2 de março de 2010

A MAIOR OFERTA

       Por George Gonsalves

     No primeiro livro de Reis encontramos esta impressionante passagem: “Em Gibeom, apareceu o Senhor a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: pede-me o que queres que eu te dê.” (3:5). O Todo-Poderoso, cuja majestade e poder são infinitas e habita em luz inacessível que homem algum já viu nem pode ver, fez a uma de suas criaturas uma oferta. Mas não qualquer uma. Foi a maior oferta feita a um ser mortal em todos os tempos.
       Não se tratava de retórica. Deus tem plenas condições de cumprir suas promessas. Os homens muitas vezes, mesmo que tenham ótimas intenções, são limitados e oscilantes.
        Por outro lado, o Senhor está empenhando sua palavra. Não poderia Ele voltar atrás em sua oferta: “O Senhor vela por sua palavra para a cumprir (Jeremias 1:2). Tudo isto nos leva a um espanto e a um deslumbramento: algum dia o Altíssimo prometeu dar a um simples mortal qualquer coisa que pedisse! O que levaria ao Ser Supremo inclinar-se ao desejo de uma de suas frágeis criaturas? Ninguém objete que não se tratava de um homem qualquer, mas o rei de uma nação. Ora, sabemos que “as nações são consideradas por ele como um pingo que cai dum balde e como um grão de pó na balança.” (Isaías 40:15). Por isto podemos com o salmista declarar: “que é o homem, que dele te lembres?” E o filho do homem, que o visites? (Salmo 8:4).
       Após traçarmos algumas considerações sobre a oferta divina, falemos sobre a resposta humana. O que pediu Salomão ao Senhor? Por certo, não é difícil imaginar qual seria o pedido da maioria dos homens daquela ou de nossa época: poder, riqueza, prazeres ou quem sabe vingança. Todavia, nenhuma destas coisas foi objeto de desejo de Salomão. Sua resposta subiu aos ouvidos de Deus como aroma suave: “Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal, pois quem poderia julgar a este grande povo? (I-Reis 3:9).
       Salomão colocou-se como um mordomo de Deus. Ele queria ajudar a nação de Israel a andar nos caminhos da verdade e da justiça. Não pediu para si, mas para o Senhor. Seu coração estava em sintonia com a vontade de Deus. As palavras bíblicas não deixam dúvidas quanto a isto: “Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa.” (I-Reis 3:10).
        Para termos noção de nosso estado espiritual basta que nos coloquemos no lugar do rei judeu. Em seu lugar o que pediríamos? Evitemos as respostas rápidas. Não pensemos em várias coisas, mas em uma só. A resposta sincera a esta pergunta mostrará nossa condição espiritual real, e não aquela que aparentamos. Um termômetro seria pensar no que estamos pedindo atualmente. Pedimos visando a glória de Deus?. As palavras bíblicas nos alertam: "pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres" (Tg. 4:3).



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