30 de dezembro de 2010

ANO QUE VEM


Ano que vem quero paz
Não a paz meramente exterior, que me custe o silêncio da verdade
Mas principalmente no coração
Aquela que não tem preço
Adquirida não por dinheiro ou pedras preciosas
Mas por uma consciência tranquila diante de Deus

Ano que vem quero amizade
Não as bajuladoras e oportunistas
Mas sincera e leal
Mesmo que seja de alguns poucos
Que me animem quando preciso
E me corrijam quando necessário

Ano que vem quero perdão
Conseguido através de sincero arrependimento
Quero também poder ofertá-lo livremente a todos, pois alguém disse
Que somos semelhantes a animais quando matamos,
A homens quando julgamos,
Mas a Deus quando perdoamos.

Ano que vem quero amor
Não o amor simplesmente carnal, que logo se esvai
Quero um que seja puro
De alguém que me ame, não por causa de minhas virtudes
Mas apesar de meus pecados  

Sobretudo, ano que vem quero Deus
Não algum criado à imagem e semelhança do homem
Indisposto para perdoar e complacente com a iniquidade
Mas o Deus bíblico: livre e poderoso
Irado contra o pecado, amante dos pecadores   

George Gonsalves

20 de dezembro de 2010

SANTIDADE



Todo homem é tão santo e tão cheio do Espírito como o deseja.
                                                                           A.W. TOZER

Ouvi falar dos Santos dos Últimos Dias; admiro muito mais os Santos de Todos os Dias.
                                                                           CHARLES SPURGEON

Um bom exterior é a melhor recomendação da perfeição interior.
                                                  BALTASAR GARCIÁN    

Nenhuma pessoa realmente boa jamais ficou satisfeita consigo mesma e, se começa a falar como se estivesse, está na hora de duvidar se ela sabe do que está falando.
                                                                                                                            CHARLES SPURGEON

A grande questão finalmente não será propriamente: “O que você fez?”, mas sim “Por que você o fez?” Nos atos morais, o que vale é a motivação.                                                                                 
                                                                                                                                         A.W. TOZER

Um bom exemplo é o melhor sermão.
                BENJAMIN FRANKLIN

Simplesmente aperfeiçoe a si mesmo; é a única coisa que você pode fazer para melhorar o mundo.
                                                                                    LUDWIG WITTGENSTEIN

Não me preocupa não ser conhecido, procuro ser digno de ser conhecido.
                                                                                            CONFÚCIO

Um santo não é alguém bom, mas alguém que experimenta a bondade de Deus.
                                                                                      THOMAS MERTON

Não é por meio de atos extraordinários, bons ou ruins, que podemos ter a certeza de qual é o estado da alma, mas pela tendência, inclinação e força predominante no coração e na vida de uma pessoa.
                                                                                                                          RICHARD BAXTER  

As pessoas humanas mais reais são os santos. Eles são o que todos nós fomos planejados para ser.
                                                                                                                       PETER KREEFT

Jesus não morreu para tornar-nos saudáveis, ricos e felizes. Ele morreu para fazer-nos santos.  
                                                       WARREN W. WIERSBE

11 de dezembro de 2010

NATAL, VISLUMBRE DO PORVIR



             O natal está chegando mais uma vez. As cidades voltaram a se iluminar. Há magia no ar: luzes encantadoras se derramam sobre muros e árvores não tão belos assim. Figuras brilhantes de renas, presentes e, é claro, do bom e velho Noel, que nos recordam de uma época em que acreditávamos na fantasia e, assim, éramos mais felizes. Há também os singelos presépios, que tentam de alguma forma reproduzir o inefável, nos lembrando a razão de toda a festa. Há a preparação de fartos banquetes, com iguarias que nos fazem desejar que esta época se prolongue. Também há reuniões. Várias. Famílias, amigos, vizinhos e colegas de trabalho se sentarão por alguns instantes em volta de uma mesa. Talvez se olharão em uma noite como não o fizeram no ano todo. Trocarão presentes e poderão sentir o prazer de receber, mas principalmente de dar, e saber que podem fazer alguém sorrir ou se emocionar.     
            Os otimistas dirão que o mundo está entrando em uma fase de amor e compaixão, que os povos estão superando suas diferenças para compreender o outro. Cantarão que o natal é uma noite feliz para todos e que no próximo ano “todos os sonhos serão verdade”.
            Mas há os pessimistas que, aliás, não aceitam este nome. Preferem ser chamados de realistas. Farão um diagnóstico profundo da sociedade. Dirão que tudo não passa de uma festa capitalista, arquitetada para encher os cofres dos empresários e que, enquanto estamos nos banquetes, milhares de pessoas passam por graves necessidades, sem condições mínimas de sequer tomar uma refeição por dia. Nos lembrarão também que todos os anos os homens fazem belos votos no fim de ano para então descumpri-los no decorrer do próximo. 
            Para mim o natal é, principalmente, um vislumbre do porvir. Nada nesta terra é pleno, perfeito. Os homens não são exatamente como Deus criou, nem o que serão diante d'Ele. São rascunhos esperando a arte final do Grande Artista. As cidades mais planejadas do mundo, não podem se comparar com a beleza da cidade celestial. Fico fascinado com o espetáculo de luzes na cidade, mas gosto de pensar que ele apenas aponta para o dia em que até o sol será desnecessário, pois o próprio Senhor brilhará sobre todos (Ap. 22:5). As fartas ceias que, pela graça de Deus, desfrutamos não são perfeitas: os abraços nem sempre são verdadeiros, os presentes nem sempre são dados como gestos de gratidão e há uma multidão de pessoas que estão de fora delas. Mas, imagino que elas são um tosco desenho do dia em todos os filhos de Deus estarão em um grande banquete ao lado do Salvador do mundo (Mt. 8:11; 26:29). Naquele dia não haverá falta, nem de comida, nem de pessoas, nem de amor.
            O natal de hoje é bom, mas não é perfeito. É apenas um vislumbre de um belo porvir reservado para os que foram alcançados pela excelsa graça.
            George Gonsalves

22 de novembro de 2010

A VERDADE E A MULTIDÃO


                                             
                                                                                                                                 por George Gonsalves 

       Não gostamos de estar contra a maioria. A força da multidão nos pressiona. Pessoas convictas de uma verdade ou uma decisão mudam quando se sentem confrontadas com um grande número de contradizentes.
      Mas, no reino de Deus a maioria quase sempre está errada. Foi assim quando decidiram adorar o bezerro de ouro, ou quando ficaram contra Josué e Calebe (a favor dos dez outros espias), ou ainda quando o povo escolheu ter um rei para si (contra a vontade do piedoso Samuel). Não é a toa que Jesus falou sobre entrar pela porta estreita e andar por caminho apertado.
     Na história da igreja, alguns valorosos homens e mulheres ousaram seguir a verdade a despeito da crítica e perseguição da esmagadora maioria. E por causa disto, se tornaram luminares da fé cristã. Atanásio foi o grande defensor da doutrina da trindade, quando o arianismo estava varrendo a cristandade. Conta-se que quando disseram a ele que o mundo estava contra ele, imediatamente ele devolveu: “Então é Atanásio contra o mundo”.
     Roger Williams foi alguém que buscou conhecer a verdade do evangelho, a que custo fosse. Foi expulso da colônia dos puritanos na Baía em Massachusetts por discordar que a igreja fosse sustentada pelo poder civil. Fundou, então, uma comunidade em Rhode Island em que não haveria perseguição religiosa: chamou de Providence. Depois estabeleceu, talvez, a primeira Igreja Batista em solo americano, em 1639. Mas, a comunidade se corrompeu. Então, ele partiu para outro lugar. Ele se recusava a fazer pactos ou conchavos com aquilo que acreditava que feria os padrões bíblicos. Robert Bellah, sociólogo americano o descreveu: “Roger Williams era moralmente um gênio, mas uma catástrofe sociológica”.[1]
John Wesley desafiou os rígidos padrões da Igreja Anglicana e transformou esquinas e montes da Inglaterra em locais de pregação. Seu objetivo era cumprir de forma cabal o mandamento de anunciar o evangelho a toda criatura. O resultado: milhares de homens rudes se dobraram diante do Altíssimo e tiveram suas vidas mudadas para sempre.
      Charles Spurgeon é hoje reconhecido como um dos grandes pregadores da história da igreja. Mas, no final de sua vida ele se viu isolado dentro de sua própria denominação, Batista. Para ele havia desvios doutrinários inaceitáveis que precisavam ser combatidos. Sentindo-se sozinho, ele disse em 1887, cinco anos antes de sua morte: “Faz muito tempo que eu deixei de contar cabeças. Geralmente, a verdade está em minoria neste mundo. Quanto a mim, tenho fé no Senhor Jesus Cristo, uma fé que me queima por dentro como que com ferro em brasa. Graças a Deus, o que creio crerei, mesmo que somente eu o creia”.[2]    
     Os exemplos que citei não são, obviamente, de homens perfeitos. Eles cometeram erros ao longo de sua caminhada. Mas, foram sinceros. Não se intimidaram diante dos que lutavam contra a ideia que defendiam.
      O que acontece muito são pessoas que violentam suas consciências. Não defedem nem seguem o que acreditam ser a verdade, pois temem ser jogados no ostracismo religioso. Não querem ir de encontro ao status quo institucional e, assim, sofrer a perseguição e o abandono daqueles que dominam as denominações. Até Pedro dissimulou. Para não desagradar os judeus, se afastou dos gentios em dada situação, o que gerou indignação em Paulo (Gl. 2:11-14).
     Mas, coragem! O Senhor não abandona os que estão pelejando pela “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd. 6). E lembre-se: estar com a verdade é estar com o Senhor, e estar com Ele é mais do que estar com a maioria.




[1] Citado em Souza, Jessé de (org.). O malandro e o protestante. Brasília, Editora UNB, 1999, p. 302.
[2] Citado em Murray, Iain. O Spurgeon que foi esquecido. São Paulo-SP, PES, 2004, p. 170.

14 de novembro de 2010

LIVROS SOBRE ECLESIOLOGIA


DEUS, O ESTILISTA – O padrão bíblico para a modéstia cristã
Autor: Jeff Pollard. Editora Fiel, 2006, 78p.

            Jeff Pollard aborda neste pequeno livro um tema bastante controverso na igreja atual: há um padrão bíblico para a vestimenta do cristão? O crente deve se vestir de qualquer modo? Suas roupas podem refletir algum sentimento interior?
            Com competência o autor tenta responder a estas perguntas. Fazendo uma cuidadosa leitura de textos do Antigo e do Novo Testamentos e citando grandes mestres cristãos do quilate de Calvino, John Bunnyan e Richard Baxter, ele nos oferece reflexões importantes sobre o assunto.
            Importante também são os seus comentários sobre a influência da moda e dos meios de comunicação na sociedade.


AVIVAMENTO
Autor: D.M. Lloyd-Jones. Editora PES, 320p.
            Sem sombra de dúvida um dos melhores livros sobre o assunto disponível em português. O doutor Martyn Lloyd-Jones, pregador da capela de Westminster, em Londres, foi um dos grandes mestres cristãos do século XX. E nesta obra ele coloca sua erudição e paixão.
            Não somente ele descreve alguns avivamentos na igreja, como demonstra a fundamentação teológica para estes acontecimentos. Com certeza, ajudará os leitores de uma geração que vulgarizou o termo “avivamento”.
            Em toda a obra o autor nos exorta a buscarmos uma poderosa e bíblica manifestação de Deus, em frases como: “Fomos destinados a experimentar Deus” (p. 92) e “Não lhe dêem descanso, e não descansem. Persistam. Bombardeiem a Deus. Bombardeiem o céu até que a resposta venha” (p. 265).
            Simplesmente imperdível!

RESGATANDO O CRISTIANISMO – Um clamor a fé autêntica
 Autor: A.W. TOZER. Editora Motivar, 2009, 178p.
            Recente lançamento de obra inédita de Tozer em português. Nela, o autor fala não sobre a vida cristã individual, o relacionamento do crente com Deus, como costumeiramente faz. Aqui, ele trata da cristandade e da igreja como um todo.
            O capítulo mais instigante é o sexto: “Cuidado com o jogo religioso das palavras”. Neste ele afirma que evangelho não é apenas acertar nas palavras, não é ser ortodoxo no linguajar teológico, mas é experimentar e viver o poder que ele transmite.
            Os capítulos são geralmente encerrados com um cântico de um grande autor cristão do porte de Isaac Watts, Charles Wesley e A.B. Simpson. Deste último consta o belíssimo poema “O Senhor” (p. 104/106).
            Para todo cristão interessado em uma leitura profunda sobre a igreja, este livro não deve faltar na prateleira.    
George Gonsalves

1 de novembro de 2010

OS PASTORES E AS ELEIÇÕES


 
Confesso que não vi a hora de chegar ao fim estas eleições. Mentiras, baixarias e pouco conteúdo programático por parte dos candidatos. Do outro lado, um comportamento bisonho de alguns líderes evangélicos.
            Veja o caso do pastor Marco Feliciano. Tomou o tema avivamento como maior mote do seu ministério. No 21º Encontro dos Gideões Missionários em Comburiu, em 2005, afirmou para uma multidão eufórica: “Nunca me rebaixarei a ser um político”. Após polpudas arrecadações (recolhidas até em lençóis), se lançou candidato a deputado federal, conseguindo a eleição. Questionado sobre a incoerência, ele afirmou:
“Eu era um jovem pregador, pregando no maior evento pentecostal do Brasil, eu queria mostrar serviço!”; “Alguém me falou que Billy Graham havia dito isto e eu copiei”. O que transparece de sua declaração é que ele usou (ou usa) frases de efeito, sem sentir o que diz, apenas para impressionar o público (“mostrar serviço”). Ficamos a nos perguntar o que mais é apenas copiado de sua mensagem.    
            Ele ainda disse: “Fui imaturo e ignorante, porque naquele momento eu vinha em ascensão ministerial e as Assembléias de Deus tinham aversão à política”. Não há precisão em suas palavras. Há muito as Assembléias de Deus não têm aversão à política. Lembro que nas eleições de 1989, há mais de 20 anos atrás, houve o forte apoio de José Wellington, presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus, ao então candidato Collor de Melo. Na época chegou a afirmar: “Seu governo será marcado pela seriedade que o acompanha” (Jornal do Brasil, em 16/10/1989). Além do mais, há inúmeros parlamentares que são membros desta denominação. O mais notório é a senadora Marina Silva, que também foi candidata a presidente.
            Não é que um cristão não possa voltar atrás em alguma posição. O que me espanta são as desculpas usadas para se justificar. Outra coisa inaceitável é usar a igreja e seus recursos para projetos que não estão relacionados diretamente com o ministério cristão.
            Outra figura eminente do meio evangélico, Silas Malafaia, conseguiu protagonizar momentos de precipitação e contradição. Primeiramente no primeiro turno declarou voto em Marina Silva. Depois, mudou e disse que votaria em Serra. Alegou que Marina não havia se posicionado de forma incisiva contra o aborto e a união civil entre homossexuais. No segundo turno, entrou de cabeça na campanha de José Serra aparecendo, inclusive, no horário eleitoral. Para ele Dilma não representa os interesses dos evangélicos, pois não é claramente contra o aborto.
            Faço algumas observações. Em primeiro lugar, não houve coerência em sua posição. O próprio candidato Serra declarou (e o próprio Silas confirmou) que é a favor da união civil entre homossexuais. Ora, se ele não vota em Dilma, nem em Marina, por questões religiosas, por que votaria, e mais, faria campanha para Serra? É preciso lembrar que o voto nulo ou em branco também é uma opção política e de cidadania. Além disso, Silas Malafaia usou o espaço de seu programa, sustentado por milhões de reais doados por pessoas interessadas na propagação do evangelho, para de forma disfarçada apoiar um candidato. Ele chegou a ofender pessoas que não estavam mais dispostas a contribuir com o seu programa, tendo em vista o desvio de foco.  
            Por último, o “apóstolo” Valdomiro apareceu também no programa do candidato do PSDB dizendo: “Se vocês confiam em mim, votem em Serra”. É lamentável usar este tipo de expediente. Ou seja, quem não seguir a sua orientação, é porque desconfia dele. Qualquer crente, por mais santo que seja não merece nossa confiança plena, principalmente tratando-se de política partidária, que envolve muito dinheiro e poder.
            Eis um pequeno resumo das eleições de 2010: candidatos e partidos políticos acusados de corrupção, pastores se portando como cabos eleitorais e outros abandonando o ministério que diziam ter recebido de Deus para se tornarem parlamentares. Talvez devêssemos prestar mais atenção nas palavras do pastor presbiteriano Álvaro Reis, em 1915: “Toda igreja que se envolve [...] na política torna-se mais corrupta do que a própria vida política”. 
                                                                                                                                         George Gonsalves



9 de outubro de 2010

O CRENTE E A PROSPERIDADE



“Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza: porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui”.
(Lucas 12:15)

Lendo as Escrituras é possível perceber a preocupação, bem como o caráter, da mensagem dos grandes homens de Deus. O cuidado de Moisés com o povo Hebreu, seu zelo na lei do Senhor, sua mansidão e misericórdia são claramente vistos nas páginas do Pentateuco. Também percebemos a sinceridade de Davi, a fidelidade e paciência de Jó, bem como a perseverança de Paulo, na doutrina do Senhor ou mesmo no cuidado que tinham com os necessitados. Hoje, no entanto, muitos pregadores têm trazido uma mensagem nova de prosperidade que em nada se assemelha à dos santos de Deus. Como vamos nos preocupar com mansidão se, segundo a pregação desses  “profetas” da prosperidade  temos de ser revoltados? E, como falar de paciência ou de submissão se temos de colocar Deus contra a parede até que Ele nos dê aquilo que, segundo eles, nos é de direito? Que absurdo! A criatura ordenando ao criador! (Rm 9:20; Lm 3:39). E ainda, como vamos nos preocupar com os necessitados da igreja se os que estão passando por situações de miséria são culpados por não terem fé e, logo, se são culpados são também merecedores do estado em que se encontram? É de causar espanto a falta de sensibilidade, o apego ao que é do mundo e o total descaso que essa geração faz da palavra do Senhor, que é Bendito eternamente. 
Infelizmente a mensagem de prosperidade entrou sorrateiramente no meio evangélico que por sua vez, despreza a advertência do texto inicial que diz: “tende cuidado” e “guardai-vos”, acolhendo-a e tornando, assim evidente o estado espiritual em que se encontram.
 Os que ensinam a doutrina da prosperidade defendem que há uma promessa de riquezas financeiras para o povo de Deus e que é correto que vivamos como príncipes nesse mundo, pois somos filhos do Rei, dono do ouro e da prata. No entanto, além desta mensagem estar em total desacordo com a genuína Palavra de Deus, serve também para mascarar o pecado do apego aos bens materiais, à vaidade, à avareza e o egoísmo. O que dizer dos apóstolos de Cristo? Ao que me consta, a maior parte deles era de homens simples e iletrados. Pedro e João, ao receberem um pedido de esmolas do coxo, que estava assentado à porta do templo chamada Formosa, responderam claramente que não possuíam nem prata e nem ouro, mas tinham o que era de mais importante para aquele homem- a pregação do poder de Deus para a salvação da sua vida (At 3: 1-10). O próprio Jesus era um homem simples, filho de um carpinteiro. E, quanto ao fato de sermos filhos do Rei, de fato o somos, mas esquecem-se eles que o reino de Jesus, como ele mesmo afirmou, não é deste  mundo ( Jo 18:36). Se o reino deste mundo não é de Jesus também não é daqueles que Ele comprou com o Seu sangue. Amados, somos peregrinos em terra alheia ( I Pe 2:11). O nosso reino é o de cima, incorruptível, eterno e não o daqui de baixo efêmero, passageiro ( Gl 4:26).
 Não, meus irmãos, a vida do homem não consiste na abundância de bens que ele possui, mas no fato de ele ter se tornado filho de Deus, no fato de o seu nome está escrito nos céus. A nossa alegria e segurança vem do Senhor que habita em nosso coração, por isso: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja frutos na vide: o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (Hc 3:17,18). E como Jó  também  possamos dizer: “ainda que ele me mate nele esperarei” (Jó 13:15).
Não estou afirmando que o cristão não possa prosperar financeiramente e nem estou fazendo apologia à pobreza, mas apenas que não devemos colocar o nosso coração na incerteza das  riquezas ( I Tm 6:17 ) e que não nos esforçamos para acumular tesouros na terra, pois, onde estiver o teu tesouro ai estará também o teu coração. (Mt 6:19-21)
Por isso a Escritura nos ordena: “se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3:1,2). “Porque o reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17) .
Na primeira Epístola de Paulo a Timóteo, o apóstolo nos adverte acerca desses falsos mestres e também do perigo das riquezas: “...homens cuja a mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes( I Tm 6:5-8). Esses “mestres” não sabem o que é viver piedosamente com contentamento e muito menos  seus seguidores, e nem poderiam saber, pois negociam com a palavra de Deus e buscam seus próprios interesses. “Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve” (I Jo 4:5).
“Ora os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e  perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores( I Tm 6:9,10).
Meus irmãos, quando lemos as Escrituras com sinceridade de coração vemos que a prioridade dos santos de Deus era o cuidado de fazer tudo conforme estava escrito e não  busca por riquezas materiais: “Duas coisas te peço; não mas negue, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que empobrecido venha a furtar e profane o nome de Deus” ( Pv 30:7-9).  Observem também o pedido de Salomão e, como Deus se agradou dele quando, tendo a oportunidade de pedir o que quisesse, pediu sabedoria para guiar o povo de Deus e não  riquezas ( I Rs 3: 5-15). Por tanto não se enganem:“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo o amor do Pai não está nele( I Jo 2:15).

Em Cristo Jesus, o Senhor!
 Roberto Pereira

5 de outubro de 2010

LEMBRAI-VOS

                                                
              Era um dia inesquecível para os israelitas. Após muitas lamentações e sangue derramado, a arca de Deus fianlmente adentrava pelos portais de Jerusalém,  resgatada das mãos dos filisteus.
          O rei Davi ordenou que houvesse música para louvar ao Senhor. Em meio ao som de clarins, trombetas e harpas, ele próprio não se conteve e passou a saltar e a dançar (com todas as forças) perante o Altíssimo e todo o povo. Asafe e seus irmãos, encarregados de celebrarem a Deus com instrumentos, cantaram: "Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios... "(I Crônicas 16:12). 
          Lembrai-vos das maravilhas. É o primeiro destaque do hino do salmista. Quão importante e necessário é que nos lembremos sempre das obras do nosso Deus no decorrer da acidentada história humana. A memória é uma  poderosa fonte de informação e nela estão armazenadas lembranças boas e más, fatos que nos causam júbilo e outros que nos deixam tristes e perplexos. Todavia é preciso que ela seja santificada.
          O pecado corrompeu o ser humano por completo, e não apenas em parte, como afirmava Tomás de Aquino. Sendo assim, nossa memória tornou-se terrivelmente seletiva para o mal. Há pessoas que carregam durante anos lembranças de falhas ou pecado de outrem: uma palvra mais dura, uma incompreensão. Entretanto se esquecem, ou colocam em segundo plano, atividades corretas desta pessoa. O povo de Israel constantemente falhava no seu relacionamento com o Todo-Poderoso por não lembrar-se da misericórdia e do poder demonstrado por Ele.  
          Os israelitas foram tirados do Egito com mão poderosa pelo Senhor, que havia operado milagres. Mas logo se viram em grande prova. Espremidos entre o exército egípicio e o mar Vermelho, eles esqueceram a demonstração de amor e poder dado por Deus dias antes. Então disseram a Moisés: "Será por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto?"( Êxodo 14:11). Todavia, o Senhor demonstrou mais uma vez Sua misericórdia abrindo de forma espetacular o mar Vermelho, e logo em seguida fechou-o para os egípios. Houve festa entre o povo. Hinos de louvor e danças. Mas não foi preciso muito tempo para que eles murmurassem novamente: "Quem nos dera tivéssemos morrido pelas mãos do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, e comíamos pão a fartar, pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão" (Êxodo 16:3). Que terrível amnésia espiritual!
          A lembrança que nos é boa  não é aquela que nos torna amargurados e que  nos impele a suspirar: "tempos bons, tempos que não voltam". Esta não causa mudança de atitude, apenas saudade. Fujamos dela. O nosso lembrar deve, todavia, alimentar a esperança da intervenção divina: "Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores em que, depois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimento".(Hebreus 10:32). A recordação de vitórias pretéritas nos revigora para as lutas presentes. Se vencemos antes, o nosso Deus ainda permanece conosco. Tenhamos confiança para outras conquistas. Quando partiu o pão e o deu aos discípulos, Jesus disse-lhes:" Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim"(Lucas 22:19). Ao participarmos da Ceia, passamos a reviver, pela fé, o dramático sacrifício de Cristo. Somos reanimados, revigorados pela doce lembrança do amor deDeus.
          Por último, precisamos lembrar que Ele, o Majestoso Senhor, se lembra de nós. Sim, Deus não esquece o seu povo. Ele está com seus olhos direcionados para cada  um dos Seus pequeninos. Está é uma garantia de que não seremos deixados à nossa própria sorte. O Espírito Santo deixou gravada esta  sublime mensagem nas Escrituras: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia, não me esquecerei de ti"(Isaías 49:15).

                                                                   George Gonsalves

14 de setembro de 2010

"CRISTIANISMO” NA PRATELEIRA



                                                                                                                            por George Gonsalves


Foi há alguns dias. Estive em uma das maiores livrarias da cidade. Deixei meu filho na seção infantil e me dirigi à seção de livros religiosos. Chegando lá, verifiquei que havia uma parte apenas para o Cristianismo. Os primeiros livros que eu vi lá foram de Max Lucado, autor de um tipo de teologia popular. Alguns são muito bons, outros apelam para um sentimentalismo, que rebaixa a soberania divina. Prossegui olhando nas prateleiras. Enxerguei um exemplar sobre como aplicar a liderança de Jesus nos negócios. Olhei ainda mais e... Deparei-me com um livro de alguém que prometia desvendar alguns mistérios escondidos na Bíblia. O autor se definia como teólogo, ufólogo (!) e filósofo autodidata. Saí atordoado.

Fiquei a pensar: será que tudo isto é Cristianismo? Será que devemos usar frases de Jesus fora de contexto e aplicar a coisas que evidentemente Ele não queria dizer? O Cristianismo seria este amálgama de várias teorias e filosofias contradizentes?

O fato é que todos querem a Cristo. Não necessariamente para aprender aos seus pés, como fez Maria, irmã de Marta, ou para prostrar-se aos seus pés e reconhecê-lo como Senhor e Deus, como fez Tomé. Muitos querem a Jesus para referendar suas opiniões, mesmo que sejam anti-cristãs. Querem seu aval para desejos inconfessáveis.

Antes de me tornar cristão, eu adquiria revistas de ufologia. Em uma delas havia um artigo em que o autor “demonstrava” que o profeta Ezequiel viu um disco voador e habitantes de outro planeta (Ez. 1:1-14). Há escritores que garantem que Jesus viveu na Índia e fundou uma seita por lá. Nós não consultamos a Jesus, mas queremos que Ele aprove nossos relacionamentos, nossos negócios, nossos sonhos e nossos pensamentos.

Em um mundo tão plural precisamos de discernimento para separarmos o trigo que é a palavra de Deus, do joio de vãs filosofias e doutrinas perniciosas que obscurecem a sã doutrina. Porém, mais do que isto, precisamos de um coração humilde, quebrantado. Como disse o escritor francês Paul Bourget: “É preciso viver como se pensa, do contrário se acabará por pensar como se tem vivido.” O que há, na verdade, não é tanto dúvida teológica ou intelectual sobre Jesus. Na maioria das vezes, há um afastamento afetivo do Senhor. A vida se afasta do padrão divino. O próximo passo, então, é uma elaboração de um pensamento que se coadune com aquilo que o homem já está vivendo. Ou seja, primeiro o homem peca, depois procura “argumentos” bíblicos para justificar seu pecado. E não só isto. Com quase toda certeza, ele encontrará uma “igreja” que apóie seu procedimento. Deste modo, muitas pessoas quando pecam em uma igreja, procuram uma outra, ao invés de se arrepender.

Parece que chegamos à época da qual falou o apóstolo: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (II-Tm 4:3-4).
 




















16 de agosto de 2010

CRESCENDO


   Há um imperativo bíblico: todo homem precisa encontrar-se com Cristo em arrependimento, a fim de ser remido de seus pecados. Este encontro, com certeza, é o fim de uma caminhada: a do velho homem viciado pelo pecado em busca da Verdade. Todavia, podemos também asseverar que é o início de uma outra, cujo objetivo é a perfeição.
       A perfeição aqui referida é sinônimo de uma obediência completa e irrestrita à vontade de Deus. Comporta a impossibilidade de pecar. Devo dizer que ela só será alcançada quando estivermos livres de toda mancha de pecado e a nossa união com o Senhor for plena. Evidentemente, nunca seremos perfeitos como Deus. Nossa perfeição será humana. Mesmo nos altos céus, seremos finitos e Ele, infinito. Teremos conhecimento limitado das coisas, e Ele continuará sendo onisciente. Seremos santificados totalmente pelo Senhor, Ele é santíssimo desde a eternidade. Enfim, ainda seremos homens, e Ele Deus.
       A perfeição deve ser o objetivo de todo cristão sincero, por mais que saibamos que não a atingiremos na Terra. Enquanto estivermos aqui sempre poderemos progredir na vida espiritual. Sempre haverá algo a aprender, a praticar. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os. 6:3).
     Quando adquirimos algum tempo na fé, podemos ser tentados à acomodação. Podemos nos sentir seguros quanto ao conhecimento que já temos, achando assim, que não temos mais nada a aprender, ou que tudo o que sabemos e cremos está de acordo com a Bíblia. Jerry Bridges, pastor norte-americano, nos diz algo interessante: “Uma coisa é ter a convicção de que aquilo que cremos é correto segundo entendemos as Escrituras; outra, muito diferente, é crer que nossas opiniões são sempre corretas”.
     John Wesley, o notável evangelista inglês, afirmou no prefácio dos seus sermões: “... alguns podem dizer que tenha eu próprio errado o caminho, embora tomando o encargo de o ensinar a outros... é muito possível que eu tenha errado. Asseguro, porém, que, onde quer que eu tenha errado, minha mente está aberta para ser convencida do contrário. Desejo sinceramente ser melhor esclarecido”.
    É possível, no entanto, nos agarrarmos às cores denominacionais, àquelas “santas tradições protestantes”, das quais falou Juan Carlos Ortiz no seu livro O Discípulo. Isto ocorre quando evitamos confrontar nossas crenças e práticas com a Palavra de Deus, alegando que já temos a verdade.
      Li uma vez algo sobre George Whitefield, talvez um dos grandes pregadores da história da igreja, que me chamou a atenção. Alguém observava que um dos grandes problemas na sua vida, e que trouxe conseqüências para o seu serviço, era o fato dele sempre achar que todos os seus atos eram guiados por Deus. Sendo assim, ele nunca estava disposto a ouvir alguém que lhe fosse contrário. Isto fez com que, por exemplo, ele mantivesse escravos em sua propriedade apesar das ferrenhas críticas de seu amigo Wesley.
      Ora, o fato do Senhor operar em nossas vidas em determinado serviço, não nos isenta de erro. Deus não reveste a nós e nossa denominação com a infalibilidade. Sempre podemos aprender, ou mesmo ser corrigido por outrem. E não importa o credo do outro. Podemos ser edificados por um calvinista ou arminiano, tradicional ou pentecostal. Às vezes, parece que achamos que tudo pode ser confrontado com a palavra de Deus, exceto nossas crenças e atos. Jesus não é membro de nenhuma denominação. Ele não é batista, pentecostal, metodista ou presbiteriano. Ele é Senhor de tudo e de todos e pode confrontar qualquer um com a Sua vontade.
     No século XIX, um movimento liderado por Alexander Campbell se espalhou pelos Estados Unidos. Ele quis resgatar a genuína doutrina cristã. Rejeitava os credos pré-estabelecidos, confrontando-os com as Sagradas Escrituras. Em algum tempo o seu movimento, conhecido como Os Discípulos de Cristo, chamou a atenção de milhares de crentes insatisfeitos com as tradições antibíblicas de suas denominações. Um grande número de crentes deixou as suas igrejas e se juntou na esperança de melhor servir a Deus.
     É bom sabermos que estar em uma comunidade que procura se enquadrar nos parâmetros bíblicos não isenta ninguém de viver uma vida piedosa. O cristão vive perante a face de Deus, e nenhuma denominação pode nos esconder d’Ele..
          Nos salmos, Davi diz: “Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus” (Salmo 143:10). Sabemos que ele já era um servo ungido de Deus, mas ele queria que toda a sua vida fosse governada pelo Altíssimo. Davi enxergou a possibilidade de aprender o Seu caminho. Mesmo que tenhamos muitos anos como cristão sempre poderemos pregar, ensinar, orar e amar melhor.
      “... crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”
                                                                                                                                                                                                                            II Pedro 3:18.

George Gonsalves

PRESIDENTE DO IRÃ NEGA HOLOCAUSTO

Presidente do Irã diz que Holocausto é uma mentira e eleva tom contra Israel.


   Elevando novamente o tom da sua retórica contra Israel, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Holocausto é uma mentira, a poucas semanas da retomada do diálogo do seu país com as potências mundiais.
    “Trata-se de uma mentira baseada em uma alegação improvável e mítica”, afirmou ele. Ahmadinejad acrescentou que confrontar o regime sionista é um dever nacional e religioso.
    Ahmadinejad alertou os governos árabes a não se aproximarem de Israel. “Este regime não vai durar muito. Não amarrem seu destino a ele (…). Sua vida chegou ao fim”, disse ele no discurso transmitido ao vivo pela rádio estatal.
  Declarações de Ahmadinejad negando o Holocausto já provocaram indignação internacional anteriormente, levando a um maior isolamento do Irã, que já sofre sanções por causa do seu programa nuclear.
    O país retoma, no início de outubro, as negociações com seis potências globais sobre seu programa atômico.
   No entanto, na quinta-feira, Ahmadinejad reiterou que o país nunca abandonará suas atividades atômicas para agradar aos críticos ocidentais, que acusam Teerã de desenvolver armas nucleares.

Fonte: SRZD

QUEBRANTAMENTO


"Ó Deus, por que não me obrigas a andar sempre junto de ti? Livra-me de mim mesmo! Domina-me absolutamente!"
D.L. MOODY

"Se eu tivesse mil vidas, minha alma alegremente as entregaria todas para estar com Cristo. 
DAVID BRAINERD

"Oh, quão doce é ser gasto e consumido para Deus!"
DAVID BRAINERD

19 de julho de 2010

INQUISIÇÃO NO CEARÁ


        Pouca gente sabe, mas a inquisição criada pela igreja católica na Idade Média para perseguir os discordantes de sua doutrina atuou no Estado do Ceará, região nordeste do Brasil.  
Entre os meses de maio a julho, o jornal O Povo trouxe extensas reportagens sobre o assunto. Recentemente também foi publicado um livro que traz importantes informações sobre a perseguição religiosa no Estado: A inquisição e o sertão, do historiador Otaviano Vieira Junior.
Entre os anos de 1752 a 1802, 19 pessoas foram processadas pela Inquisição portuguesa em localidades como Inhamuns, Cariri e Sertão do Jaguaribe. Seis homens foram condenados a serviços forçados nas caravelas do reino de Portugal, incluindo dois idosos de 60 anos.  
Dentre os processados, havia uma mulher: Francisca Rodrigues de Sá, 32 anos, que morava na Serra da Beruoca, hoje Meruoca. A Inquisição a processou pelo crime de sacrilégio.  
Além de remar nas galés, os condenados enfrentaram outras punições como degredo para Angola, açoite público, penitências e pagamento de custas.
O Tribunal da Santa Inquisição teria sido criado em um concílio reunido em Toulouse, França, no ano de 1229. Os tribunais emitiam suas condenações, mas era o governo que as executava.
Importante observar que a Inquisição perdeu força, não por uma mudança doutrinária da igreja católica, mas por circunstâncias políticas. Ou seja, os Estados nacionais não mais se submeteram aos ditames dos papas. Isto ficou claro no ano de 1864 com a publicação da encíclica Quanta cura, acompanhada de uma lista ou Sílabo de erros, condenando oitenta proposições modernas que os católicos não podiam aceitar. No tópico 24 está escrito: “Que a igreja não tem autoridade para usar de força, nem tem nenhum poder temporal, seja direto ou indireto”. E no 77: “Que em nossos tempos já não é mais conveniente que a religião católica seja a única do Estado, nem que se excluam todos os outros cultos”.        
     
     George Gonsalves  



JUÍZA SE NEGA A CASAR GAYS

Juiza argentina desobedece a lei e se 
nega a casar gays:
 “não quero que Deus me condene.”

     Uma juíza de paz argentina afirmou nesta sexta-feira que se negará a casar pessoas do mesmo sexo por temer “condenação de Deus”, mesmo que isso lhe custe a carreira, após a aprovação da lei que permite o casamento homossexual na Argentina.
        Segundo a juíza de paz Marta Covella, da província de La Pampa (centro da Argentina), os casais homossexuais não deixarão de se unir por causa dela, já que um juiz suplente será designado para ratificar o matrimônio.
       "Mas eu, por uma questão de princípios cristãos, não posso fazê-lo. Porque na Bíblia, Deus não aprova essa forma de viver. Uma relação entre homossexuais é uma coisa ruim diante dos olhos de Deus”, justificou Covella.
        Mesmo levando em conta os riscos de ser destituída ou criticada pela opinião pública, ela afirma que “por nada nem por ninguém” irá contrariar seus princípios.
        “O que não quero é que Deus me condene”, ressaltou.
      A Argentina aprovou nesta quinta-feira uma reforma do Código Civil que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de um duro e intenso debate legislativo que reflete a divisão que existe no país a respeito do tema.

Fonte: EFE / Gospel+



EXCELENTE LIVRO DE CHARLES SWINDOLL

EU, UM SERVO? VOCÊ ESTÁ BRINCANDO! 
Autor: Charles Swindoll. Editora Betânia, 1983, 231 p.


        O pastor Swindoll é um dos melhores autores de uma teologia que poderíamos chamar de prática. Ele escreveu diversos livros nesta área: Vivendo sem máscaras, Como viver acima da mediocridade, Firmes seus valores, dentre outros. Mas talvez, Eu, um servo? seja o melhor de todos. Conheci alguém que o leu sete vezes.
         Em uma época em que os cristãos são ensinados a andar de nariz empinado (afinal são filhos do rei) e a buscar uma vivência cada vez mais individualista, Swindoll nos presenteia com este excelente livro sobre o agir do crente. Ele nos transmite o genuíno ensino bíblico sobre o caráter cristão, no que tange do serviço ao próximo. Como faz em outras obras, ele permeia o livro com histórias emocionantes.
         Alguns dos tópicos dão uma mostra da obra: “Como o servo deve dar?”,”Quanto nos custará dar?” “Nosso perdão de uns para os outros” e “A ordem de Jesus: 'seja diferente!’”.         
George Gonsalves

PACIÊNCIA


"Há mais pessoas que desistem do que fracassam."
HENRY FORD

"A constância é a prova da sinceridade."
 CHARLES SPURGEON

"Não importa o tamanho da montanha. Ela não pode tapar o sol."
                                                                          PROVÉRBIO CHINÊS

"Aprendo isto diariamente, aprendo em meio a dores às quais sou grato, a paciência é tudo!"
         RAINER MARIA RILKE

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