOS SOBRE A HISTÓRIA DA IGREJA

ENSAIOS SOBRE A HISTÓRIA DA IGREJA
AUTOR: JUSTO GONZÁLEZ
EDITORA HAGNOS, 2010, 142p.


    O cubano Justo González é um dos historiadores da igreja mais lidos no Brasil, especialmente por sua obra História Ilustrada do Cristianismo, publicada pela Editora Vida Nova em dez volumes.
       Na obra que passo comentar ele reúne cinco ensaios: 1- O lugar da história no currículo tecológico; 2- Como estudar e aplicar a história da igreja; 3- A tarefa pastoral na história da igreja; 4- Os últimos dias na história da igreja e 5- À luz da história, para onde vai a igreja?. Todos são fruto de conferências proferidas no Chile, Paraguai e Argentina, em 2001.
     Com olhar perspicaz, González procura abrir os nossos olhos para a conexão entre a interpretação teológica que temos com a que fazemos da história da igreja: "a nossa interpretação do passado reflete sempre nossa circunstância presente" (p. 29). Deste modo, somos inclinados a perceber a história como uma ferramenta legitimadora de nossas posições. Para mim, o mais importante ensaio está no segundo capítulo: "Como estudar e aplicar a história da igreja". Neste, ele nos dá ferramentas teóricas importantes sobre o  estudo da historiografia eclesiástica.          
       Livro teórico muito bom para àqueles que desejam se enveredar pelo fascinante estudo da história da igreja cristã. Ele deveria ser lido antes dos livros de história propriamente ditos. Talvez, estes fossem lidos de forma mais proveitosa.
    George Gonsalves
      
   
   

4 de novembro de 2011

VIVEMOS EM UM MUNDO ESTRANHO


Tenho dificuldades em explicar aos meus filhos o que ocorre no mundo

Valores foram invertidos, virtudes são ignoradas
O corrupto virou esperto, o covarde: "sabido"
Por outro lado, os honestos e fiéis são chamados de tolos
A fé virou negócio e a tolerância a única virtude de quem não crê mais em nada
Amores são eternos, apenas enquanto duram e se amizades sinceras fossem objetos seriam encontradas em museus.

No filme da vida não há mais mocinhos nem bandidos, todos são vítimas.
O cidadão é vítima do criminoso, que é vítima da sociedade, que é vítima de não sei quem mais.
Crianças recém-nascidas jogadas no lixo "é monstruoso". Crianças arrancadas do ventre e jogadas no mesmo cesto "é direito da mulher".
"A educação é o caminho", dizem. Mas, são os "educados" que sugam as forças do povo, sonegam o Estado e, bêbados, matam indefesos.


O nobel da paz faz guerra e os hérois da juventude estão drogados.
Chego à conclusão de que a globalização espalhou não só informação
Mas também estupidez pelo mundo.
Todavia, não desanimemos com o crescente mal.

Luther King dizia que não se angustiava com a injustiça dos maus, mas com a omissão dos bons.
De minha parte, não acredito na bondade humana, pois Jesus falou: "só há um bom, que é Deus".
Mas creio que o homem pode receber a bondade divina pela fé.
Assim, cabe a nós recebermos do alto raios de graça, respingos de amor
Para resistirmos a tudo que nos torna menos semelhantes a quem nos criou
Quem sabe assim este mundo se tornará menos estranho.

George Gonsalves

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