30 de setembro de 2011

EVANGELISMO NO ROCK IN RIO


Igrejas retomam maratona de evangelismo no Rock in Rio

Após primeira semana, igrejas contabilizam testemunhos e bênçãos do festival
Igrejas retomam maratona de evangelismo no Rock in Rio
Após uma primeira semana de transtornos, o Rock in Rio recomeçou nesta quinta-feira (29), com a perspectiva de que nenhum imprevisto aconteça.

Com um público de aproximadamente 300 mil pessoas no fim de semana passado, não faltaram problemas com transportes, roubos ou objetos perdidos. Os organizadores prometem para estes próximos quatro dias, reforço na segurança e aumento no número de ônibus para o local.

No entanto, quem não percebeu todos esses contratempos e se já está atuando em mais uma maratonade divulgação da Palavra de Deus, são os grupos de diversas denominações evangélicas do Rio de Janeiro que se dispuseram a propagar o Evangelho de Cristo aos milhares de jovens que estão na Cidade do Rock. O evangelismo ganhou destaque em diversos veículos de comunicação.

Nos acessos ao local dos shows, centenas de jovens e líderes utilizam cartazes, panfletos e banners com mensagens que utilizam a ideia do slogan do Rock in Rio – Por um mundo melhor – para mostrar que um mundo melhor só é possível com Jesus Cristo.

Testemunhos de salvação e reconciliação

A Juventude Batista Carioca (JBC) iniciou o trabalho de evangelização já no início da tarde de ontem. Foram horas divulgando o amor de Deus e contabilizando o que foi feito no último final de semana. Até o próximo domingo (2), outras milhares de vidas terão acesso à Palavra de Deus.

De acordo com o diretor-executivo da JBC, Luiz Carlos de Souza Rodrigues, cerca de 220 jovens se apresentaram voluntariamente para evangelizar durante o Rock in Rio, alguns destes, de outras cidades do Estado.

Ele conta que a abordagem tem sido feita de maneira tranqüila e demonstrando bastante alegria. “Nosso objetivo é chamar a atenção das pessoas e criar um relacionamento. A partir do espaço que recebemos, inserimos ao amor de Deus. Compartilhamos experiências e muitas pessoas têm parado para conversar e também fazer fotos com o grupo”.

Luiz Carlos conta o testemunho de uma jovem que saiu de São Paulo para o Rock in Rio em busca de uma experiência diferente. “A partir do momento em que ela foi evangelizada, testificou que a experiência que ela buscava estava ali, ao encontrar-se com Deus”. Outro testemunho é de um ex-pastor, desviado, que já se comprometeu em levar um grupo neste sábado para auxiliar na evangelização.

Apesar de não ter a atenção de todas as pessoas, Luiz Carlos diz que “elas são respeitadas em sua decisão”. “A gente só vai falar de Jesus para aqueles que querem ouvir”.

Segundo Luiz Carlos, o grupo de evangelismo recebe a cobertura de cerca de mil intercessores, distribuídos por diversas igrejas, que buscam a Deus durante os períodos dos shows. “Temos vividos experiências tremendas. Pessoas que se voluntariaram para abençoar vidas estão sendo abençoadas. E muitas vidas que se entregam para Jesus verdadeiramente”, testifica.


Por Sandra Freitas
Redação CPAD News

AVIVAMENTO POR LLOYD-JONES

LIVRO: AVIVAMENTO -  MARTIN LLOYD-JONES
EDITORA PES, 1992, 320p.


         Um verdadeiro clássico da espiritualidade cristã no século XX. Aqui, o famoso pregador da capela de Westminster nos instrui sobre a história e as bases bíblicas do avivamento.

        Há várias referências ao avivamento do século XVIII, mas a ênfase recai sobre o que ocorreu no ano de 1859, que ele descreve como "aquele ano maravilhoso na história do povo de Deus" (p. 98). Ver artigo:http://igrejabatistadoverbo.blogspot.com/2010/03/resposta-de-deus-1859.html. Naquele ano partes da Europa e os Estadios Unidos foram sacudidos por um "memorável movimento do Espírito de Deus" (p. 11).

        Lloyd-Jones destaca que um mover poderoso do Espírito não respeita a "normalidade" litúrgica imposta pela igreja: "Num avivamento vocês vêem homens e mulheres gemendo, agonizando sob a convicção o pecado. Estão tão cônscios da sua própria indignidade, e da sua vileza, que sentem que não podem continuar vivendo" (p. 45).

        Em um trecho, ele fala sobre o valor da emoção na adoração: "Não, não queremos sentimentalismo doentio e piegas; queremos emoção, essa qualidade dada por Deus. Quando foi a última vez que vocês verteram lágrimas por causa da distância que se encontram de Deus? [...] Quando foi a última vez que choramos de alegria, de pura alegria por causa do senso da presença de Deus? (p. 82).

       Livro indispensável para quem quer entender mais sobre este fenômeno espiritual chamado de avivamento. Ele certamente aquecerá o seu coração.

George Gonsalves










28 de setembro de 2011

DORMINDO COM O INIMIGO


          Assistindo a um popular programa de televisão, em que a vida cotidiana é sempre o alvo, o assunto em discussão era sobre mulheres que apanham de seus companheiros.
          Não fôra o programa em si que me chamou a atenção, mas a palavra da psicóloga de “plantão” que ao final de cada debate conclui o programa com a sua opinião. Obviamente, não seria capaz de transmitir com exatidão as palavras daquela profissional e nem é esse o meu objetivo e sim, principalmente de transmitir a ideia, o princípio.
          Ela falava que o grande problema dessas mulheres e de tantas outras pessoas é que elas estão começando suas vidas pelo final, ou seja, uma etapa importante como o namoro tem sido completamente ignorada. Este, dizia ela, e eu concordo é uma prévia do conhecimento do outro, mas as pessoas têm atropelado isso e ao conhecer alguém logo se “juntam” sem ao menos se conhecerem.
           Ao que entendi normalmente as pessoas se conhecem, namoram, noivam e finalmente casam, para só então passarem a conviver juntas. Infelizmente, não existe mais isso e muitos só vão conhecer o seu parceiro quando estão debaixo do mesmo teto.
          Tenho ciência pelas experiências relatadas que de fato somente a convivência mais íntima nos permite conhecer com certa transparência o outro. Também é verdade que o namoro pode nos dar fortes “dicas” da personalidade do amado(a). Ou seja, apesar de algumas surpresas, um não seria, dessa forma, absolutamente desconhecido do outro.
          Finalmente, fora algumas trágicas fatalidades, penso que muitos de nossos sofrimentos poderiam nem existir se tantas vezes a nossa pressa não nos fizesse trilhar os perigosos atalhos.
          Fica-nos então esse valioso alerta: tenhamos cuidado! Ainda que pareça demorado, sigamos cada etapa pacientemente.
          Tenhamos a cautela de tentar, na medida do possível, conhecer aquele que será nosso cônjugue, para que tenhamos uma saudável convivência e não corramos o trágico perigo de “dormirmos com o inimigo”.
Silvana Sales

25 de setembro de 2011

SALVANDO O INIMIGO


Dirk Willems salva seu perseguidor
Ilustração extraída de "Martyrs Mirror"
                                                                                                                      por George Gonsalves    

 "Portanto se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber [...] Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm. 12:20-21).

   O inverno rigoroso castigava os habitantes da pequena Asperen, Holanda. Estávamos no perigoso século XVI, definido pelo eminente humanista Erasmo como "o pior século desde Jesus Cristo". O vocábulo tolerância não era muito comum nesta época.
   Dirk Willems havia se convertido à fé cristã e se ajuntado aos anabatistas. Sua disposição em negar a autoridade papal e os sacramentos da igreja romana (inclusive o batismo infantil) atraíram sobre si ódio e perseguição. Confiscos, torturas e mortes na fogueira não eram incomuns para àqueles que eram tachados de hereges pelo clero católico. Os países baixos estavam entre àqueles que mais tiveram seu chão manchado pelo sangue dos mártires no século XVI.
 Certo dia Willems se viu perseguido por alguém. Ele correu desesperadamente para salvar sua vida. Procurou se afastar o máximo possível daquele que poderia lhe prender e entregar às autoridades. Se fosse agarrado, fatalmente seria torturado e morto. Isto se não negasse sua própria fé, o que não estava em seus planos.
  De repente, o anabatista Willems se deparou com um lago. As baixas temperaturas o haviam congelado. Ele, então, decidiu atravessá-lo. Era sua única chance de escapar do perseguidor. Ele se agarrou a ela. Talvez pensou que seu algoz recuasse, temendo por sua própria vida.
    No entanto, não foi isso que aconteceu. O perseguidor também entrou lago pisando sobre as inseguras camadas de gelo. Willems, então, ouviu um forte estalo atrás de si. O gelo havia cedido e o seu perseguidor havia afundado nas águas geladas do lago. Em pouco tempo ele certamente morreria congelado. O que fazer? Seria um livramento de Deus para a sua vida? O Senhor estava punindo àquele que perseguia um dos seus? Não sabemos se ele teve estes pensamentos. Estas perguntas não têm respostas fáceis. Mas sabemos de sua atitude. Willems voltou e, correndo o risco de também afundar no lago, retirou das águas o seu caçador.
  Não temos detalhes, mas sabemos que Dirk Willems foi entregue às autoridades pelo homem que ele salvou. Foi interrogado, torturado e morto na fogueira em 16 de maio de 1569. Sua história se tornou um exemplo de fé e amor cristão para todas as épocas.
   Talvez nunca estivemos em uma situação limite como a de Willems. Mas, certamente já estivemos em outras em que o nosso amor foi posto à prova. Como tratamos àqueles que nos fizeram mal, àqueles de quem discordamos com veemência? Certamente, o sangue de Willems ainda nos fala.

Fontes:
Bracht, Thielman J. van. O espelho dos mártires (condensado): Publicadora Menonita.
Jackson, Dave e Neta. Nas chamas por Cristo: Editora Moriá.
Stoll, Joseph. Não vim trazer paz: Publicadora Menonita.
  

20 de setembro de 2011

A ARMADILHA DO CASAMENTO


     O casamento pode ser uma armadilha. Não foi difícil chegar a essa conclusão, mesmo estando cônscia do valor do matrimônio e acreditando que é possível sim, permanecer casados e felizes, mesmo após anos de relacionamento. Tenho exemplos vívidos disso.

    Compreendi, no entanto, que o casamento passa a ser uma armadilha para algumas pessoas. Aquelas que acreditam, ainda que de modo inconsciente, que o matrimônio é uma espécie de conto de fadas, ou ainda a solução para problemas de vazios existenciais.
 
     Está mais do que provado que nenhum relacionamento, por mais completo que pareça ser, traz completa felicidade. Com toda certeza, somente Deus em sua plenitude pode preencher qualquer vácuo que exista no interior do homem.

     Infelizmente, muitos que até afirmam essa realidade não creêm de fato e findam por fazer do casamento a tábua de salvação de suas vidas.

     Cito dois exemplos reais. Conheci duas mulheres, ambas extremamente desejosas de casar e de encontrar o seu "príncipe encantado". Pareciam quase sempre desanimadas, tristes, apesar de professarem a fé cristã. Suas vidas eram uma espécie de gangorra, cheia de altos e baixos. Estavam quase sempre com um semblante carregado de uma estranha tristeza.

     Até que, finalmente casaram e perceberam que o príncipe, não era tão príncipe quanto parecia, e o conto de fadas, transformou-se num verdadeiro drama. Na verdade, tornaram-se reféns de suas próprias ilusões.

     A tristeza continua lá, exatamente como antes. Nada parece ter mudado... Nenhum novo sorriso, nenhuma alegria contagiante. Nenhuma aparente felicidade. Nada! A sensação que tenho é que a tristeza parece ser ainda maior. Até mais visível, mais aparente.

     Entendi pela experiência das duas, e de tantas outras, que o casamento não deve ter apenas o efeito complementar. Não casamos somente para preencher alguma necessidade, algum vazio, mas também para fazer o outro feliz. Somos sim, criaturas frágeis, carentes. No entanto, vale lembrar que ter alguém ao lado pode até amenizar essa carência, mas jamais supri-la.

     É uma relação de cumplicidade, de doação, de entrega. Não uma atitude egoísta de apenas querer algo.

     Por fim, o casamento deve ser fruto de uma decisão consciente dos riscos que há em conviver, em estar junto. É querer o outro, apesar de saber que não se trata de um personagem imaginário, mas de alguém real, comum e cheio de fraquezas e diferenças.

      É compreender que casamento não é a emoção que acontece no altar, nem alegria passageira da festa, e sim as lutas que se travam no dia a dia, por se tratar de duas pessoas diferentes compartilhando as mesmas coisas.

     Se não for assim, o casamento será sempre uma perigosa armadilha, que continuará fazendo desses sonhadores, suas legítimas presas.

Silvana Sales



CHINA: UMA DAS MAIORES IGREJAS NO MUNDO


Templo cristão na China
    Cresce o número de cristãos na China, governo fala em 25 milhões de pessoas. Estimativas independentes supõem 60 milhões e ainda diz que nos domingos tem mais chineses nas igrejas do país do que em toda a Europa.

   É visível o aumento do número de cristãos na China, depois de tanta repressão por parte do governo, hoje a população está mais livre para poder frequentar cultos sem se esconder.

   Ainda não há números exatos que apontem a quantidade de cristãos no país, enquanto o governo chuta o número de 25 milhões – 19 milhões de protestantes e seis milhões de católicos, fontes não oficiais estimam 60 milhões de cristãos ao todo.

   Apesar dessa boa notícia, as igrejas ainda estão restritas às ordens do governo chinês, desde a década de 80 é as autoridades quem autoriza o funcionamento de uma igreja que são chamadas de igrejas oficiais, elas são subordinadas à administração do Estado para assuntos religiosos e não podem tomar parte em qualquer atividade religiosa fora dos locais designados ao culto. Além disso, elas devem aderir ao slogan “Ame o país, ame sua religião”.

    Outro dado relevante é que na China o ateísmo é pregado nas escolas para cumprir o objetivo do Partido que é “proteger e respeitar a religião até o momento em que a religião por si só desapareça”. Pensamento fruto da herança política de Mao Tsé Tung que considerava as religiões como um “veneno”.

      Tipos de Igrejas na China:

      Hoje tanto protestantes quanto católicos estão divididos, na China, entre igrejas oficiais e não oficiais.

     A Associação Patriótica Católica, aprovada oficialmente, nomeia seus próprios bispos e não tem permissão de manter qualquer contato com o Vaticano. Mas existe no país uma Igreja Católica extraoficial, maior, que conta com o apoio do Vaticano.

     A Igreja Protestante oficial, por sua vez, cresce ainda mais rápido do que a católica. Mas há outro tipo de igreja protestante que também tem crescido bastante no país, as chamadas “igrejas domésticas” que são clandestinas, ou melhor, não têm a autorização do Estado e por isso incomodam o governo que reage com prisões.

Fonte: Gospel Prime

Com informações BBC



17 de setembro de 2011

CULTO: NEM IRREVERÊNCIA, NEM APATIA


     
   
por George Gonsalves

     Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível" (1:7). 
        De fato, em nossos dias percebemos que a forma do culto ao Senhor está sendo corrompida em muitos lugares. Contudo, precisamos ter em mente que ter a forma correta de adorar a Deus não nos tornará automaticamente aprovados diante d'Ele. Podemos cantar belos hinos, com letras que reflitam uma teologia sã, preparar sermões biblicamente corretos e, ainda assim, não agradarmos ao Senhor. Isto, porque não basta a forma, precisamos do conteúdo. Além de cantarmos hinos reverentes, precisamos estar cheios do temor de Deus. Além de orarmos as palavras certas, devemos ter o coração naquilo que pedimos. Também não é suficiente pregarmos ou ouvirmos um bom sermão. Necessitamos ser terra fértil para a boa semente.

          Pentecostais e tradicionais têm trazido colaborações importantes para o culto. Todavia, eles também enfrentam dificuldades para não saírem do padrão bíblico. Os primeiros são normalmente emotivos e espontâneos, e isto reputo como positivo. Contudo, a pretexto de intimidade com o divino, podem decair para a irreverência ou arrogância. Há manifestações estranhas aos princípios bíblicos em alguns meios pentecostais: sopros, rodopios e danças coreografadas, por exemplo. Além disso, há músicas cantadas pelos crentes que sequer merecem este nome. Verdadeiras brincadeiras, vazias de conteúdo teológico. Algumas já foram até parodiadas pelos descrentes: "na casa do Senhor não existe Satanás, xô Satanás...".

          Os tradicionais primam pela organização da liturgia, escolha cuidadosa dos hinos e pregação concatenada. Contudo, também aqui há riscos. Sim, pois decência e ordem podem ser confundidos com apatia. A pretexto de reverência, podem decair para um formalismo frio. As manipulações emotivas devem ser combatidas na igreja, mas não se deve reprimir as emoções espontâneas. Devemos adorar a Deus com todo o nosso ser.

          No livro de Esdras é descrito um culto cheio de temor e emoção: os judeus levantaram as mãos, colocaram o rosto em terra e choraram" (Neemias 8: 5 e 9). Quando Jesus entrou em Jerusalém, os discípulos louvavam em alta voz (Lc. 19:37). Os fariseus, cercados de cuidados com a ordem, pediram que Cristo repreendesse os seus discípulos. A resposta foi; "Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão" (Lc. 19:40). No dia de Pentecostes cerca de cento e vinte crentes foram cheios do Espírito Santo e falaram em línguas. O barulho foi tão grande que se ajuntou uma multidão para ouvi-los. Alguns até os tiveram por embriagados (At. 2:1-13). Mas, foi o próprio Deus o causador daquele alvoroço.

         O Novo Testamento prescreve decência e ordem para o culto (I-Cor. 14:40), mas o parâmetro não é a igreja de cada um, mas o próprio Senhor. Para muitos, as manifestações emotivas que relatei acima seriam classificadas como desordeiras e indescentes. Contudo, não foi assim que Deus as viu.

         O pastor Jonathan Edwards presenciou um grande avivamento espiritual no século XVIII nos Estados Unidos. Ele ouviu muitas críticas sobre as manifestações físicas que ocorriam nas suas reuniões. Sua resposta resumida foi:

         "Quando existe uma multidão reunida nessas circunstâncias, em alto vozerio, há quem faça objeções, dizendo que tudo é uma grande confusão e que Deus não poderia ser responsável por aquilo, pois Ele é o Deus da ordem, não da desordem [...] se Deus Se agrada em convencer a consciência dos homens, de maneira que eles não conseguem evitar expressões físicas descomunais, a ponto até de suspender e cessar por completo os atos públicos dos quais participam, não acredito que isto seja uma confusão maior ou uma interrupção mais lamentável do que se um grupo de pessoas estivesse reunido no campo para orar pela chuva e fosse interrompido por um copioso aguaceiro. Queira Deus que todas as assembléias públicas da terra tenham de interromper seus cultos no próximo domingo devido a confusões assim! Não precisamos lamentar a quebra da ordem dos meios, por termos alcançado o fim para o qual aquela disposição fora estabelecida" (A verdadeira obra do Espírito, Ed. Vida Nova, 1992, p. 66/67).
Culto no Tabernáculo Metropolitano
na época de Spurgeon
        Charles Spurgeon não era pentecostal, mas talvez não se sentisse tão à vontade em muitos cultos de uma igreja tradicional. Sobre a oração, ele disse: "Oh, oxalá houvesse um agudo gemido! Um suspiro da alma tem mais poder do que meia hora de recitação de belas palavras piedosas" (em Dallimore, Arnold A.; Spurgeon - uma nova biografia, PES, 2008, p. 75).

        Portanto, devemos cuidar para que nosso coração esteja cheio de gratidão, temor e amor pelo Senhor, para que o nosso culto seja reverente, mas fervoroso; ordeiro, mas emocionante.
   Termino com um trecho de um sermão proferido por Lloyd-Jones na capela de Westminster por ocasião do centenário do avivamento de 1859 na Europa e Estados Unidos: "Não, não queremos sentimentalismo doentio e piegas; queremos emoção, essa qualidade dada por Deus. Quando foi a última vez que vocês verteram lágrimas por causa da distância que se encontram de Deus? [...] quando foi a última vez que choramos de alegria, de pura alegria por causa do senso da presença de Deus?" (em Avivamento, Ed. PES, 1992. p. 82).







13 de setembro de 2011

OBRAS DO AMOR - KIERKEGAARD

LIVRO: AS OBRAS DO AMOR - Algumas considerações cristãs em forma de discursos

AUTOR: KIERKEGAARD
TRADUÇÃO: ÁLVARO VALLS
EDITORA: UNIVERSITÁRIA SÃO FRANCISCO, 2005, 431 p.

        Kierkegaard, filósofo cristão do século XIX, desde os seus 21 anos dedicou-se em escrever principalmente contra a igreja oficial da Dinamarca. Escreveu contra a institucionalização da igreja e em seus escritos traçou o Cristianismo como de fato ele é: prática de vida. Assim podemos ler: “Religião e não sistema filosófico, o Cristianismo é mais comunicação de vida do que de doutrina teórica com dogmas a serem decorados, ou quiçá compreendidos. É para ser vivido na obediência aos mandamentos e, em primeiro lugar, o do amor ao próximo”. (pág. 10).


        O livro As Obras do Amor tem 15 capítulos divididos em duas séries. No primeiro capítulo, da primeira série, Kierkegaard aponta para a necessidade da expressão do amor tomando por base o texto do Evangelho de Lucas que diz: “Cada árvore se conhece pelo fruto que lhe é próprio; não se colhem figos de um espinheiro, nem se colhem uvas de sarças” (6:44), como podemos ler:

        “Assim também ocorre com a cognoscibilidade do amor pelos frutos: se a relação é correta, diz-se justamente, que eles tem necessidade de aparecer, com o que por sua vez se designa a riqueza. Aliás, teria de ser também a maior das torturas se efetivamente a situação fosse tal que no próprio amor residisse a autocontradição de que o amor exigisse manter ocultos os frutos, que exigisse torná-los irreconhecíveis. Seria a mesma coisa, como se a planta, percebendo em si a vida e a bênção de um copioso crescimento não fosse permitido poder tornar isso manifesto, mas sim precisasse, como se a bênção fosse uma maldição, guardá-lo para si, aí, como um segredo em seu inexplicável murchar” (pág. 25).

        Nesse caso, entenda necessidade como consequência natural daquele que participa do amor de Deus. Por esse motivo ele explica “que de maneira nenhuma acontece assim mas.....se uma única determinada expressão de amor, ainda que permanecesse um botão, ficasse, por amor, reprimida em doloroso ocultamento: a mesma vida do amor haveria de inventar uma outra expressão, e assim fazer-se conhecer em seus frutos” (pág. 25).

         Uma característica primordial destacada pelo autor nesse livro é que “podem se fazer obras de amor de maneira desamorosa, sim, até mesmo egoísta, mas neste caso a obra de caridade não é uma obra do amor” (pág. 28).

        No segundo capítulo: "Tu 'deves' amar", Kierkegaard destaca o amor como mandamento e não como opção e a vigilância que devemos ter em relação a nós mesmos: “o traidor mais perigoso de todos é aquele que cada homem tem dentro de si” (pág. 39).

          No terceiro capítulo (último que eu destaco da primeira série) o autor trata do conceito de próximo. Afinal quem é o próximo?: “Aquele que verdadeiramente ama o próximo, ama portanto também, o seu inimigo....o próximo é a distinção completamente irreconhecível entre um homem e outro, ou é a eterna igualdade diante de Deus” (pág. 89).

          A segunda parte (série) do livro, além de ensino é também um verdadeiro devocional. São 10 capítulos dos quais eu destaco: O amor edifica; O amor tudo crê – e no entanto jamais é iludido; O amor espera tudo e no entanto jamais é confundido e O amor não procura o que é seu.

         As obras do Amor era um livro de cabeceira entre os escandinavos que migraram para o norte dos Estados Unidos, pois muitos o levaram consigo e o liam todas as noites como se fosse uma Imitação de Cristo (Kempis).

         Segundo Álvaro Valls, tradutor da obra e um dos maiores estudiosos em Kierkegaard da atualidade, "As Obras do Amor tornou-se um livro clássico, um dos melhores da literatura dinamarquesa. . . É um livro sobre o dever de amar, sobre algo, portanto que não deve ser apenas estudado, mas vivido na prática".

Roberto Pereira


























11 de setembro de 2011

O FANATISMO RELIGIOSO E OS RADICAIS CRISTÃOS

         Poucas semanas após os atentados de 2001 escrevi um artigo para um jornal que publicava com alguns irmãos de fé. Transcrevo-o aqui com algumas modificações.

Mulher observa fotos de vítimas dos atentados terroristas 
  
        Estados Unidos, 11 de setembro de 2001. Esta data não será mais esquecida. Aviões foram sequestrados e lançados contra as torres do World Trade Center, em Nova Iorque, e contra o Pentágono, em Washington. Outro avião caiu em um campo no Estado da Pensilvânia. Cerca de três mil pessoas morreram. Algumas cenas dos  ataques foram transmitidas ao vivo para milhões de telespectadores pereplexos em todo o mundo.
        A autoria dos atentados é atribuída a extremistas islâmicos da Al-Qaeda. Cerca de dezenove membros desta organização teriam morrido e matado em nome de Alá e de seu profeta Maomé. Diante disto, alguns intelectuais, como o biólogo Richard Dawkins, vieram a público para criticar não só o fanatismo religioso, mas a religião em si. Para Dawkins, o homem moderno deve abolir qualquer tipo de fé religiosa.  
         De fato, o extremismo religioso muitas vezes está de mãos dadas com o terrorismo, uma modalidade de luta em que se mata inocentes para se obter conquistas políticas. Como exemplo temos grupos como o Hamas e o Hezbollah. 
         Também sabemos que, ao longo da história, em nome do Deus cristão já foram erguidas inúmeras fogueiras para matar aqueles que eram considerados hereges. Os católicos já sujaram suas mãos com o sangue dos mártires nas suas terríveis inquisições. Alguns protestantes também, como Zwínglio, pastor da Catedral de Zurique, na Suiça, que foi favorável à morte por afogamento do anabatista Felix Manz, em 1527. Ou ainda, os puritanos de Massachusetts, Estados Unidos, que levaram pessoas à morte por supostas práticas de bruxaria. Todavia, podemos afirmar que estas ações são uma distorção do evangelho, que refletem uma concepção mal elaborada da fé bíblica.
        Mas, a comunidade cristã que foi chamada de radical no século XVI, composta pelos anabatistas, deu exemplo de abnegação e amor ao próximo. Refiro-me aqui aos anabatistas pacíficos que tinham em suas fileiras homens como Conrad Grebel, Michael Sattler e Menno Simons  Eram radicais não porque executavam seus oponentes, mas porque queriam ir à raíz da fé cristã, não somente pregando os ensinamentos de Jesus, mas imitando sua própria vida. Sobre este grupo no século XVI, época em que católicos e protestantes se degladiavam nos campos de batalha, afirma o historiador Justo L. Gonzales: "... estes reformadores mais radicais sustentavam que a fé cristã era, em sua própria essência, pacifista. O sermão do Monte deveria ser obedecido ao pé da letra, apesar de muitas objeções sobre a impossibilidade de praticá-lo, pois tais objeções eram devidas a falta de fé. Os cristãos não deveriam tomar as armas para defenderem a si mesmos nem para defender sua pátria." (Uma História Ilustrada do Cristianismo, Vol.6 -  A Era dos Reformadores, p. 98).
        Eles honraram verdadeiramente o seu Mestre: "... Foi levado como ovelha ao matadouro; e como um cordeiro, mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abre a sua boca" (Atos 8:32). Com suas vidas os radicais continuaram o vívido testemunho dos primeiros cristãos na terra. No ano de 110 d.C Justino Mártir, um dos pais da igreja, escreveu: "Nós, os que estávamos antes cheios de guerra e de mortes mútuas, e de toda maldade, temos renunciado em toda terra aos instrumentos guerreiros e temos convertido as espadas em arados e as lanças em ferramentas para cultivo da terra, e cultivamos a piedade, a justiça, a caridade, a fé, a esperança, que vem de Deus Pai por seu filho crucificado." (em La Fe en la Periferia de la Historia, Juan Driver, p. 51).
       Jesus deu o exemplo a ser seguido. Quando Tiago e João quiseram destruir os samaritanos que não haviam recebido a Cristo, Ele lhes repreendeu, pois não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las (Lucas 9:51-56). Em outra ocasião, quando Pedro sacou uma espada e cortou a orelha de um homem, Jesus curou o ferido e disse ao apóstolo: "Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão" (Mateus 26:51-52).
        O radicalismo cristão é resultado de uma profunda experiência com Deus. Leva-nos a convicções inabaláveis, mas ao contrário do fundamentalismo islâmico ou de outra religião, nos leva igualmente à tolerância ao próximo. Ou seja, um cristão deve morrer, mas não matar por sua fé. Por isso, Peter Riedermann, líder anabatista, escreveu em 1545: "Cristo, o Príncipe da Paz, estabeleceu seu reino, isto é, sua Igreja, e a comprou com seu sangue. Neste reino  acabou-se toda guerra. Por ele, o cristão não toma parte na guerra nem também empunha a espada para vingar-se". (em La Visión Anaubatista, Harold S. Bender, p. 39).

George Gonsalves

7 de setembro de 2011

OS CRISTÃOS E O 11 DE SETEMBRO


World Trade Center em destroços
        Reproduzo aqui o que três cristãos falaram sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

DAVID WILKERSON (pastor da Igreja Times Square em Nova Iorque), 8 de outubro de 2001.

As Torres Caíram - Mas Não Compreendemos o Significado da Mensagem!

Terça-feira, 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York foram destruídas. Cinco dias mais tarde, ao preparar esta mensagem, olhei pela janela do escritório de meu apartamento no 30º andar; enormes nuvens de fumaça ainda saíam das ruínas; subiam dos entulhos e seguiam pelo rio Hudson, passando sobre a Estátua da Liberdade.

[...] Enquanto um policial de nossa igreja ajudava no local da tragédia, seus companheiros ficavam lhe perguntando: “Do que se trata tudo isto? O que está acontecendo?” Nessa hora, o país inteiro perguntava: “Onde está Deus nesses acontecimentos?”.

[...] Uma coisa posso lhe garantir: Deus não foi pego de surpresa. Ele conhece o pensamento de todo ser humano, inclusive de cada governante, ditador e terrorista. O Senhor monitora os movimentos de toda pessoa na humanidade inteira. Ele sabe quando nos assentamos e quando nos levantamos. E posso lhe dizer, uma coisa é certa: Deus está no controle de tudo. Nada sobre a face da terra acontece sem Seu conhecimento, Sua permissão, e às vezes, Sua ação por detrás.

Se você é cristão, sabe que Deus mandou uma mensagem para os Estados Unidos e para o mundo através desta tragédia.

[...] Eis a palavra que ouço Deus nos dizendo nesta hora: “O Senhor suscitará contra ele os adversários de Rezim, e instigará os seus inimigos...Todavia este povo não se voltou para quem o feria, nem buscou ao Senhor dos Exércitos” (Isaías 9:11, 13).

A Bíblia deixa muito claro: Deus usou nações inimigas para corrigir o Seu povo. O Senhor utilizou estes inimigos como instrumento de advertência a Israel, convocando o país ao arrependimento. “Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Envio-a contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe dou ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas” (10:5-6).

[...] Eu me pergunto: se tivéssemos vivido nos dias de Isaías, teríamos ouvido suas advertências proféticas? Ou ficaríamos surdos à elas? Tanto Jerusalém quanto a nação de Judá se recusaram a crer que poderiam ser derrubadas. Mesmo assim Isaías profetizou: “Não faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos como fiz a Samaria e aos seus ídolos?” (Isaías 10:11). Deus estava dizendo em essência: “Julguei outras nações pela mesma idolatria que vocês estão praticando. Por que não haveria de julgar a vocês? O que os deixa isentos da Minha lei?”.

Por todos os EUA as pessoas estão fazendo reuniões de “oração e memória.” Está correto, é honroso (e totalmente bíblico!) se lembrar dos que morreram. Mas por que temos tanto medo de também convocar reuniões de “oração e arrependimento”? Neste instante, a maioria dos americanos está concentrada na lembrança e na vingança. Assim, onde está o chamamento nos Estados Unidos para a volta para Deus?

[...] Se Deus não poupou as outras nações que desobedeceram Suas leis, por que haveria de poupar os Estados Unidos? Ele nos julgará do mesmo jeito que julgou Sodoma, Roma, Grécia e todas outras culturas que Lhe viraram as costas.

JOHN PIPER (pastor da Igreja Batista Belém em Minneapolis), 16 de setembro de 2001.

A resposta ao ataque no World Trade Center, 11 set 2001.

Assim, o jeito que eu quero para fortalecer a sua esperança, esta manhã não é por discorrer sobre quão vulneráveis ​​estamos em nossa existência terrena, ou desviando sua atenção para longe da verdade bíblica de que os juízos de Deus caem sobre o crente e o incrédulo iguais - purificação, em alguns casos e punição em outros casos, dependendo se nos arrependermos e fazer de Cristo o nosso tesouro, em vez dos ídolos deste mundo. Eu quero olhar as realidades da vulnerabilidade [...] lhe dar real, esperança, bíblica sólida. Não apenas sentimentos de esperança com base em noções ingênuas de estabilidade terrestre ou escapar da dor...

Então, o que é esta esperança e qual é a base para isso? Vou te dar a minha resposta, e depois mostrar-lhe de onde eu o tirei - da palavra de Deus.

Nossa esperança é que nada pode nos separar do amor de Deus em Jesus Cristo, nem o sofrimento e nem mesmo a morte.

E as duas bases para essa esperança é a morte de Jesus e  soberania de Deus.

PHILIP YANCEY (escritor), no livro Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados, publicado pela Mundo Cristão.  

 "Os telefones de nossa casa começaram a tocar em 11 de setembro, o dia do ataque. Recebi telefonemas da Inglaterra, Holanda, Austrália e também da imprensa americana. "Você escreveu sobre a questão do sofrimento. O que tem a dizer a respeito dessa tragédia?
Na verdade, não tinha nada a dizer. Os fatos eram tão massacrantes, tão incompreensíveis, que fiquei atordoado, em silêncio. Qualquer coisa que me viesse à mente para dizer - horrível... não ponha a culpa em Deus... vimos a face da maldade... - soaria como um cliquê estéril. Declinei todos os pedidos de resposta. Como a maioria dos americanos, senti-me insuportavelmente desamparado, ferido e profundamente entristecido".

Dias depois, Yancey descreveu um pouco de sua de sua visita ao ponto zero, local onde estavam as torres gêmeas:

"Enquanto falava com as pessoas da imprensa a respeito da edição especial de Deus sabe que sofremos, inevitavelmente o entrevistador me fazia a pergunta: 'Bem, onde está Deus numa hora como essa?". Às vezes, eu contradizia as coisas perniciosas que outros porta-vozes cristãos tinham dito a respeito dos ataques, afirmando que estes eram o julgamento de Deus sobre a América, trazendo confusão e culpa a um tempo que implorava por consolo e graça. Falei da reação de Jesus a respeito das tragédias, especialmente em Lucas 13 [...].

Perplexo, pensei por um momento e disse 'Acho que a resposta a essa pergunta é outra pergunta. Onde a igreja está quando sofremos? Se a igreja está cumprindo sua tarefa - tratando das feridas, consolando os pesarosos, oferecendo comida aos famintos -, não acho que as pessoas vão ficar se perguntando tanto sobre onde Deus está quando sofremos. Elas saberão exatamente onde Deus está: presente em seu povo na terra'".   

George Gonsalves



3 de setembro de 2011

BILLY GRAHAM ESCREVE LIVRO

      O evangelista Billy Graham está com "boa saúde completa" gosta acompanhar os eventos atuais e está trabalhando em um livro sobre o envelhecimento, de acordo com um comunicado do porta-voz de Graham.Graham também gosta das visitas semanais de seu pastor, Dom Wilton da Primeira Igreja Batista de Spartanburg, South Carolina.
     O porta-voz de Graham A. Larry Ross forneceu uma declaração depois de a Baptist Press perguntar sobre a saúde do evangelista. “Aos 92 anos, Billy Graham passa a maior parte de seu tempo em sua casa nas montanhas do oeste da Carolina do Norte, onde ele recebe periodicamente a família e amigos de longa data”, dizia a declaração. “Ele continua em boa saúde, com um coração forte e mente clara, enquanto lida com várias condições relacionadas à idade. – como a degeneração macular e perda auditiva Ele continua fazendo exercícios regular de resistência, incluindo caminhadas curtas em sua casa da montanha, confiando em um andador para o equilíbrio.”
     “O evangelista mundial continua a manter grande interesse em acompanhar os eventos atuais e habitualmente acompanha o noticiário do dia nos noticiários televisivos noturnos e programas a cabo. Ele tem tempo devocional diário com sua família e amigos e / ou sua equipe, e espera a visitas semanais de seu pastor, o Dr. Don Wilton da Primeira Igreja Batista de Spartanburg, SC.
       “Billy Graham continua a estar envolvido com projetos de escrita, incluindo um livro sobre o envelhecimento. Ele visita regularmente o seu filho, Franklin, que, como Presidente do CEO da Associação Evangelística Billy Graham, consistentemente tem atualizado o seu pais sobre atividades atuais do ministério, procurando seu conselhos e atenção orante da organização que leva seu nome, que ele fundou mais de 60 anos atrás.
         “Sr. Graham aguarda com expectativa o momento em que será reunido no céu com sua esposa Ruth, e continua a ser grato pelas orações de tantas pessoas ao longo dos anos.”

Fonte: http://noticias.gospelmaior.com.br/billy-graham-aos-92-anos-escreve-livro-sobre-envelhecimento/
Via: Guia-me
Com informações do Baptist Press

LIVRO DE JOHN PIPER SOBRE MISSÕES

LIVRO: COMPLETANDO AS AFLIÇÕES DE CRISTO
AUTOR: JOHN PIPER
EDITORA SHEDD PUBLICAÇÕES, 2010, 144p.

          Terceiro livro da coleção Os cisnes não estão slenciosos (os outros são O sorriso escondido de Deus e O legado da alegria soberana), todos escritos por John Piper. Este trata do custo de levar o evangelho para as nações na vida de William Tyndale, John Paton e Adoniram Judson.

          Na introdução o autor procura explicar o significado do texto de Colossensse 1:24, em que Paulo diz: "Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês, e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja". Nos capítulos seguintes aplica o texto na vida dos biografados.

          O capítulo um trata de William Tyndale (1494-1536). Ele morreu estrangulado e, após, seu corpo foi queimado na fogueira aos 42 anos de idade por ordem do rei da Inglaterra, Henrique VIII. Seu crime: ter traduzido para o inglês o Novo Testamento.

         O segundo capítulo narra a trajetória de John Paton (1824-1907). O missionário escocês se tornou célebre ao evangelizar nativos canibais nas ilhas conhecidas como Novas Hébridas. Sua coragem, abnegação e sucesso na conversão de muitos se tornaram fonte de inspiração para muitos jovens evangelistas.

          O capítulo terceiro é dedicado ao norte-americano Adoniram Judson (1788-1850), que trabalhou por mais de três décadas na Birmânia, atual Miamar. Na verdade não só a ele, mas também às suas três esposas (ele se tornou vúvo duas vezes): Ann (também chamada Nancy), Sarah e Emily, que realizaram um profícuo trabalho ao lado de Judson.

          Na conclusão, John Piper nos instiga a pensar sobre o martírio e o quanto estamos dispostos a sofrer pela causa do evangelho.

          Fiquei muito tocado pela leitura deste livro. Suas páginas me emocionaram e me humilharam. Tyndale, Paton e Judson, assim como suas esposas, possuem uma devoção e coragem incomum para nossos tempos. Não tinham suas vidas como preciosas, contanto que cumprissem suas carreiras. Não buscavam conforto, nem segurança, mas o cumprimento da vontade de Deus em suas vidas.

            Recomendo com fervor a leitura desta obra a todos os cristãos. Quem sabe poderá nos levar a refletir sobre a superficialidade com que encaramos nossas responsabilidades no reino de Deus.
George Gonsalves








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