31 de julho de 2011

O PASTOR QUE SALVOU JUDEUS

Trocmé e sua esposa Magda
                                                por George Gonsalves

Diante do horror nazista na 2ª Guerra Mundial a cristandade se comportou de maneira geral de forma apática. É conhecida a inércia do Papa Pio XII quanto ao genocídio dos judeus nos campos de concentração, fato narrado em detalhes por John Cornwell em O Papa de Hitler - a Historia Secreta de Pio XII (Editora Imago). Em 2002 um filme do vencedor do Oscar®, o francês Costa-Gravas, provocou protestos e processos na justiça por católicos: Amém narra a história de Kurt Gerstein. Ele é um oficial do Terceiro Reich que tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Ocorre, que Amém também retrata a subserviência da maior parte dos pastores protestantes com o regime nazista. Apesar dos protestos de homens como Martin Niemöller, Karl Barth e Bonhoeffer, uma grande parte da igreja optou pelo silêncio. 

Conta-se, inclusive, que na época da guerra havia uma capela perto de uma linha de trem na Alemanha. De vez em quando, algum trem abarrotado de judeus passava por ali, e se podia ouvir os gritos desesperados dos homens que rumavam para a morte. Quando isto ocorria na hora do culto, o pastor pedia aos fiéis que cantassem mais alto, a fim de não serem ouvidos os gritos dos judeus.

Mas, houve também corajosos homens de fé. Um deles foi o pastor André Trocmé (1901 – 1971). Ele foi o líder espiritual da Congregação Protestante da vila de Le Chambon-sur-Lignon no Sudeste da França.

Em 1942, ele pediu a sua congregação, junto com sua esposa Magda, para dar abrigo e ajuda a qualquer judeu que pedisse, a quem ele chamava do “povo da Bíblia”. A vila e seus arredores logo ficaram cheios de centenas de judeus. Alguns se refugiaram na região das montanhas de Le Chambon, até a liberação da França, outros receberam abrigo temporário até conseguirem escapar pela fronteira Suíça.

Estima-se que por volta de 5.000 judeus passaram por Le Chambon e outras vilas da região durante os três anos que a vila abrigou os judeus do sul da França. As autoridades do governo de Vichy ordenaram que o pastor parasse com aquela atividade. Sua resposta foi curta: “Estas pessoas vieram pedindo ajuda e abrigo. Eu sou seu pastor. Um pastor não abandona seu rebanho. Eu não sei o que é um judeu só sei o que é um ser humano.”

Trocmé foi preso com vários de seus amigos e colaboradores, mas foram soltos após algumas semanas, não sendo persuadidos pelas autoridades a assinar um compromisso de seguir as ordens do governo com relação aos judeus. Os alemães prenderam seu primo, Daniel Trocmé, que cuidava de crianças judias e mandaram a todos para Maidanek, onde todos foram assassinados. O próprio André Trocmé foi forçado a se esconder dos nazistas. Os residentes de Le Chambon continuaram com a missão de seu pastor e deram abrigo para judeus em centenas de residências da vila.

André Trocmé foi reconhecido como "justo entre as nações", prêmio dado pelo governo de Israel como reconhecimento a todos os não judeus que durante a II Guerra Mundial salvaram vidas de judeus perseguidos pelo regime nazista.

No seu livro Jesus Cristo e a revolução não-violenta (Vozes, 1973), Trocmé expõe um resumo da mensagem evangélica, que norteou o seu comportamento como cristão: "A graça anunciada por São Paulo é concedida àqueles que, como ele, se esforçam por obedecer a Deus em todas as coisas, imitando a Cristo" (p. 239).

Fonte: Wikipédia

Um comentário:

Victor Silva disse...

Graça e paz irmão. =)

Me desculpe estar lhe falando sobre isso aqui, por um comentário. Mas rogo encarecidamente ao irmão, que nos ajude a divulgar um texto intitulado "Manifesto Cristão" que vai no link abaixo.

http://aounicodeusverdadeiro.blogspot.com/2011/07/manifesto-cristao.html

Ele é apenas uma adaptação de alguns textos de vários autores Cristãos. A intenção é apenas levar esta palavra ao maior número de pessoas possível. Isso é um manifesto contra o evangelicalismo moderno, que tem enganado muitas pessoas e desonrado ao nosso amado Senhor Jesus.

Leia o texto, e se achar pertinente postar em seu blog, ficarei imensamente honrado e agradecido. Se conhecer outras pessoas ou blogueiros que possivelmente se interessariam em divulga-los, seriam maravilhoso também. Se você não quiser, não precisa citar fonte nem nada desse tipo, toda glória é do Filho. Só a publicação do conteúdo, para o conhecimento de mais pessoas, já seria uma benção sem tamanho. Do contrário, sua leitura dele, já me deixará muito contente.

Desculpe qualquer incômodo. Desde já, grato pela atenção. =D

Victor Silva

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