9 de agosto de 2011

O SER HUMANO, CRIADO PARA CRER NO TRANSCENDENTE

Um estudo realizado em 20 países revelou que o ser humano é inclinado a crer na vida após a morte e na existência da alma.
 


 04 de agosto de 2011, REINO UNIDO
 
Os resultados de um projeto de pesquisa  internacional de três anos de duração, realizado em 20 países e liderado por dois acadêmicos da Universidade de Oxford, sugere que os humanos têm uma tendência natural para acreditar em deuses ou agentes sobrenaturais, assim como na vida após a morte.
Estudos com crianças e adultos revelou, por exemplo, que pessoas de muitas culturas acreditam instintivamente que a sua mente, espírito e alma continuam a existir após a morte. Após estas conclusões, os pesquisadores concluem que a religião existe para promover a cooperação social e nunca será fácil de erradicá-la, porque está enraizado no pensamento humano.
Conforme publicou a Universidade de Oxford em um comunicado, o projeto envolveu 57 pesquisadores que realizou mais de 40 estudos independentes, em um total de 20 países. Os países escolhidos foram representantes de sociedades tradicionalmente religiosas, bem como ateístas. Assim, a pesquisa abrangeu um amplo espectro de culturas e perspectivas.

CRENÇA NA DIVINDADE
 
A partir dos resultados obtidos nesses estudos (analíticos e empíricos), os cientistas concluem que os humanos são predispostos a crer em um deus ou deuses e na vida após a morte, e que tanto a teologia como o ateísmo são respostas racionais a um impulso que é básico para a mente humana.
Os pesquisadores observam que o projeto não foi realizado para provar a existência de Deus, mas para tentar entender se tais conceitos como a divindade ou a vida após a morte são aprendidos ou, pelo contrário, são expressões básicas da natureza humana.
Para este fim,“The Cognition, Religion and Theology Project”, como foi nomeada a iniciativa, aplicou uma metodologia multidisciplinar. A pesquisa combinou assim  em seu desenvolvimento a antropologia, a filosofia, a psicologia e a teologia.           
Os resultados serão publicados em dois livros escritos por Justin Barrett, um pesquisador do Center of Antrophology and Mind da Universidade de Oxford e co-diretor do projeto.

Fonte: tendencias21
© Protestante Digital 2011
Tradução: Sandra Gonsalves

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