26 de abril de 2010

O QUE É O AMOR?


                                                                                                         por  George Gonsalves 
            
      Conta-se que há muitos anos um diretor de uma escola no interior da Inglaterra lançou um desafio. Quem melhor respondesse a pergunta: “O que é o amor?” ganharia um valioso prêmio.
       Pessoas de todas as partes do país se animaram com o concurso. A divulgação ganhou uma grande dimensão. Estrangeiros começaram a enviar respostas, as mais variadas possíveis, a fim de abocanhar o prêmio.
       Filósofos, teólogos, poetas, cantadores torturavam a imaginação a fim de redigir a melhor resposta possível. Até homens e mulheres simples, tomados de intensa paixão se aventuraram na tentativa de definir algo que, tinham certeza, estavam vivenciando.
     Centenas de textos foram impressos, alguns pareciam verdadeiros tratados, com várias citações de mestres da literatura e da poesia do passado e do presente. Outros eram mais simples e continham apenas algumas páginas escritas à mão.
     Amanheceu o dia marcado para ser conhecido o grande vencedor do concurso. Era outono, e as folhas caídas no chão formavam um tapete ao redor da escola. Apesar do clima frio, uma grande aglomeração se concentrou no ginásio local. Grande era a expectativa. Havia jovens com mochilas nas costas, mas também senhores engravatados de aparência sóbria.
    De repente, subiu à plataforma montada no centro do ginásio o Sr. Peter, diretor da escola. Um silêncio reverente se fez. Ele tomou a palavra e anunciou que revelaria o grande vencedor. Uma comissão formada por alguns dos mais antigos professores da região era responsável por apontar a melhor resposta. Em meio a muitos quilos de papel, enormes calhamaços, o Sr. Peter retirou do seu bolso uma pequena tira de papel. Nela estava escrita à mão uma única frase. Era a resposta que foi considerada a melhor para a pergunta: “O que é o amor?”. Foi escrito por um agricultor de uma região vizinha. Ele tinha vivido durante cinqüenta e três anos com sua querida esposa, que havia falecido há apenas um mês. Dedicava-se a ajudar seus vizinhos e todos o respeitavam. O Sr. Peter então leu a resposta:
                 "LOVE IS LOVE".
    Ninguém contestou a decisão.
   Esta pequena estória que ouvi de uma professora de inglês há muitos anos, me fez refletir: o maior de todos os mandamentos, àquilo que deve ser a marca do cristão, é simplesmente indefinível. Sabemos algo sobre ele, mas não sabemos explicá-lo. Sentimos algo de seu poder, mas não sabemos mensurá-lo. Aos coríntios (capítulo 13), o apóstolo falou que ainda que distribuíssemos todos os nossos bens para os pobres ou entregássemos nosso corpo para ser queimado, não seríamos nada sem amor. Ele não define o amor, mas fala de seus atributos: é paciente, benigno, não orgulhoso, não busca seus próprios interesses, não se alegra com a injustiça, nunca falha. Amor não é apenas ação. Podemos fazer muitas coisas boas pelas motivações erradas. Também não é só sentimento. Se apenas "sentirmos" amor pelos outros, eles continuarão sem receber nossa atenção.
     Outrossim, não podemos, simplesmente, dizer em que medida vivemos em amor. Não sabemos sequer o quanto amamos os que nos estão mais próximos (ainda não passamos por muitos testes). Deus nos julgará. Só podemos afirmar que quanto mais próximos estivermos d’Aquele que é a fonte do amor, mais o refletiremos em nossas vidas.                                                                                                                                  

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