7 de setembro de 2011

OS CRISTÃOS E O 11 DE SETEMBRO


World Trade Center em destroços
        Reproduzo aqui o que três cristãos falaram sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

DAVID WILKERSON (pastor da Igreja Times Square em Nova Iorque), 8 de outubro de 2001.

As Torres Caíram - Mas Não Compreendemos o Significado da Mensagem!

Terça-feira, 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York foram destruídas. Cinco dias mais tarde, ao preparar esta mensagem, olhei pela janela do escritório de meu apartamento no 30º andar; enormes nuvens de fumaça ainda saíam das ruínas; subiam dos entulhos e seguiam pelo rio Hudson, passando sobre a Estátua da Liberdade.

[...] Enquanto um policial de nossa igreja ajudava no local da tragédia, seus companheiros ficavam lhe perguntando: “Do que se trata tudo isto? O que está acontecendo?” Nessa hora, o país inteiro perguntava: “Onde está Deus nesses acontecimentos?”.

[...] Uma coisa posso lhe garantir: Deus não foi pego de surpresa. Ele conhece o pensamento de todo ser humano, inclusive de cada governante, ditador e terrorista. O Senhor monitora os movimentos de toda pessoa na humanidade inteira. Ele sabe quando nos assentamos e quando nos levantamos. E posso lhe dizer, uma coisa é certa: Deus está no controle de tudo. Nada sobre a face da terra acontece sem Seu conhecimento, Sua permissão, e às vezes, Sua ação por detrás.

Se você é cristão, sabe que Deus mandou uma mensagem para os Estados Unidos e para o mundo através desta tragédia.

[...] Eis a palavra que ouço Deus nos dizendo nesta hora: “O Senhor suscitará contra ele os adversários de Rezim, e instigará os seus inimigos...Todavia este povo não se voltou para quem o feria, nem buscou ao Senhor dos Exércitos” (Isaías 9:11, 13).

A Bíblia deixa muito claro: Deus usou nações inimigas para corrigir o Seu povo. O Senhor utilizou estes inimigos como instrumento de advertência a Israel, convocando o país ao arrependimento. “Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Envio-a contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe dou ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas” (10:5-6).

[...] Eu me pergunto: se tivéssemos vivido nos dias de Isaías, teríamos ouvido suas advertências proféticas? Ou ficaríamos surdos à elas? Tanto Jerusalém quanto a nação de Judá se recusaram a crer que poderiam ser derrubadas. Mesmo assim Isaías profetizou: “Não faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos como fiz a Samaria e aos seus ídolos?” (Isaías 10:11). Deus estava dizendo em essência: “Julguei outras nações pela mesma idolatria que vocês estão praticando. Por que não haveria de julgar a vocês? O que os deixa isentos da Minha lei?”.

Por todos os EUA as pessoas estão fazendo reuniões de “oração e memória.” Está correto, é honroso (e totalmente bíblico!) se lembrar dos que morreram. Mas por que temos tanto medo de também convocar reuniões de “oração e arrependimento”? Neste instante, a maioria dos americanos está concentrada na lembrança e na vingança. Assim, onde está o chamamento nos Estados Unidos para a volta para Deus?

[...] Se Deus não poupou as outras nações que desobedeceram Suas leis, por que haveria de poupar os Estados Unidos? Ele nos julgará do mesmo jeito que julgou Sodoma, Roma, Grécia e todas outras culturas que Lhe viraram as costas.

JOHN PIPER (pastor da Igreja Batista Belém em Minneapolis), 16 de setembro de 2001.

A resposta ao ataque no World Trade Center, 11 set 2001.

Assim, o jeito que eu quero para fortalecer a sua esperança, esta manhã não é por discorrer sobre quão vulneráveis ​​estamos em nossa existência terrena, ou desviando sua atenção para longe da verdade bíblica de que os juízos de Deus caem sobre o crente e o incrédulo iguais - purificação, em alguns casos e punição em outros casos, dependendo se nos arrependermos e fazer de Cristo o nosso tesouro, em vez dos ídolos deste mundo. Eu quero olhar as realidades da vulnerabilidade [...] lhe dar real, esperança, bíblica sólida. Não apenas sentimentos de esperança com base em noções ingênuas de estabilidade terrestre ou escapar da dor...

Então, o que é esta esperança e qual é a base para isso? Vou te dar a minha resposta, e depois mostrar-lhe de onde eu o tirei - da palavra de Deus.

Nossa esperança é que nada pode nos separar do amor de Deus em Jesus Cristo, nem o sofrimento e nem mesmo a morte.

E as duas bases para essa esperança é a morte de Jesus e  soberania de Deus.

PHILIP YANCEY (escritor), no livro Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados, publicado pela Mundo Cristão.  

 "Os telefones de nossa casa começaram a tocar em 11 de setembro, o dia do ataque. Recebi telefonemas da Inglaterra, Holanda, Austrália e também da imprensa americana. "Você escreveu sobre a questão do sofrimento. O que tem a dizer a respeito dessa tragédia?
Na verdade, não tinha nada a dizer. Os fatos eram tão massacrantes, tão incompreensíveis, que fiquei atordoado, em silêncio. Qualquer coisa que me viesse à mente para dizer - horrível... não ponha a culpa em Deus... vimos a face da maldade... - soaria como um cliquê estéril. Declinei todos os pedidos de resposta. Como a maioria dos americanos, senti-me insuportavelmente desamparado, ferido e profundamente entristecido".

Dias depois, Yancey descreveu um pouco de sua de sua visita ao ponto zero, local onde estavam as torres gêmeas:

"Enquanto falava com as pessoas da imprensa a respeito da edição especial de Deus sabe que sofremos, inevitavelmente o entrevistador me fazia a pergunta: 'Bem, onde está Deus numa hora como essa?". Às vezes, eu contradizia as coisas perniciosas que outros porta-vozes cristãos tinham dito a respeito dos ataques, afirmando que estes eram o julgamento de Deus sobre a América, trazendo confusão e culpa a um tempo que implorava por consolo e graça. Falei da reação de Jesus a respeito das tragédias, especialmente em Lucas 13 [...].

Perplexo, pensei por um momento e disse 'Acho que a resposta a essa pergunta é outra pergunta. Onde a igreja está quando sofremos? Se a igreja está cumprindo sua tarefa - tratando das feridas, consolando os pesarosos, oferecendo comida aos famintos -, não acho que as pessoas vão ficar se perguntando tanto sobre onde Deus está quando sofremos. Elas saberão exatamente onde Deus está: presente em seu povo na terra'".   

George Gonsalves



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