2 de outubro de 2011

QUANDO OS SANTOS SE VÃO

 
    Não sei por que os santos sempre parecem ir antes de nós
    Nos deixando tristes e órfãos
    Quando se vão nos deixam menores do que éramos
   
    Talvez seja egoísmo ou insegurança 
    Mas em um mundo permeado pela mediocridade
    Não quero ficar sem alguém piedoso por perto
  
    Os baluartes da igreja talvez não estejam nos púlpitos, vestidos elegantemente
    Talvez não sejam os eloquentes oradores que bradam no rádio e na TV
    Quem sabe não os encontremos escrevendo poeticamente
    Ou destilando precisos postulados doutrinários

    Eles estão onde ninguém os procura
    Nos apertados e solitários quartos de oração
    Nos corredores de hospitais, asilos e presídios
    Ou em um canto esquecido no grande templo

    Talvez nunca sejam reconhecidos pelos homens
    Mas Deus um dia dirá que deles o mundo não era digno (Heb. 11:38)         

    (em memória de Maria Zuila, que partiu para o Senhor neste sábado, 1º.10.2011).

George Gonsalves

Um comentário:

Anônimo disse...

Simplesmente linda! Além de justa e verdadeira. Tocou-me profundamente... Agradeço a você, poeta, por me agraciar com essas pérolas. Silvana Sales.

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