25 de julho de 2011

MUITOS CRISTÃOS LATINOS ESTÃO INDO PARA AS CHAMADAS "IGREJAS ORGÂNICAS".

Nos Estados Unidos haveria pelo menos 30.000 grupos, e o número chegaria a um milhão na América Latina.
 Tendência em crescimento.

Segundo Frank Viola, autor de vários livros (Cristianismo Pagão?, Reimaginando a igreja, dentre outros) sobre o que tem sido denominado "a reforma radical" da igreja, "uma alta porcentagem de latinos e de afroamericanos se sentem atraídos às igrejas orgânicas não somente nos Estados Unidos mas também na América Latina".

As estatísticas confirmam que um significativo número de hispanos tem abandonado suas congregacões tradicionais para se unir às chamadas "igrejas orgânicas", que se reúnem geralmente em casas de familia e naquelas que não tem liderança formal.

Viola, que tem trabalhado com grupos na América do Sul, define a igreja orgânica como "um grupo de gente que aprende junta a viver a vida divina, é uma comunidade em que todos se conhecem e todos participam".

Neste sentido, o fundador do "Present Testimony Ministry", com escritórios centrais em Gainesville, Flórida, faz uma diferença entre igreja orgânica e igreja em casas: "A igreja orgânica é a igreja que encontramos nas páginas do Novo Testamento. A igreja nas casas é simplemente um grupo de cristãos que se reúnem em alguma casa. Não são a mesma coisa. A maior parte destes grupos em casas não são orgânicos em absoluto", sustenta.

NADA NOVO DEBAIXO DO SOL
 A "igreja orgânica" também é conhecida como igreja simples, igreja livre, igreja da sala de estar, irmandade, ou comunidades eclesiais de base, entre outros nomes.

Se trata de uma "volta às origens", afirma Viola, o qual significa que "a igreja orgânica não é nova nem é uma novidade, já que sempre houve cristãos que se reuníam fora das estruturas eclesiásticas institucionais".

 Para Viola, as igreja orgânica oferecem uma alternativa para um milhão de cristãos que a cada ano deixam as congregações tradicionais nos Estados Unidos e para os 1.700 pastores deste país que a cada mês abandonam seus  ministérios.

TENDÊNCIA EM EXPANSÃO 
Segundo estatísticas do Grupo Barna,  nos Estados Unidos haveria pelo menos 30.000 grupos de igrejas orgânicas, e o  número chegaria talvez a um milhão na América Latina.

Stan Perea, membro da mesa diretora da Asociación para la Educación Teológica Hispana (AETH), que agrupa mais de 1.200 teólogos latinos nos Estados Unidos, opinou que os latinos se sentem atraídos às "igrejas orgânicas" porque estas pequenas congregacões "restauram o sentido de pertença e de orientação".

 "É triste que as igrejas tradicionais já não ajudem às pessoas a se conectar com a vida. E é ainda mais triste que nos Estados Unidos as igrejas se dediquem a ensinar aos imigrantes a serem individualistas, ao ponto que ficamos totalmente desconectados", indicou Perea, que desde 1986 dirige um ministerio cristão em Denver.

EXPERIÊNCIA PESSOAL
Justamente em Denver, Blanca Ortiz, uma imigrante mexicana que se descreve como "uma cristã desde sempre", frequenta desde o ano passado a uma congregação orgânica que se reúne na casa de uma amiga.

"Não há líderes. É bem informal. Todos falamos face a face com todos. Todos participamos, apesar de virmos de países e de igrejas distintas. Nos reunimos para celebrar. É verdade que deixamos as igrejas tradicionais, mais não deixamos nossa fé", comentou.

Estes encontros são sinceros e permitem compartilhar tanto uma refeição como "as bençãos materiais e espirituais". Também, as crianças estão presentes em casa em todas as atividades "para mostrar-lhes quanto  são importantes para todos".

Para Ortiz, A igreja orgânica tem outra grande vantagem: "Já não recebo constantes chamados me lembrando que tenho que ir à igreja. Ninguém chama niguém, mas ali sempre estamos todos, porque aa igreja não é um edifício senão um grupo de pessoas com uma fé em comum", concluiu.

21 de julho de 2011, ESTADOS UNIDOS.

Fonte: Efe

© Protestante Digital 2011
Tradução: Sandra Gonsalves.

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