31 de outubro de 2011

AS 95 TESES DE LUTERO

       Em 31 de outubro de 1517, portanto há 494 anos, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg, na Alemanha,  95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante:

       Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos…., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.

4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8ª Tese Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema

10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12ª Tese Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.

20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.

21ª Tese Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22ª Tese Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24ª Tese Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.

30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.

35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.

39ª Tese É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.

41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44ª Tese Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.

46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada

48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.

52º Tese Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.

57ª Tese Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59ª Tese São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-

70ª Tese Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

78 ª Tese Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.

77ª Tese Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.

78ª Tese Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.

79ª Tese Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82 ª Tese Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima’ caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?

83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto’ ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84ª Tese Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?

85ª Tese Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?

86ª Tese Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

87ª Tese Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?

88ª Tese Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?

90ª Tese Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.

93ª Tese Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.

94ª Tese Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95ª Tese E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

28 de outubro de 2011

LANÇAMENTOS: BONHOEFFER E BRENNAN MANNING

          Um dos gêneros literários que mais vendem no Brasil é a biografia. Nos últimos anos tivemos vários bons lançamentos no mercado evangélico com biografias de Moody, Spurgeon, Whitefield, dentre outros. Agora a Editora Mundo Cristão lança duas obras sobre importantes figuras do cristianismo.

         A primeira acaba de sair: Bonhoeffer: pastor, mártir, profeta, espiãoO livro alcançou grande sucesso nos Estados Unidos. Dezoito meses após a publicação, figurou na lista de bestsellers do New York Times e foi elogiado pelo The Wall Street Journal. Greg Thornbury, da Union University classificou-o como "monumental". Trata-se de uma das maiores biografias do mercado evangélico, com 640 páginas.

          Sinopse:

         As tropas nazistas avançavam pela Europa, ameaçando estender seus domínios sobre todas as nações. Numa época em que se calar era a melhor forma de se expressar e se omitir era a mais acertada ação, um pastor, com reconhecido talento e prodigiosa capacidade intelectual, viveu seu chamado como forma de servir a seu país.

          Em 1939, vivendo nos EUA, a salvo do regime nazista, sua paixão por seu povo o levou de volta à Alemanha. Sua capacidade política e carisma o tornaram uma ameaça a Hitler e lhe custaram o exílio em Berlim. Proibido de falar, escrever e publicar, Dietrich Bonhoeffer decide vestir a máscara de pastor patriota submisso ao Reich e passa a ser um agente duplo. Trabalhando na Abwehr, agência de inteligência do regime nazista e sabotando ordens e ações de guerra nazistas, ele salva milhares de vidas e impede os planos de Hitler, enquanto, junto a seus companheiros, trama a queda do Führer. Descoberto pela Gestapo, Bonhoeffer é preso e, num 9 de abril de 1945 - semanas antes da queda do Terceiro Reich - termina sua luta para salvar conterrâneos e judeus da cólera ariana, sendo enforcado por ordem direta de Adolf Hitler.

          Bonhoeffer - pastor, mártir, profeta, espião, biografia escrita por Eric Metaxas, traça o perfil profundo e cuidadosamente detalhado de um dos teólogos alemães mais importantes desde Lutero e uma das figuras principais da resistência contra o regime nazista.

          Inspirativo, desafiador e emocionante, Bonhoeffer é o relato instigante do que um homem pode fazer movido por amor ao próximo e contra a injustiça de um regime totalitário. Um livro para ser lido e discutido por todos que acreditam na liberdade e no dever de lutar para que essa liberdade alcance a todos.


          A outra obra é autobiográfica e tem lançamento previsto para novembro deste ano. Trata-se de Deus o ama do jeito que você é. Narra a trajetória de Brennan Manning, um dos autores cristãos mais traduzidos atualmente.

          Veja a sinopse:

         Quantos de nós teríamos a coragem de contar nossa história sem retoques, eufemismos e floreios. Quantos autores você conhece que falaram abertamente de seus vícios, de suas quedas, de seus medos e de como voltaram a falhar miseravelmente após terem sido resgatados pela abundante graça de Deus?

             Brennan Manning se retrata neste livro como "um preso que prometeu à comissão da condicional que se comportaria, mas não se comportou". E Manning faz uma promessa reconfortante aos seus leitores: "este livro foi escrito para aqueles que arrebentaram a coleira que os prendia e se entregaram apaixonadamente às coisas do amor".

            Este é um livro que trata de temas difíceis e delicados para todos os cristãos. Ao revelar suas dores, a doença que lhe tirou a visão e os inúmeros tropeços que deu em sua caminhada, Brennan Manning nos faz uma pergunta: Afinal, o que é a graça de Deus? Nas páginas deste livro, ele se propõe a dar sua palavra final sobre o assunto.

             Este é livro mais surpreendente de Brennan Manning. Para muitos de seus leitores, as revelações que o autor faz sobre si serão chocantes. Mas o autor de O impostor que vive em mim, O evangelho maltrapilho e vários outros livros que nos revelaram o amor furioso de Deus por nós não poupou a si mesmo para revelar uma verdade para muitos inalcançável: Deus o ama do jeito que você é.




















24 de outubro de 2011

ISSO É DISCIPULADO!

Isso é Discipulado! + União com AME Cristo + Wallpaper


Tradução: voltemosaoevangelho.com e AMEcristo.com
  
          Fiquei muito contente em ver este vídeo. Ele retrata com imagens aquilo que penso sobre a verdadeira missão da igreja. Acredito que Deus tem despertado a muitos para voltar a uma visão mais bíblica do reino de Deus. Nesta linha de pensamento comentamos o ótimo livro do pastor Howard Snyder, Vinho novo, odres novos:
           George Gonsalves

Abaixo um resumo sobre a AME Cristo.
Anunciando a Mensagem do Evangelho de Jesus Cristo: Formado por jovens do Distrito Federal que se dedicam a pregar o evangelho com suas vidas (que tivemos o prazer de conhecer pessoalmente), o AME Cristo, como eles próprios se definem, é um grupo de amigos cristãos, que pertencem a diferentes igrejas locais e buscam juntos aprofundarem o conhecimento de Deus e do Evangelho, e com isso, desejam levar este conhecimento para os perdidos. O site do grupo, criado para ser uma extensão do trabalho de evangelizar, focaliza-se em nutrir cristãos sobre o evangelho e o evangelismo. Para isso, vários textos e vídeos são postados a fim de abençoar a Igreja e nos mostrar o padrão bíblico de uma vida missional. É com alegria que estamos apoiando essa galera e, a partir de agora, trabalhando juntos para que voltemos ao evangelho também na prática da evangelização. Conheça o site deles (amecristo.com) e que possamos, juntos, pregar o evangelho a toda criatura com nossa vida.

22 de outubro de 2011

CELEBRIDADES EVANGÉLICAS: PRECISAMOS DELAS?

        Há alguns anos atrás pretendi fazer uma programação na igreja. Pensei em convidar um pastor que também era um conhecido cantor evangélico. Consegui falar com ele através do telefone. Ele, então, impôs suas condições para vir à minha igreja: passagem de ida e volta de avião (ele morava cerca de 900 km de distância da minha cidade), dois dias em um hotel da cidade e um adiantamento em dinheiro. Em troca ele nos daria uma certa quantidade de CDs (dele mesmo) para vendermos, se quiséssemos. Agradeci a resposta e desliguei o telefone. Nunca mais entrei em contato.

           Meses depois um irmão de outra igreja me falou com entusiasmo que uma famosa cantora havia se disposto a "louvar" em um congresso que organizavam. O custo? "Apenas", ele disse, R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Como a dita "estrela" não cantou mais do que dez músicas, cada uma foi cantada por cerca de R$ 500,00 (quinhentos reais), e isto em um culto ao Todo-poderoso.

          Ouvi falar que o costume se espalhou entre alguns dos "grandes" pregadores de nosso país. Para ministrar a uma congregação que não a sua eles cobrariam determinado valor, além de exigir determinadas regalias.  Acho tudo isso um absurdo. Para mim, quem exige mais do que a cobertura de custos de transporte e alimentação se comporta como um mercenário da fé. Exigência para ficar hospedado em hotéis, por exemplo, não se coaduna com um espírito de serviço e fraternidade.

          A sociedade moderna é uma fábrica de celebridades. Alguém coloca algum vídeo (mesmo que seja de gosto duvidoso) no youtube e pronto...Pode estar nascendo mais uma celebridade, mesmo que efêmera. São pessoas que não necessariamente trazem alguma contribuição significativa para o mundo. Como alguém definiu uma destas: "é celebridade porque é famosa, e é famosa porque é celebridade".

          Há um aspecto que quero destacar. A massificação de condutas tende a enfraquecer nosso julgamento sobre as coisas: "Se muitas pessoas fazem alguma coisa, será que ela é tão ruim assim? ". Vençamos este obstáculo, temos a Bíblia. Ao orientar os seus discípulos a anunciarem o reino de Deus, Jesus enfatizou: "de graça recebestes, de graça dai" (Mt. 10:8). E olha que o trabalho dos discípulos incluía cura de enfermos, expulsão de demônios e ressurreição de mortos!

          Vejamos, ainda, o exemplo de Paulo. Tratava-se de um apóstolo do Senhor. Alguém que tinha indiscutivelmente experiências maravilhosas e conhecimento das coisas de Deus. Ele relata sua postura aos presbíteros de Éfeso: "Vós bem sabeis como foi que me conduzi entre vós em todo o tempo, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, servindo ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações [...] De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes" (At. 20:18-19 e 33). O apóstolo recebia donativos, mas não os cobrava. Fico pensando que poderia ouvir as pregações do apóstolo Paulo ou Pedro, ou ainda, de Wesley e Whitefield, e também ouvir o grande músico Ira Sankey, companheiro de D.L. Moody, e isto tudo sem desembolsar nenhum tostão. Por que gastaria para ouvir os "ungidos" e "levitas" de hoje?

         No Antigo Testamento verificamos conduta semelhante do profeta Eliseu. Para que ficasse bem claro que o dom de Deus não tinha fim lucrativo, ele recusou um presente de Naamã, quando este ficou curado de uma lepra. O seu ganacioso servo, Geazi, agiu de forma contrária, e por isso ficou leproso (II-Reis 5).

         Ocorre, que a própria igreja  cria suas "celebridades". Quando alguém que fazia algum sucesso nos palcos das casas de show vem para a igreja, logo passa a ser a atração daquela comunidade. Em pouco tempo, funda o seu "ministério" e passa a fazer shows "gospel", arrebanhando uma multidão de fãs dentro dos arraiais evangélicos.

         Contudo, quero deixar bem claro que acredito ser uma benção podermos ouvir servos de Cristo que não fazem parte de nossa igreja local. Precisamos aprender com outros que possuem experiências diversas com Deus. Se pudermos trazer alguém de longe para nos abençoar, façamos. Devemos cobrir os seus custos e podemos, inclusive, lhe ofertar voluntariamente. No entanto, só quero ouvir alguém que se comporte como um servo e não como uma "celebridade". O mundo já está cheio delas.
George Gonsalves

21 de outubro de 2011

COMBATE AO NEO-ATEÍSMO

LIVRO: O DEBATE SOBRE DEUS - RAZÃO, FÉ E REVOLUÇÃO
AUTOR: TERRY EAGLETON
EDITORA: NOVA FRONTEIRA, 2011, 167p.


        Terry Eagleton, professor de literatura inglesa na Universidade de Lancaster, na Inglaterra, tem se tornado um dos mais importantes críticos do chamado neo-ateísmo, conjunto de ideias contra a religião difundidas especialmente por Richard Dawkins, Sam Harris, Christopher Hitchens e Daniel Dennett, apelidados de: os quatro cavaleiros do apocalipse.

        Este livro foi originado a partir de conferências da Fundação Dwight H. Terry sobre religião à luz da ciência e da filosofia. É dividido em quatro capítulos (A escória da terra; a revolução traída; fé e razão e cultura e barbárie).

      O autor concentra seus ataques a Dawkins e Hitchens. Para ele, estes são fundamentalistas às avessas, ignorantes quanto à religião - "a forma mais poderosa, difusa e persistente de cultura popular que a história humana já conheceu" (p. 55). São também ingênuos quanto às possibilidades da ciência. Em um trecho ele afirma: "A ciência, assim, lida com certos dogmas, como acontece com qualquer outra forma de conhecimento" (p. 121).

      Eagleton não combate o ateísmo pela via da apologética cristã, como o fazem Alister Mcgrath, John Lennox ou William Lane Craig. Como intelectual humanista, procura lutar no próprio campo de batalha do adversário, mostrando as contradições e incoerências do projeto neo-ateísta com um escrita marcada pela elegância de estilo e uma fina ironia. Ótima leitura.

George Gonsalves










18 de outubro de 2011

FANNY CROSBY: ELA FEZ O QUE PÔDE

       
     Como você se comportaria se ficasse cego com apenas seis semanas de idade por causa de um erro médico? e ainda na infância, perdesse o pai?  Pois bem, alguém que teve este trauma se transformou na maior compositora de hinos sacros da história e a primeira mulher a falar publicamente no senado norte-americano. Seu nome: Frances Jane Crosby, ou apenas Fanny Crosby.
     Nascida em 1820 no Estado de Nova Iorque, Fanny, que foi membro da Igreja Metodista Episcopal, compôs mais de oito mil hinos. Seu talento e íncrivel força espiritual impressionaram o notável evangelista D.L. Moody que pediu para que ela contasse o seu testemunho de fé em uma campanha evangelística. 
    Algumas de suas composições estão entre as mais belas do hinário cristão. Cito alguns trechos de dois deles:

    Hino 15 do Cantor Cristão:
    A Deus demos glória, com grande fervor,
    Seu Filho bendito por nós todos deu
    A graça concede ao mais vil pecador,
    abrindo-lhe a porta de entrada no céus
    Exultai, exultai, vinde todos louvar
    a Jesus, Salvador, a Jesus redentor
    a Deus demos gloria, porquanto do céu,
    Seu filho bendito, por nós todos deu! 


    Hino 275 do Cantor Cristão:
    Vivo feliz, pois sou de Jesus 
    E já desfruto o gozo da luz
    Sou por Jesus herdeiro de Deus
    Ele me leva prá glória dos céus



       Em 1858, Fanny casou-se com o professor de música e cantor de concerto Alexander Van Alstyne. Nessa época, ela havia deixado o ensino para acompanhá-lo tocando piano e harpa em apresentações públicas. Nesta época, a vida trouxe-lhe "a dor maior": a perda de um filho. A criança, seu único filho, morrera ainda pequena.
    Incansável, Fanny ensinou crianças e ajudou em trabalhos do Exército da Salvação e da Associação Cristã de Moços, além de pregar em diversos púlpitos. Poucos dias antes da sua morte, disse estas palavras: "Creio que a maior bênção que o Criador me proporcionou foi quando permitiu que a minha visão externa fosse fechada. Consagrou-me para a obra para a qual me fez. Nunca conheci o que é enxergar, e por isso não posso compreender a minha perda. Mas tive sonhos maravilhosos. Tenho visto os mais lindos olhos, os mais belos rostos e as paisagens mais singulares. A perda da minha visão não foi perda nenhuma para mim."    
    Fanny morreu em Bridgeport, Estado de Connecticut em 12 de fevereiro de 1915, aos 94 anos. A pedra da sua sepultura é simples, como pedira; tinha simplesmente as palavras: "Aunt Fanny – She Did What She Could" (Tia Fanny - Ela fez o que pôde). Estas palavras um dia foram proferidas por Jesus para uma outra mulher (Mc. 14:8). Não sabemos muito sobre ela. Mas ela fez algo que alegrou ao Senhor, quando quebrou o alabastro e derramou sobre Jesus um perfume que custou um ano de salário, aproximadamente.
    Não sei se Fanny fez o que pôde, mas ela fez muito. Quando estivermos tentados a desculpar nossa inatividade por causa de nossas limitações físicas e emocionais, ou por causa de nossos "grandes" problemas, lembremo-nos dela, a tia Fanny.

Fontes:
Keith. Edmond. D: Hinódia Cristã. Casa Publicadora Batista
Site: Wikipédia
Hinário: Cantor Cristão
Para saber mais: filme "A Deus demos glória".
                        George Gonsalves

10 de outubro de 2011

STEVE JOBS: GENIALIDADE, MEIOS E FINS


"Se você deseja uma descrição de nossa era, eis aqui uma: a civilização dos meios sem os fins".
         R.W. Livingstone (1880-1960) - escritor inglês

        Em um lugar onde se rendiam homenagens a Steve Jobs, fundador da Apple, que morreu na semana passada, alguém colocou um bilhete que dizia: "God is dead" (Deus está morto). Não sabemos qual a sua intenção ao escrever estas linhas. Talvez, ele não tivesse em mente a mesma visão de Nietzsche, que popularizou esta frase no século XIX. Nietzsche era declaradamente avesso à religião, e em especial, ao cristianismo. Para ele, Deus tinha que morrer para que um novo (super) homem surgisse. Talvez, o suposto fã de Jobs queria apenas mostrar o que estes gênios modernos representam para o mundo.

        Sem pessoas como Steve Jobs o mundo moderno simplesmente não existiria (pelo menos não como o temos hoje). Ele trouxe uma enorme tecnologia para o alcance de nossas mãos. Podemos ter acesso a bilhões de páginas virtuais em alguns segundos, conhecer detalhes de lugares em que jamais colocaremos os pés, tudo muito rápido. Mas...fica a pergunta: "Para quê serve tudo isso?".

       Na década de 70, uma frase inscrita num button que se tornou popular, e que foi elaborada pelo arquiteto inglês Cedric Price, colocava a perspicaz indagação: "Tecnologia é a resposta, mas qual era a questão?". Até Albert Einstein observou que vivemos em tempos de "meios perfeitos e objetivos confusos". Computadores, ipads e a própria internet são ferramentas. São meios, não fins. Elas são úteis se nos levarem a algo bom. Se não, apenas nos distrairão daquilo que realmente importa.

        Hoje qualquer um tem acesso a mais informações em um dia do que Leonardo da Vinci ou Shakespeare teve em toda a sua vida. Mas, infelizmente, parece que esta quantidade astronômica de conhecimento não tem sido potencializada no nosso mundo. Não sei se foi Carlos Heitor Cony ou João Ubaldo que disse mais ou menos assim: "Eu sempre acreditei que no mundo havia muitos idiotas. A internet veio para provar que eu tinha razão". Temos as ferramentas e as informações, mas não temos um bom fim em vista.

        Obviamente, não estou diminuindo a importância de homens criativos e ousados como Steve Jobs. A criatividade é um dom de Deus. O Senhor é o maior artista do universo. Olhemos para a exuberância da flora, por exemplo, e constataremos isso facilmente. Mas, quero dizer que precisamos utilizar talentos de homens como ele para um benefício amplo.

        Gênios da ciência do passado como Isaac Newton e Faraday, usaram seus talentos para glorificar a Deus e na atualidade o geneticista Francis Collins. A ciência e a tecnologia nos são cada vez mais necessárias, mas precisamos lembrar que elas não se esgotam em si mesmas. Elas devem servir a propósitos elevados. Por isso, uma regra observada na faculdade de Harvard, fundada por puritanos, era: "Que todo estudante seja claramente instruído e seriamente forçado a considerar bem que o principal fim da sua vida e de seus estudos é conhecer a Deus e Jesus Cristo". (em Santos no Mundo. Leland Ryken, p. 171). O fim de tudo deve ser a glorificação de Deus e o bem comum: "Portanto quer comais, ou bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (I-Cor. 10:31). 
 
George Gonsalves

7 de outubro de 2011

SAUDADES DO CÉU: UM TRIBUTO



No céu não entra pecado,
Fadiga, tristeza, nem dor;
Não há coração quebrantado,
Pois todos são cheios de amor,
As nuvens da vida terrestre,
Não podem a glória ofuscar,
Do reino de gozo celeste,
Que Deus quis prá mim preparar!




Irei eu prá linda cidade,
Jesus me dará um lugar,
Co’os crentes de todas as idades,
A Deus hei de sempre louvar.
Do céu tenho muitas saudades,
Das glórias que lá hei de ver,
Oh! Que gozo vou ter, quando eu vir meu Senhor,
Rodeado de grande esplendor!

(Ingrid Anderson Franson - hino nº 422 da Harpa Cristã).




      Com o rosto pálido, e a voz ainda fraca, nossa amada irmã Zuila pediu-nos que cantássemos um hino. E o escolhido por ela mesmo foi esse.

        Acho que não conheci nenhuma outra cristã que cantasse mais hinos sobre o céu do que ela.

         Apesar do corpo enfermo, da visível indisposição, havia naquele cantar um misto de saudade e comoção. Sua voz, por vezes parecia ficar embargada como se estivesse a pressentir que num futuro não muito distante ela estaria lá, naquela linda cidade.

         Poucos meses se passaram depois dessa nossa última visita, e apesar das nossas lágrimas e orações, ela se foi.


     Partiu deixando saudades, e perguntas que provavelmente nunca tenhamos as respostas.


          Em meio às tristezas, um consolo, de que pelo menos um desejo havia se cumprido, o de alguém que cantava e anelava estar no céu.

 
Silvana Sales











5 de outubro de 2011

JOSH McDOWELL NO BRASIL EM 2012

  CPAD promove turnê de Josh McDowell no Brasil

 Josh McDowell fala sobre seu ministério e sua visita ao Brasil
        No próximo ano um dos maiores apologistas cristãos do mundo estará ministrando nas principais capitais do país.
        Entre os dias 29 de abril a 20 de maio de 2012 o apologista cristão Josh McDowell estará no Brasil palestrando para líderes de jovens em eventos que acontecerão em dez capitais. O objetivo desses encontros é enriquecer os participantes com as informações necessárias para que o ministério com os jovens seja desenvolvido com maior eficiência.
       É a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) que está promovendo esses eventos no país, inclusive já agendou as datas dos eventos e agora está fechando com as igrejas os locais que receberão as palestras do renomado apologista norteamericano, que está completando 51 anos de ministério.
        McDowell avisa que esse não é um evento somente para jovens, mas para quem tem influências sobre eles. “Mas, alguém pode dizer: Como assim?. Ele é um evento relacionado aos jovens, mas os seminários não são para jovens. Eles são direcionados àqueles que influenciam os jovens: líderes de jovens, voluntários que trabalham com jovens, pastores, pais e professores. Essas são as pessoas que eu quero influenciar, apresentando-lhes verdades bíblicas, verdades médicas e verdades culturais que possam lhes dar o conhecimento e a confiança necessários para transmitirem essas verdades a centenas de milhares de jovens”, explica.
       Conteúdo das palestras:
       As palestras desse importante apologista serão dividas em dois temas: fé cristã e sexualidade. “A primeira diz respeito às verdades sobre a fé cristã, as evidências que exigem uma resposta de nossa parte. Tudo isso é real? A ressurreição aconteceu? Cristo é mesmo o Filho de Deus? Você pode realmente confiar na Bíblia? Essas são perguntas que muitos jovens têm quando bombardeados pelo mundo”, explica o palestrante.
        “A segunda área fundamental que abordaremos, e que é o segundo aspecto fundamental no nosso ministério, é o que eu chamo de ‘Apologética Sexual’, pois trata da questão da moralidade sexual a partir de uma perspectiva bíblica, médica e cultural, para ajudar pais, pastores, líderes de jovens e todos aqueles que estiverem relacionados aos jovens. O objetivo é ajudá-los a fazerem com que seus jovens tenham uma visão mais saudável que poderiam ter a respeito da vida sexual, e que está contida nos ensinos das Escrituras”.
Datas e locais das palestras com Josh McDowell:
• 28 de abril – São Paulo (SP)
• 01 de maio – Porto Alegre (RS)
• 03 de maio – Curitiba (PR)
• 05 de maio – Rio de Janeiro (RJ)
• 08 de maio – Belo Horizonte (MG)
• 10 de maio – Brasília (DF)
• 12 de maio – Recife (PE)
• 15 de maio – Fortaleza (CE)
• 17 de maio – Belém (PA)
• 19 de maio – Manaus

Algumas obras de Josh McDowell foram publicadas no Brasil: Evidências que exige um veredito, vol. 1 e 2; Mais que um carpinteiro; Assassinos da verdade; Jesus - uma defesa bíblica de sua divindade.

Fonte: Gospel Prime

















        


2 de outubro de 2011

OUÇA JOHN PIPER AO VIVO





Transmissão ao vivo

A partir do dia 03 de outubro será realizada a 27ª Conferência Fiel para pastores e líderes: Evangelização & Missões. A Editora Fiel estará transmitindo todas as palestras ao vivo online (dias 3 a 7) e transmitirá também as palestras de Piper na Mackenzie/SP (dias 7 e 8) e no Juntos em Cristo/RJ (dia 9).

Clique e ouça as palestras ao vivo:
 www.editorafiel.com.br/aovivo

A programação completa pode ser vista abaixo:

Segunda:
•20h Sillas Campos
Terça:
•9h 30 Mauro Meister
•11h Franklin Ferreira
•12h Mesa Redonda
•15h Mauro Meister
•16h 10 Franklin Ferreira
•20h Stuart Olyott
•21h 15 Augustus Nicodemus
Quarta:
•9h 30 Augustus Nicodemus
•11h R. W. Glenn
•12h Mesa Redonda
•20h John Piper
•21h 15 Stuart Olyott
Quinta:
•9h 30 Stuart Olyott
•11h Augustus Nicodemus
•12h Mesa Redonda
•15h Franklin Ferreira
•16h 10 R. W. Glenn
•20h Augustus Nicodemus
•21h 15 John Piper
Sexta:
•9h 30 John Piper
•11h Stuart Olyott
•19h 30 John Piper (Mackenzie)
Sábado:
•10h John Piper (Mackenzie)
Domingo:
•09h John Piper (Rio de Janeiro)




QUANDO OS SANTOS SE VÃO

 
    Não sei por que os santos sempre parecem ir antes de nós
    Nos deixando tristes e órfãos
    Quando se vão nos deixam menores do que éramos
   
    Talvez seja egoísmo ou insegurança 
    Mas em um mundo permeado pela mediocridade
    Não quero ficar sem alguém piedoso por perto
  
    Os baluartes da igreja talvez não estejam nos púlpitos, vestidos elegantemente
    Talvez não sejam os eloquentes oradores que bradam no rádio e na TV
    Quem sabe não os encontremos escrevendo poeticamente
    Ou destilando precisos postulados doutrinários

    Eles estão onde ninguém os procura
    Nos apertados e solitários quartos de oração
    Nos corredores de hospitais, asilos e presídios
    Ou em um canto esquecido no grande templo

    Talvez nunca sejam reconhecidos pelos homens
    Mas Deus um dia dirá que deles o mundo não era digno (Heb. 11:38)         

    (em memória de Maria Zuila, que partiu para o Senhor neste sábado, 1º.10.2011).

George Gonsalves

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