31 de agosto de 2011

O REI ESTÁ VOLTANDO!


Estás de luto por algum ente querido? A dor e a saudade têm invadido a tua alma aflita?
Lembre-se da promessa: o Rei está voltando!
Tens sido tentado de forma insistente, ao ponto de quase ceder?
Lembre-se da promessa: o Rei está voltando!
Tens sido perseguido injustamente por amor ao evangelho?
Lembre-se da promessa: o Rei está voltando!
Temores e incertezas têm cercado o teu coração, levando-te muitas vezes a desanimar na caminhada?
Lembre-se da promessa: o Rei está voltando!
Tens sofrido calúnias, injúrias, difamações pelo bom nome de Cristo?
Lembre-se da promessa: o Rei está voltando!
As enfermidades têm assolado o teu corpo, muitas vezes enfraquecendo a tua fé?
Lembre-se da promessa: o Rei está voltando!
Por mais difícil que seja o momento que passamos neste presente século, o mais consolador é lembrarmos que tudo é passageiro, que o presente é em questão de minutos passado, e que em breve, muito breve, um maravilhoso futuro nos aguarda: o Rei que tanto esperamos voltará e nos levará para junto d'Ele.
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com Ele nas nuvens, a encontrar O Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com O Senhor” (I - Tessalonicenses 4:16-17).
Por que estou a escrever essas palavras? Porque Ele mesmo nos ordenou:
“Portanto, consolai-vos uns aos outros com essas palavras” (V. 18).

Senti inspiração para escrever esse artigo domingo passado, enquanto louvávamos: "o Rei está voltando". São muitas as lutas que passamos e o Senhor nos ordenou que nos consolássemos uns aos outros, com essa maravilhosa promessa.  
Silvana Sales

29 de agosto de 2011

LEITURA BÍBLICA CONDICIONADA

    Quantas vezes lemos um texto das Escrituras tão condicionados por uma determinada interpretação que não percebemos algo que ele quer nos falar, diferente daquilo que já pensamos. Ouvimos uma mensagem e pronto! Todas as vezes que lemos alguma passagem bíblica, somos inclinados a vê-lo com os óculos de outro. Repetimos, então, frases que nunca tivemos o cuidado de observar se estão de fato na Bíblia. Como exemplo: "Vinde como estás" (atribuído a Jesus); "Esforça-te, que eu te ajudarei" (atribuído ao próprio Deus). Claro que o princípio aplica-se a qualquer texto. Muitos universitários repetem os discursos de seus cultos professores, sem terem a convicção de que estão corretos. 
     Um dos fatores condicionantes na leitura das Escrituras pode ser as epígrafes, aqueles títulos que aparecem acima de algum trecho bíblico. Eles são muito úteis, pois nos auxiliam a localizar texto que procuramos, mas eles podem fazer-nos focar em apenas um aspecto de uma história ou ensino. Devemos lembrar que estes títulos não fazem parte do texto bíblico original, são colocadas pelos editores. Vejamos duas epígrafes que estão na Bíblia de Estudo Almeida (Sociedade Bíblica do Brasil, 1999):

      A parábola do filho pródigo (Lc. 15:11-32). Esta é uma das mais conhecidas parábolas do Novo Testamento, inclusive é o título de um livro do pastor John MacArthur (publicado pela Thomas Nelson em 2008). Ora, não há dúvida de que Jesus deseja falar sobre um certo filho que dissipa seus bens, gasta mais do que o necessário (sinônimo de pródigo). Mas, não acredito que este seja o único foco, nem mesmo o principal, da mensagem de Jesus.
      O início da parábola começa assim: "Continuou: Certo homem tinha dois filhos" (v. 11). Ou seja, temos três personagens principais: um pai e dois filhos, mas a epígrafe nos faz focalizar em apenas um deles: o filho pródigo. Há uma preocupação de Jesus em se deter também no outro filho, o mais velho, àquele que permaneceu na casa do pai. Cristo narra vários detalhes sobre ele: ele se indignou pela festa que o pai preparara para o filho mais novo (v. 28); procurou justificar ao pai que era merecedor de sua benesses, por ser um filho obediente (v. 29) e  mostrou distância afetiva de seu irmão ("esse teu filho"-v. 30). A meu ver isto tudo é muito importante no ensino de Jesus: um filho que se comporta apenas como servo, que acha que tem méritos diante do pai e que não demonstra misericórdia para com seu irmão.
     E é claro que Jesus quer ressaltar não tanto o pecado dos filhos, mas o perdão do pai. Lembremos a murmuração dos fariseus antes dele pronunciar uma sequencia de três parábolas sobre a busca de uma ovelha, dracma e filho perdidos: "Este recebe pecadores e come com eles" (Lc. 15:2). A ênfase não é no retorno do filho ingrato (isto era seu dever), mas na recepção feita pelo pai ferido: "era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado".

      O bom samaritano (Lc. 10:25-37). Foi através de um texto do pastor Robert McAlister ("O samaritano foi bom?) que percebi que obviamente Jesus nunca chamou o samaritano da parábola de bom. Ele apenas narra o que ele fez (ajudar um homem ferido no caminho) e arremate ao intérprete da lei: "Vai e procede tu de igual modo" (v. 37). Cristo não qualificou o samaritano como alguém bom. Certa vez Ele disse: "Ninguém é bom senão um, que é Deus" (Mc. 10:18). Jesus relatou algo que o samaritano fez, e disse que isso era algo a ser praticado pelos demais homens.
       Não podemos ler o texto sagrado, ou qualquer outro, sem algum condicionamento prévio. Mas, devemos pô-lo à prova. Condicionamento não é determinação. Outrossim, fazemos bem em ler a Bíblia sem sermos totalmente dirigidos pelas epígrafes.   

George Gonsalves

22 de agosto de 2011

BONHOEFFER, UM MÁRTIR DA IGREJA?

LIVRO: BONHOEFFER, O MÁRTIR
AUTOR: CRAIG SLANE
EDITORA VIDA, 2007, 407p.
          Nesta obra o teólogo Craig Slane defende uma tese polêmica: Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo alemão, é um mártir da igreja, tanto quanto aqueles que morreram no Coliseu romano no início da igreja. A tese é controversa porque Bonhoeffer se envolveu em uma conspiração que tinha como objetivo executar Adolf Hitler, que vinha colocando em ação seu plano de extermínio de judeus. Foi preso e acabou enforcado em um campo de concentração antes de completar 40 anos de idade.
          Dialogando com filósofos como Kierkegaard e Heidegger, e teólogos como Karl Rahner, o autor procura elaborar uma base teórica cristã para o martírio e incluir nela o exemplo de Bonhoeffer.
          Slane cita ao longo do livro várias partes de obras e cartas de Bonheffer, em que procura demonstrar a preocupação do pastor com o testemunho cristão no mundo, o que incluía uma entrega aos que padeciam injustiças. Em uma carta ele disse: "'Erga a voz em favor dos que não podem defender-se' (Pv. 31:8). Quem reconhece, na igreja de hoje, que essa é a menor das exigências a nós feitas pela Bíblia [...] nestes tempos" (p. 387).
          Trata-se de uma obra densa que nos leva a reflexões sobre o papel do cristão ante as injustiças no mundo, e que tem o mérito de não defender todos os atos de Bonhoeffer.

George Gonsalves

19 de agosto de 2011

ELE RESSUSCITOU!


        Lendo o capitulo 20 do evangelho de João, contemplamos um dos fatos mais fascinantes e maravilhosos da história: a ressureição de Jesus.
       Os discípulos estavam entristecidos pela ocasião da morte do Mestre, e no decorrer da leitura desse evangelho, vemos relatos interessantes que nos causam ao mesmo tempo alegria e comoção.
      De início, nos deparamos com dois dos seus discípulos, Pedro e João, correndo com a ansiedade de uma criança diante de uma “estranha” notícia: o corpo do Senhor havia sumido!
        Eles tinham que ver com seus próprios olhos o que de fato acontecera. Por um momento imagino a ansiedade no coração daqueles varões. De um lado, o discípulo amado, o mesmo que na última ceia reclinara carinhosamente a cabeça sobre o ombro do Mestre, por outro lado, Pedro, aquele mesmo, que numa dada ocasião disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
         Depois de chegarem ao sepulcro, o ousado Pedro entrou enquanto João, hesitante, ficou à entrada do túmulo. Porém, não resistindo acompanhou o amigo. É impossível não imaginar a ansiedade naquele momento.
        Era realmente verdade. O corpo do Senhor não estava lá. Os lençóis eram a evidência do fato e, finalmente, creram na notícia.
       Voltaram então para casa, porém, Maria não retorna com eles, mas permanece junto ao túmulo chorando. Sua perseverança em permanecer no lugar me impressiona, e quando indagada pelos anjos, sua resposta mostra-nos zelo pelo Mestre querido: “... Levaram meu Senhor e não sei onde o puseram”.
        Jesus continuava sendo Senhor para ela, mesmo diante daquelas circunstâncias.
      E finalmente, mais uma vez a pergunta: por que choras? Dessa vez não eram os anjos. Maria responde-o sem ao menos perceber de quem se tratava, até que Ele diz: Maria!
      Bastou uma palavra. Creio que havia ali um misto de autoridade, porque despertou seu coração e familiaridade. Era Ele. Só Ele poderia chamá-la assim.
       Aquela mulher irrompeu em alegria e disse: Rabôni! (que em hebraico quer dizer mestre). Imagine por um pouco a cena e seu coração, como o meu, saltará de alegria.
       Era um dia festivo para Maria.
       O sepulcro vazio era a evidência do milagre.
       Ele ressuscitou!

Silvana Sales




15 de agosto de 2011

A MENSAGEM DE AMOR CONTINUA ATUAL NO CRISTIANISMO

Luc Ferry
        Filósofo e ex-ministro da Educação da França, Luc Ferry é autor de sucesso. Sua obra Aprender a Viver, lançada em 2006, vendeu mais de 700.000 exemplares, mais de 40.000 deles no Brasil. Ele é coautor da obra A tentação do cristianismo, lançada este ano pela Editora Objetiva, e que foi criada a partir do debate ocorrido na Sorbonne em 2008 com o historiador francês Lucien Jerphagnon. O livro aborda a dominação da fé cristã sobre a cultura ocidental sob os mais diversos aspectos.

A seguir transcrevo parte da entrevista que Luc Ferry cedeu a Marcos Guterman, publicada no caderno Sabático de 16 de julho de O Estado de São Paulo. Em breve pretendo postar um comentário sobre o novo livro de Ferry.

Pergunta – De acordo com o seu ponto de vista, o amor cristão induz a pensar que Deus se retirou para deixar lugar aos homens. Será esta uma forma de emancipação humana?

Ferry – Uma grande filósofa cristã, Simone Weil, evoca a propósito do amor do ágape, que se supõe Deus experimentasse pelos homens, a famosa teoria judaica do Tsimtsum, da criação do mundo. Deus teria criado o mundo por amor, não por uma forma de superpotência, para declarar uma força infinita que transbordaria dele, por assim dizer, na criação dos homens e do universo, ao contrário, para permitir que existisse alguma coisa de exterior a ele. Deus teria deixado de ser para que houvesse o ser. É o ágape e, se refletirmos melhor, frequentemente é assim que nos comportamos com os nossos filhos. Às vezes, estamos dispostos a nos retirar para deixá-los em paz, ou, mais simplesmente contar uma experiência sem dúvida mais comum, a nos privar para dar a eles, economizar para que eles possam gastar.

Pergunta – O cristianismo, analisa o sr., quebrou a hierarquia rígida do “mundo perfeito” grego, refletido na sociedade deles. Por outro lado, não é esse mesmo mundo cristão que criará sua aristocracia, com a ideia de uma divisão da sociedade feudal por estamentos (bellatores, oratores, laboratores)?

Ferry – Em primeiro lugar, não devemos confundir a mensagem de Jesus e o que a Igreja como instituição política fez dessa mensagem ao longo de toda a Idade Média – e mesmo ainda hoje. É possível imaginar, por exemplo, Jesus como torturador chefe na Inquisição? Voltemos à mensagem original, e principalmente à magnífica parábola dos talentos, que encontramos no Evangelho de Mateus e pode servir de fio condutor ideal para compreender o que a revolução judaico-cristã nos oferece ainda hoje no plano ético. É sem dúvida o texto mais simples, talvez também o mais profundo, que nos permite compreender perfeitamente a convulsão radical que o cristianismo, na esteira do judaísmo, instaurará em relação à moral aristocrática dos gregos. Ele conta, em resumo, a história de um senhor que, ao partir para uma viagem, confia três somas de dinheiro diferentes a três dos seus servos. Cinco talentos ao primeiro, dois ao segundo, um ao terceiro – a palavra talento (talenta em grego) designava moedas de prata, mas simbolizava também os dons naturais que recebemos ao nascer. Ao regressar ele quer a prestação de contas. O primeiro servo devolve dez talentos, o segundo quatro e o terceiro que teve medo e enterrou a moeda, devolve-a intacta, sem que a tenha feito frutificar. O patrão o escorraça insultando-o e, ao mesmo tempo, felicita-se em termos iguais com os outros dois. O que significa essa parábola? Em primeiro lugar, e antes de mais nada, o seguinte: ao contrário do que pretende a visão moral aristocrática, a dignidade de um ser não depende dos talentos que ele recebeu ao nascer, mas do que ele fez com esses talentos, não da natureza e dos dons naturais, mas da liberdade e da vontade, quaisquer que sejam as dotações iniciais. Evidentemente, existem entre nós desigualdades naturais. Seria inútil querer negar esse fato em nome de um igualitarismo mal compreendido. Nós não podemos interferir a esse respeito: alguns são de fato mais fortes, mais belos e mesmo mais inteligentes do que os outros. Quem pode negar que Einstein ou Newton eram mais inteligentes do que a média, do que uma criança com síndrome de Down? É um fato, assim como é um fato que o primeiro servo tem cinco talentos enquanto o segundo tem apenas dois. E então? O que isso importa no plano ético? Resposta cristã: nada. Porque o que importa é o que cada um fará com a soma. É o trabalho que valoriza o homem, e não a natureza. E é preciso compreender bem o alcance moral incomparável dessa simples afirmação. Em um universo ainda impregnado de ética aristocrática, ela representa um verdadeiro sismo, uma revolução de que precisamos estar a par. Ela introduz a ideia moderna de igualdade, mas mais ainda talvez, ela deve servir para fazer compreender aos nossos filhos que, apesar de todas as suas imperfeições, eles estão num mundo em que, apesar de tudo, aquele que trabalha realmente e que não cede ao medo acaba sempre sendo bem-sucedido. É essa definição naturalista e aristocrática da virtude que o cristianismo fará literalmente voar em pedaços. Sua argumentação é muito simples e encontraremos sua versão secularizada em todas as nossas doutrinas morais republicanas e humanistas, por exemplo, nas primeiras páginas dos Fundamentos da Metafísica dos Costumes, de Kant: certamente os talentos naturais – a inteligência, a força, a beleza, a memória, etc. – constituem qualidades. No entanto, nada têm a ver com a virtude. A prova disso é que basta refletir o fato de que todos os talentos e os dons naturais, e sem a menor exceção, podem ser colocados tanto ao serviço do bem quanto do mal.

Pergunta – A promessa cristã da salvação, segundo o seu livro, quando cremos nela, é verdadeiramente superior à promessa da salvação filosófica, e esse seria o motivo pelo qual “o cristianismo venceu”. Mas ele “venceu” afinal em que sentido?

Ferry – A vitória do cristianismo sobre a filosofia é evidente ao longo de toda a Idade Média: a filosofia será reduzida ao que chamamos de “escolástica”, ou seja, ela praticamente deixará de ter o direito de se interessar pela questão da vida boa e da salvação, que se tornará monopólio absoluto da religião. A filosofia será reduzida a uma vulgar análise de conceitos, mas não será mais, como no tempo das grandes escolas gregas, um exercício concreto de aprendizagem da vida. Será preciso esperar o século 17 para que a filosofia retome aos poucos, principalmente graças a Espinoza, o projeto grego de definir a sabedoria e a vida bem-aventurada…

Pergunta – Embora o sr. não seja um crente, admite que o Evangelho de João é o livro que levaria para uma ilha deserta. É uma rendição à “tentação do cristianismo”?

Ferry – É evidente que a mensagem do amor continua atual no cristianismo, e inclusive mais atual do que nunca. É ela que é, ousaria dizer, “tentadora”. Porque é uma evidência que cega de tão óbvia, que atravessa e subverte continuamente nossa vida privada e no entanto, como se fôssemos tímidos, mal ousamos falar a seu respeito fora da intimidade: é o amor que dá sentido a nossa vida. Todo mundo sabe, todo mundo percebe. O que é menos evidente é que esse poder dos sentimentos nem sempre foi supremamente importante. Como mostro no meu último livro, Révolution de L”Amour, na verdade, ela está ligada a uma história ainda desconhecida: a da invenção, na Europa, do casamento por amor. Sob o efeito da passagem das uniões arranjadas para as uniões escolhidas, o ideal da paixão substituiu paulatinamente as fontes tradicionais de sentido e os antigos valores que foram sacrificados. Em termos filosóficos, o sagrado não é tanto o oposto do profano quanto aquilo pelo qual poderíamos nos sacrificar, dar a nossa vida. E, de fato, os ocidentais partiram para a guerra em nome da religião, da nação e da revolução. Mas quem gostaria ainda hoje em dia, pelo menos entre nós, de morrer por Deus, pela pátria ou pelo comunismo? Ninguém ou quase ninguém, felizmente. Mas, para os que amamos, estaríamos dispostos a tudo. Além do ideal das Luzes, dos direitos do homem e da razão, uma segunda idade do humanismo está prestes a nascer. Ela subverte a vida privada e a coletiva. Não é mais a glória do império, nem mesmo a da pátria que agora inspira a política moderna, mas uma questão totalmente diferente: a das gerações futuras, ou seja, dos nossos filhos, e do mundo que vamos querer deixar-lhes como herança.


George Gonsalves




12 de agosto de 2011

LEMBRA-TE


     “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras...” (Apocalipse 2:4-5).

      Uma das coisas que mais me chama atenção neste versículo é a expressão: lembra-te. E eu me arrisco a crer que esse é o passo fundamental para cada novo recomeço.
      Se pararmos para analisar o valor dessa atitude, podemos concluir que bênçãos há para os que se dão à reflexão de suas vidas. Aqui, vemos Jesus falando a uma igreja, no caso a de Éfeso. No entanto, isso não nos isenta da responsabilidade de aplicarmos as palavras do nosso Mestre às nossas vidas de modo bem particular.
      Deus nos criou com algo que, a meu ver, evidencia sua brilhante e perfeita inteligência: a mente humana. Ela é capaz de armazenar com certa precisão nossas mais valiosas lembranças sejam elas boas ou más, e por isso, somos convidados a fazer uso dessa criação abençoada em muitos momentos de nossa caminhada cristã.
     Infelizmente, há os que preenchem suas mentes com coisas que só lhe trazem prejuízos, lembrando-se de pecados e até se deleitando com eles. Outros por sua vez, insistem em lembrar-se de injustiças ou danos que lhe foram causados, enveredando pelo caminho da amargura, do ressentimento. Outros ainda sofrendo com recordações de pessoas que passaram por sua vida e que não mais terão retorno. Mas não é desse tipo de lembrança de que Jesus trata no texto citado. O Senhor nos fala de coisas que devemos lembrar e que nossa negligência por tantas vezes insiste em nos fazer esquecer.
     Três coisas importantes o Senhor nos fala:

     Lembra-te de onde caíste...

     Não deveríamos regressar, sem que recordemos das coisas que precisam ser lembradas. É necessário que não esqueçamos de onde caímos. Isso exige de nós um profundo estado de reflexão, do contrário podemos até continuar caminhando, mas sem a experiência abençoada do arrependimento e por consequência sem uma verdadeira mudança.
    E isso me faz lembrar uma história bem conhecida de muitos de nós cristãos - a parábola do filho pródigo. Aquele jovem, durante um período de erros em sua vida teve uma experiência maravilhosa de arrependimento, mas para que isso lhe acontecesse ele se lembrou de algumas coisas que eram imprescindíveis ao seu regresso, e, arrependido, retorna aos braços carinhosos do Pai. Era para ele um novo recomeço.

     Tenho contra ti que abandonaste teu primeiro amor...

     Conheço pessoas que no princípio de sua fé não passariam por cima de determinados erros, por menor que estes parecessem, sem se angustiarem com eles. Sua sensibilidade era uma evidência do zelo que tinham pela causa de Cristo. Hoje, a ausência dessa sensibilidade é exatamente o reflexo do abandono do primeiro amor e isso leva a erros bem mais grosseiros.

       ... e volta à prática das primeiras obras.

    Em toda a sua palavra Deus, nosso maravilhoso Criador, nos convida a regressos... Precisamos fazer uma avaliação diante dele. Se estamos realmente perto, em intensa comunhão, ou se estamos longe, à semelhança daquele filho pródigo.
      Alguém disse com muita sabedoria: em nosso caminho existem pedras e ao nos deparar com elas o ideal não é que passemos por cima, mas que as removamos para continuarmos a caminhada.
     As pedras que surgem no nosso caminho têm sido removidas ou simplesmente ignoradas?
Existem pecados que devem ser confessados? Erros que precisam ser abandonados? Atitudes a serem avaliadas? Então o nosso Criador não só nos convida a voltar, mas também a lembrarmos de onde caímos, e por fim nos arrepender.

     Essa é a voz de Deus ao nosso coração: lembra-te!

     Silvana Sales



9 de agosto de 2011

O SER HUMANO, CRIADO PARA CRER NO TRANSCENDENTE

Um estudo realizado em 20 países revelou que o ser humano é inclinado a crer na vida após a morte e na existência da alma.
 


 04 de agosto de 2011, REINO UNIDO
 
Os resultados de um projeto de pesquisa  internacional de três anos de duração, realizado em 20 países e liderado por dois acadêmicos da Universidade de Oxford, sugere que os humanos têm uma tendência natural para acreditar em deuses ou agentes sobrenaturais, assim como na vida após a morte.
Estudos com crianças e adultos revelou, por exemplo, que pessoas de muitas culturas acreditam instintivamente que a sua mente, espírito e alma continuam a existir após a morte. Após estas conclusões, os pesquisadores concluem que a religião existe para promover a cooperação social e nunca será fácil de erradicá-la, porque está enraizado no pensamento humano.
Conforme publicou a Universidade de Oxford em um comunicado, o projeto envolveu 57 pesquisadores que realizou mais de 40 estudos independentes, em um total de 20 países. Os países escolhidos foram representantes de sociedades tradicionalmente religiosas, bem como ateístas. Assim, a pesquisa abrangeu um amplo espectro de culturas e perspectivas.

CRENÇA NA DIVINDADE
 
A partir dos resultados obtidos nesses estudos (analíticos e empíricos), os cientistas concluem que os humanos são predispostos a crer em um deus ou deuses e na vida após a morte, e que tanto a teologia como o ateísmo são respostas racionais a um impulso que é básico para a mente humana.
Os pesquisadores observam que o projeto não foi realizado para provar a existência de Deus, mas para tentar entender se tais conceitos como a divindade ou a vida após a morte são aprendidos ou, pelo contrário, são expressões básicas da natureza humana.
Para este fim,“The Cognition, Religion and Theology Project”, como foi nomeada a iniciativa, aplicou uma metodologia multidisciplinar. A pesquisa combinou assim  em seu desenvolvimento a antropologia, a filosofia, a psicologia e a teologia.           
Os resultados serão publicados em dois livros escritos por Justin Barrett, um pesquisador do Center of Antrophology and Mind da Universidade de Oxford e co-diretor do projeto.

Fonte: tendencias21
© Protestante Digital 2011
Tradução: Sandra Gonsalves

LIVRO SOBRE UM FILÓSOFO CRISTÃO

LIVRO: KIERKEGAARD
AUTOR: PATRICK GARDINER
EDITORA: LOYOLA, 2001, 136p.


       O  filósofo Patrick Gardiner que foi professor emérito do Magdalen College - Oxford (1958 - 1989) faleceu em 1997. Deixou-nos a obra Kierkegaard, que apesar de compacta consegue mostrar de forma panorâmica e profunda, muito do pensamento de Kierkegaard como: as discussões com o pensamento kantiano e com o sistema de Hegel e a “doutrina” dos estádios estético, ético e religioso. Traz também a visão de subjetividade, um conceito tão caro na filosofia deste pensador.  
     O livro ainda traz um resumo da biografia de Kierkegaard. Sem dúvida, um livo que merece ser lida por aqueles que apreciam a obra do filósofo cristão.

Roberto Pereira







6 de agosto de 2011

A SUPERIORIDADE DO CRISTIANISMO - ENTREVISTA DE PONDÉ À REVISTA VEJA

Na sua edição do dia 13 de julho deste ano, a revista Veja publicou uma entrevista com Luis Felipe Pondé, que é filósofo e psicanalista, doutorado em Filosofia pela USP/Universidade de Paris e pós-doutorado em Epistemologia pela Universidade de Tel Aviv.
Nela, Pondé, autor de O Homem Insuficiente, Contra um Mundo Melhor, Crítica e Profecia - Filosofia da Religião em Dostoievski, dentre outros, explica por que considera o cristianismo moralmente superior à pregação materialista. Estudioso de teologia, Pondé considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular.
Ao ler sua entrevista, me veio a mente um tema que tenho pensado nos últimos dias: a verdade não é do homem, mas de Deus. É certo que há ensinos que não se apreendem por um exercício intelectual, mas sim por uma experiência com o Ser Divino. Contudo, há vislumbres da Verdade que podem ser entendidos, mesmo por quem não é cristão.
Deste modo, os cientistas ao investigarem a natureza, estão lendo outro livro de Deus, como diziam os puritanos, e assim podem apreender algo d'Ele. Os filósofos também podem chegar a aspectos da revelação divina. Justino, no século II, disse: "a filosofia é o maior e o mais precioso bem diante de Deus, para o qual somente ela nos conduz e nos associa" (Apologia, Ed. Paulus, p. 111). Nesta perspectiva até um ateu pode expressar uma verdade, pois ela não pertence a um homem, nem à igreja, mas somente a Deus. Homens não cristãos como Sócrates, Platão, e Einstein já o fizeram, assim como Luís Felipe Pondé  na entrevista a Veja. Abaixo transcrevo alguns trechos:
Por que a política não pode ser redentora? O cristianismo, que é uma religião hegemônica no Ocidente, fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. É uma espiritualidade riquíssima, pouco conhecida por causa do estrago feito pelo secularismo extremado. Ao lado de sua vocação repressora institucional, o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil. As redenções políticas não têm isso. Esse é um aspecto do pensamento de esquerda que eu acho brega. Essa visão do homem se responsabilidade moral. O mal está sempre na classe social, na relação econômica, na opressão do poder. Na visão medieval, é a graça de Deus que redime o mundo. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor. O grupo, como a história do século 20 nos mostrou, é sempre opressivo.

Em que o cristianismo é superior ao pensamento de esquerda? Pegue a ideia de santidade. Ninguém, em nenhuma teologia da tradição cristã – nem da judaica ou islâmica --, pode dizer-se santo. Nunca. Isso na verdade vem desde Aristóteles: ninguém pode enunciar a própria virtude. A virtude de um homem é anunciada pelos outros homens. Na tradição católica – o protestantismo não tem santos --, o santo é sempre alguém que, o tempo todo, reconhece o mal em si mesmo. O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT, ou em algum partido que se acha mais puro ainda, como o PSOL, até porque o PT já está meio melado. Não há contradição interior na moral esquerdista. As pessoas se autointitulam santas e ficam indignadas com o mal do outro.

Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde? Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo. Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro --, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

O senhor acredita em Deus?
Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus, é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo. Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político. Do ponto de vista político, a importância que vejo na religião é outra. Para mim, ela é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas, como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.

Por que o senhor deixou de ser ateu? Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.
George Gonsalves

4 de agosto de 2011

MANIFESTO CRISTÃO


A maior parte do cristianismo evangélico hoje é fundamentado em clichês. A maior parte do nosso cristianismo vem de músicos que se dizem cristãos, e não da bíblia. A maior parte do que os evangélicos acreditam é ditado pela cultura secular e não pela escritura. 
Poucos são os que encontram a porta estreita. Consequentemente, as ideias mais populares possivelmente não são os conceitos mais próximos da verdade bíblica. Nos dias de hoje, desconfie de qualquer “best-seller”. Desconfie de qualquer um que for sucesso ou um furacão de vendas, simplesmente porque a genuína verdade cristã jamais foi e nunca será “digerida” pelas massas. A maior prova disso, é que mataram o seu autor. Se caiu no gosto da maioria é falso. Lembre-se, Jesus se referiu aos seus verdadeiros seguidores como “pequenino rebanho”.
A apostasia que a Bíblia nos advertiu que seria evidente nos últimos dias já está em pleno andamento. Somente aqueles que se mantiverem firmes na Palavra de Deus serão protegidos e salvos. Este remanescente de crentes fiéis será visto como pessoas antiquadas e de mentalidade fechada. 
A natureza da salvação de Cristo é deploravelmente deturpada pelo evangelista moderno. Eles anunciam um Salvador do inferno ao invés de um Salvador do pecado. E é por isso que muitos são fatalmente enganados, pois há multidões que desejam escapar do lago de fogo, mas que não têm nenhum desejo de ficarem livres de sua pecaminosidade e mundanismo. Sem santificação ninguém verá o Senhor.
Os eEvangélicos modernos procuram encher suas igrejas de analfabetos bíblicos, convencendo-os que eles irão para o céu, simplesmente porque levantaram a mão e fizeram uma oração, como sinal de aceitação de Jesus como Salvador, e que Ele vai lhes dar o sucesso familiar, social e financeiro, se tiverem um nível de moralidade considerável e forem dizimistas fiéis; o que se constitui propaganda enganosa.
Muitos dizem não ter vergonha do evangelho, mas são uma vergonha para ele. A primeira geração de cristãos pós-modernos já está aí. São crentes que pouco ou nada sabem da Palavra de Deus e demonstram pouco ou nenhum interesse em conhecê-la. Cultivam uma espiritualidade egocêntrica, com nenhuma consciência missionária. Consideram tudo no mundo muito “normal” e não veem nenhuma relevância na cruz de Cristo. Acham que a radicalidade da fé bíblica é uma forma de fanatismo religioso impróprio e não demonstram nenhuma preocupação em lutar pelo que creem.
Você sabia que 80 a 90% das pessoas que “aceitam a Cristo” em trabalhos evangelísticos se “desviam” depois? O motivo de tudo isso tem sido esse evangelho centrado no homem que é pregado nos púlpitos, nas TVs e nas casas, onde o bem-estar e a prosperidade tem se tornado “mais valiosos” que o próprio sangue de Cristo. A graça já não basta mais (apesar dos louvores e acharmos Cristo tão meigo). O que nós realmente queremos é “o segredo” para sermos bem-sucedidos. Desejamos “uma vida com propósitos” para taparmos com peneira o vazio que sentimos. O Vazio de um espírito morto que somente Deus pode ressuscitar. Queremos “o melhor de Deus para nós” nesta vida, no lugar de tomarmos a nossa cruz e de negarmos a nós mesmos. Queremos conhecer “as leis da prosperidade” mais do que o Espírito de Santidade; e, para nos justificarmos, tentamos ser pessoas auto-motivadas e de alta performance, antes de sermos cristãos cuja alegria está em primeiro lugar Nele; e santos bem aceitos pelo mundo a despeito das Palavras de Jesus contrariar esse posicionamento.
A falha do evangelismo atual reside na sua abordagem humanista. Esse evangelho é francamente fascinado com o grande, barulhento, e agressivo mundo com seus grandes nomes, o seu culto a celebridade, a sua riqueza e sua pompa berrante. Para os milhões de pessoas que estão sempre, ano após ano, desejando a glória mundana, mas nunca conseguiram atingi-la, o moderno evangelho oferece rápido e fácil atalho para o desejo de seus corações. Paz de espírito, felicidade, prosperidade, aceitação social, publicidade, sucesso nos negócios, tudo isso na terra e finalmente, o céu. Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, ele nunca teria sido crucificado. 
Hoje temos o espantoso espetáculo de milhões a ser derramado na tarefa de proporcionar irreligioso entretenimento terreno aos chamados filhos do céu. Entretenimento religioso é, em muitos lugares rápido meio de se esvaziar as sérias coisas de Deus. Muitas igrejas nestes dias tornaram-se pouco mais do que pobres teatros de quinta categoria onde se "produz" e mercadeja falsos “espetáculos” com a plena aprovação dos líderes evangélicos, que podem até mesmo citar um texto sagrado fora de contexto em defesa de suas delinquências. E dificilmente um homem se atreve a levantar a voz contra isso. 
A maioria dos crentes não acredita que a Bíblia diz o que está escrito: acreditam que ela diz o que eles querem ouvir. Contornar a Palavra de Deus e chamar os nossos desejos de direção divina, só leva à multiplicação do pecado. Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal e muitas vezes coletiva. Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em você mesmo. 
Ai de vocês que pregam seu falso evangelho, transformam a casa de Deus em comércio. Vendem seus CDs, vendem seus falsos milagres, vendem suas falsas unções, vendem falsas promessas de prosperidade, enquanto na verdade só vocês têm prosperado. Como escaparão do juízo que há de vir? 


"Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: "Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?" Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido." João 6:60;66-65

- Conteúdo adaptado a partir de algumas ideias e textos de diversos autores Cristãos.
Fonte: http://aounicodeusverdadeiro.blogspot.com/2011/07/manifesto-cristao.html

Você pode também gostar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...